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Alex Schultz quer se tornar um grande piloto na motovelocidade

No seu segundo ano correndo o Pirelli Mobil SuperBike, o piloto da Schultz Racing Team, Alex Schultz, de 29 anos, sagrou-se vice-campeão da categoria Kawazaki Ninja 250R Light. O piloto #22 empatou com o campeão Maurício Prado, com 133 pontos, mas perdeu o título por ter menos número de vitórias na temporada, duas contra três de Prado.

Alex trabalha como modelo e mora em São Paulo, no entanto, seu maior sonho é se tornar piloto profissional. Fã do italiano Valentino Rossi, Schultz encontrou na motovelocidade a inspiração para sua vida. “Todo ser humano vive em busca de objetivos e corre atrás de algo para ter motivação em viver, aprender. Achei na motovelocidade o motivo para acordar e buscar esse aprendizado e essa evolução dentro e fora das pistas. É um alimento pra minha alma”, conta.

Agora que está dentro do mundo do motociclismo, o jovem acredita que o que falta para o desenvolvimento do esporte é parceria. “Estou apenas no meu segundo ano competindo e vivendo intensamente essa atmosfera, mas já vi crescimento exorbitante. O que falta ainda é parceria entre patrocinadores, organizadores, mídia, equipes e pilotos. Todos se ajudando para haver um crescimento mútuo”, opina.

Sobre a preparação antes das provas, Schultz conta que, além de sempre fazer os alongamentos essenciais, também “conversa” com a moto. “Fazer um bom alongamento antes de entrar na pista é fundamental e a moto sempre passa pela mão do meu “Dr.”, o Aguinaldo Serra, que é o cara responsável  pela ótima performance da #22 em todas as corridas”, explica. “Depois é só conversar com ela (a moto) e pronto”, brinca.

Segundo o piloto da moto #22, o que ele achou mais curioso quando entrou para o esporte foi o espírito competitivo de todos os pilotos e equipes envolvidas. “Todos querem ganhar, e, caso um piloto vá melhor que o outro, normalmente, é por causa da “máquina” que ele tem, e não por sua competência”, afirma.

Alex, que também pilota fora das pistas, chama a atenção para os perigos que existem nas ruas e diz que no autódromo encontrou o lugar ideal, com a segurança necessária, para minimizar os riscos proporcionados pela atividade. “Hoje em dia, eu visto a camisa e faço campanha para as pessoas virem ao autódromo. Tenho moto grande também e está cada vez mais impossível de andar nas estradas. Radar, buracos, óleo, animais, pessoas bêbadas… São vários os oponentes contra aquele que quer ter adrenalina em alta-velocidade.”

Por último, Schultz conta que fez muitas amizades no mundo da motovelocidade e faz um convite para que as pessoas acompanhem o esporte. “Queria expressar minha gratidão por termos esse campeonato crescendo cada vez mais e a todas as pessoas que conheci durante esse tempo. Espero mantê-las por essa vida como verdadeiros parceiros. Convido a todos que venham prestigiar esse esporte emocionante”.

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fonte: Yes Sports. Foto: FB/ Y. Sports

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