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Celular ao volante é quarta maior causa de acidentes em São Paulo

No trânsito da maior cidade do país, o uso do celular pelos motoristas já aparece como uma das principais causas de acidentes.

Um piloto de 19 anos, no simulador de uma auto-escola, narra suas primeiras aventuras sobre quatro rodas. Mas a história que ele conta aconteceu numa avenida paulistana. “Estava dirigindo e mandando mensagem. Quando penso que não, eu estava fechando o rapaz do meu lado”, lembra o auxiliar de escritório Emerson dos Santos Freire.

Não bateu. Será que aprendeu? O repórter Rodrigo Alvarez telefonou para Emerson, que atendeu e se arrebentou na avenida virtual.

“Não tem um bom motivo para dirigir e falar em celular”, conclui o instrutor de direção defensiva Luiz Henrique Fonseca.

Se nada justifica, como entender, então, a motorista que vai com o celular no ouvido levando uma menina e um bebê? E não vá andar muito perto do rapaz que dirige com um celular em cada mão. Nem da moça que navega pelo trânsito e enquanto dirige pela internet.

Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) mostram que o motorista leva até quatro segundos pra pegar o telefone, mais cinco para discar o número. A 50 quilômetros por hora, são 125 metros de voo cego. E o pior… “Depois que você desliga, você ainda vai fazer as reflexões do que escutou e do que falou, você continua desconectado da direção veicular”, diz o diretor da ABRAMET, Dirceu Rodrigues Alves Jr.

A ABRAMET afirma que as distrações causadas por celulares e outros eletrônicos, somadas, já são a quarta maior causa de acidentes em São Paulo. Uma pesquisa da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, concluiu que motoristas distraídos pelo celular demoram demais para reagir diante de um imprevisto – mais até do que alguns bêbados.

“Eu estou ali digitando e já tinha que estar freando. É como não ter motorista. Não tem ninguém dirigindo o carro”, comenta Luiz Henrique Fonseca.

Na cidade de São Paulo, só no ano passado quase meio milhão de carros foram flagrados, digamos, sem motorista.

“Realmente, eu errei. Mas era uma urgência. Eu não faço isso. Eu paro para atender”, garante o taxista Liomar Oliveira.

***

ABRAMET

Sobre * Equipe MOTONAUTA

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Um comentário

  1. Mauricio Baptiston

    Excelente publicação!
    Uso motocicleta diariamente para ir trabalhar e infelizmente observo muitos motoristas e motociclistas usando o celular. É um branco total! Será que os condutores sabem dos riscos que estão oferecendo aos outros condutores e a si mesmos? Já quase capotei o carro na estrada por causa de tentar digitar o número ao celular! É realmente necessário falar ao celular dirigindo? Pare o carro ou a moto e fale ao celular, ou então chegue ao escritório e dê sequência à ligação.
    Prudência meu povo!

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