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A moto ideal existe ?

Não sei ao certo mas ela existe sim na cabeça de cada motociclista, mas com diferentes características.

Feito a musica A Casa do Vinicius de Moraes, que nada tinha, a minha moto não tem marca, modelo ou cilindrada.

Em termos de design eu sou um pouco conservador, gosto das ditas nakeds no bom estilo de moto com cara de moto, e não algo saído de um livro de ficção cientifica.

Precisa ter o triangulo acento-guidão-pedaleira onde a ergometria me deixe confortável tanto para curtos ou longos trajetos; e que evite uma guerra de espaços entre o tanque e a barriga. Daí sem esquecer da largura do banco também confortável para garupa e com a capa do banco que não segure água.

Os punhos tenham botões bem posicionados onde meus dedões possam alcança-los sem provocar dores ou machucados em pontos contundentes.

Que tenha um tanque que comporte o suficiente de combustível para uma hora de “tocada” mais uma margem de segurança contra zonas sem muitos postos de abastecimento, ou mais precisamente, uns 200 quilômetros de autonomia.

As rodas devem ser resistentes ao nosso piso e os pneus nelas montados favoreçam a eficiência nas curvas e no piso molhado, mesmo que com isso comprometa um pouco a durabilidade.

O sistema de frenagem tem que ser eficiente independente de qual tecnologia nele seja aplicada, mas tem sim que ser bem eficientes.

Suspensões equilibradas favorecendo o conforto, mas sem mergulhos excessivos e com curso suficientemente longo para evitar batentes.

Sistema de escape silencioso, bem projetado e que tenha o catalizador externo para fácil manutenção alem dos devidos sensores em posição pouco visível e protegidos contra impactos, tal qual mangueiras diversas que possam comprometer a continuidade de um passeio.

Caso seja refrigerada a água, proteção inteligente para a frente de ataque e laterais do radiador, suas mangueira e as entradas e saídas da bomba d´água.

O painel tenha a indicação grande o suficiente para ser lida de “canto de olho”, e com luzes espias realmente fortes. Mais do que ter duas lampadas para cada lado indicando a seta, um aviso sonoro é muito bem vindo, pois pior que não acionar a seta é deixa-la ligada. Não sou preocupado com o conta-giros, o qual substituiria facilmente por uma shift-light pré-programada para os limites. Odômetro parcial e relógio me são obrigatórios!

Lampejador de farol alto, buzina equilibrada, cavalete central, descanso lateral com sistema de corte de motor quando aberto, também são muito bem vindos.

Um excelente sistema de iluminação seja ela qual for; uma pintura clara e bem visível, nenhum canto contundente tanto para o piloto, bem como para alguma possível vitima de acidente.

Pedaleiras gerais largas, leve, fácil de levantar em uma eventual queda, com um esterço bom para manobras de baixa velocidade, construída para pouca manutenção e boa durabilidade, também seriam fatores fortes para a escolha.

Espelhos retrovisores posicionados de tal forma que não fiquem apenas mostrando os ombros de quem pilota; para-lamas bem posicionados para não molhar as costas ou a viseira do capacete; ignição e trava na mesma chave, trava de capacetes, protetor de manetes, e tomada de força para GPS ou celular, iam ser um conjunto campeão de vendas.

Finalmente me sobrou o motor que não pode ser ruidoso, com bom torque, que seja operacional em médias rotações por conta da durabilidade, econômico e muito confiável. Que faça essa moto imprimir com suavidade a maior velocidade máxima legal vigente, com uma margem de reserva para possíveis ultrapassagens estratégicas; digamos um limite minimo de 140 a 145 km/h.

Sei que essas características fazem que tenhamos hoje no Brasil muitas opções, muitas faixas de preço e cilindrada; porem ter em mente o que se deseja nem sempre é ter a oportunidade de poder comprar ou encontrar com facilidade um meio termo do desejo.

Esse é o meu ideal… e o seu qual é?

***

Texto por João Tadeu Boccoli

Ilustração por Francisco Alison A. Camargo

A moto ideal existe ?

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19 comentários

  1. Tabajara - São Carlos SP

    Creio que a moto ideal não exista, como com certeza existe na cabeça de cada um, no modo de curtir de cada um.Vejo pessoas que sonham com modelos que já saíram de linha faz tempo(sou um deles), e outros que não ligam se é uma nua, trail, esportiva, e por aí vai, pois o que importa é mesmo as finanças no geral($$$).
    Um conhecido troca quase todo ano de esportiva, mas nas viagens vai com sua nua mais tranquilona, confortável. Uma moto que me agrada demais, além da CB 450 que possuo, é a Ténéré 600(sim, das primeiras), e gostava muito da Kawasaki Zephyr, lindona, com visual anos 70, show.
    Mas em rodas de amigos, os gostos são dos mais variados. Se for pela razão, você compra no máximo uma 600cc, e olhe lá. Mas a paixão tem razões que a própria razão ignora.

  2. Já devo ter tido mais de 20 motocicletas em meus 32 anos em que ando de moto, uma delas repeti o modelo 3 vezes, mesmo tendo oportunidade de escolher outras, e não houve a quarta, porque a fabricante não trouxe a evolução dela para cá. Todos falam em Big Trail como sendo a moto perfeita, e quase concordo, outros falam em Sport Touring ou uma GT. Já há os que defendem as esportivas. Eu gosto da FZ-6S demais. Ela tem tudo que gosto, menos a capacidade de aventurar em um pedaço de terra. Não que ela não vá, já andei 160 km de rípio, mas confesso que a experiência poderia ser melhor em uma Tiger 800 XC. Outro dia fiz uma conta de minhas viagens e constatei que 99% delas é por asfalto, por conta da moto, e que poderia descobrir lugares novos com uma Big Trail, mas, até chegar no local, a viagem com a Fazer é inigualável. Primeiro, tive paixão a primeira vista pela carenagem frontal, que mantém a viagem silenciosa durante todo o tempo, depois pelo banco, cada vez mais, as motos vem com bancos duplos em nome de “esportividade”, eu vejo redução de custo e que se lasque o seu bumbum. Depois, vem a estabilidade e a capacidade ciclística da moto e nisso, é difícil outra moto batê-la, depois vem economia e por último confiabilidade. Por isso, tive 3 FZ-6, na primeira rodei 44 mil km, na segunda 47 mil e na ultima 52 mil e até hoje está aqui, somente trocando pneus e em todas apenas 1 vez troquei pastilhas e relação. Agora, partirei para a Big Trail e não fiz ainda, porque quero comprar outra FZ-6S com baixa quilometragem para ter e só depois comprarei a Tiger 800. E se tivesse dinheiro, teria uma MT-03 para cidade. Enfim, o ideal não existe, o que existe é uma moto que satisfaz cada uma das nossas necessidades. E essas necessidades são diferentes entre cada um de nós.

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