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CRZ ePower – Velle ElétriKa 1000

A mobilidade nos grandes centros está cada vez mais comprometida por conta do aumento do número de automóveis, problemas de infraestrutura como má pavimentação que reduz a velocidade média, acidentes e transporte púbico deficiente.

Uma parte das pessoas que dependem de um automóvel ou do transporte público migrou para veículos de duas rodas como motocicletas e scooters por conta da maior mobilidade ou mesmo da economia no final do mês, afinal uma motocicleta pode fazer 40 km/l de combustível.

Mas algumas pessoas também mudaram para outro tipo de veículo de duas rodas, a boa e velha bicicleta.

Um veículo pequeno, leve e de baixo custo (dependendo da marca/modelo). Elas oferecem o apelo de proporcionar um bom condicionamento físico ao ciclista e acaba por induzir seus proprietários a fazer refeições mais balanceadas e naturais afim de melhorar a performance.

A bicicleta é bem antiga, sua invenção foi atribuída ao renomado inventor italiano Leonardo da Vinci no ano de 1490, mas na China a invenção da bicicleta é atribuído ao antigo inventor chinês Lu Ban, que nasceu há mais de 2.500 anos atrás.

Como é possível ver na imagem abaixo, desde 1885 a bicicleta tem praticamente a mesma essência.

A nova geração

Colocar um motor em uma bicicleta não é nenhuma novidade, afinal a motocicleta nasceu a partir de uma bicicleta motorizada no início dos anos 1900.

Agora com as novas tecnologias (baterias menores e motores idem) surgiram dois tipos de bicicletas elétricas: as motorizadas (que funcionam sem que o ciclista tenha que pedalar e contam com acelerador) e as do tipo pedalete (em que o motor ajuda o ciclista a pedalar, tirando o “peso” do pedal).

A convite da CRZ, tivemos em nossas mãos (e pernas) o modelo ElétriKa 1000 uma bicicleta do tipo pedalete (portanto sem moleza) para utilizarmos durante uma semana na cidade de São Paulo.

Nada melhor do que utilizar o modelo para ir e vir de casa para a redação do Motonauta, um percurso de 28 km diários (ida e volta), passando pela Av. Edgard Facó, Av. Marques de São Vicente, a temida subida da Av. Sumaré, Rua Henrique Schaumann e finalmente Av. Rebolças.

Vamos pedalar… um dia ao guidão

Após retirar a ElétriKa 1000, realizei os ajustes básicos como posição do guidão, altura do banco e claro, retirar a enorme bateria localizada no canote do banco para carregar.

A ida

Após uma carga completa da bateria (que ficou no carregador a noite inteira), me arrumei e equipei com capacete e luvas, fiz alongamento, respirei fundo e parti para a redação.

A primeira parte do trajeto é feita pela Av. Gen. Edgard Facó, uma avenida plana que conta com uma ciclovia em toda a extensão, ótimo e sem perigo.

As bicicletas do tipo pedalete não tem acelerador, o motor começa a atuar pouco depois do início das pedaladas. O modelo ElétriKa 1000 não tem ajuste de potência, portanto o motor entra em ação e despeja toda a potência na roda traseira, nada assustador lógico, mas fez falta a possibilidade de dosar a potência principalmente nas ciclovias onde temos pedestres e outras bikes. Esta opção existe no modelo ElétriKa 3000 que avaliaremos em breve.

Interessante é o sistema elétrico. Ao acionar qualquer um dos freios o motor é desligado automaticamente, assim como quando paramos de pedalar e o motor se desliga e deixa a bike “solta” como uma bicicleta normal.

Ao acessar a Av. Marques de São Vicente a realidade de se rodar de bike em uma cidade como São Paulo nos mostra que devemos ter muito cuidado e uma certa dose de sorte.

Nesta avenida é possível desenvolver uma velocidade entre 20 e 30 km/h marcados no velocímetro instalado no guidão da bike, claro que pedalando com vontade e mesmo assim utilizando muito menos força do que em uma bicicleta comum. Os freios do tipo V-Brake funcionam de muito bem, mesmo com o grande peso da bike (aproximadamente 27 kg) somados ao meu corpo “atlético” de 100 kg.

Mesmo nesta boa velocidade os veículos não respeitam os ciclistas, passando muito perto e as vezes até tocando no guidão com os retrovisores. É um desrespeito total no transito, muito estresse e xingamento. Interessante também é que por conta do anda e para do transito, passei os mesmos carros três ou quatro vezes, sofrendo com o estresse dos infelizes em todas as vezes.

Chegada a temida Av. Sumaré, sua longa subida de 2,5 km foi vencida muito mais facilmente e com velocidade média muito maior se comparado à minha bicicleta comum. Ultrapassei muitos ciclistas (em melhor forma que eu) e com uma tremenda facilidade.

Toda esta empolgação, minha e do motor cobrou um preço, a bateria chegou no alto da Sumaré com somente três luzes acessas mas ainda com bom folego (eu e a bateria).

O resto do caminho predominam as descidas da Rua Henrique Schaumann e Av. Rebolças, ambas facilmente transpostas e rapidamente cheguei a redação do Motonauta. Um percurso de 14km realizado em 32 minutos (nada mal para um cara que não faz nenhum exercício).

A título de comparação, este mesmo trajeto quando realizado de motocicleta é feito em aproximadamente 18 minutos, de carro em média 40 minutos e se utilizado transporte público algo em torno de 1:20hrs. Ponto para a bicicleta.

Primeiro gostaria de abrir um parênteses sobre a infraestrutura do prédio onde fica a redação do Motonauta. Ele conta com um estacionamento para bicicletas e com um pasmem vestiário onde é possível tomar banho e trabalhar cheiroso. Seria muito interessante as autoridades, neste caso as prefeituras, obrigarem os novos empreendimentos a ter uma área gratuita para deixar as bicicletas e disponibilizar um vestiário para utilização dos ciclistas. A sociedade agradeceria.

A volta

No final da tarde bateu uma preocupação quanto a autonomia da bateria da bicicleta, afinal pedalar uma bicicleta de quase 30kg sem assistência seria péssimo.

A autonomia declarada fica entre 15 e 25 km, provavelmente medido em situações como terreno 100% plano, sem vento, sem buracos, sem semáforos. Totalmente contrário ao que enfrentei pela manhã. E o total de pedal seria de 28km, portanto o fim era certo.

Bom… me arrumei, acendi uma vela, rezei um terço e parti. Felizmente a volta tem muito menos descida, e elas estão principalmente no início do trajeto.

Subi a Av. Rebolças, Henrique Schaumann e mais 500 metros da Sumaré. Foi um alivio chegar ao topo da subida com uma luz de bateria sobrando. Aproveitei a agora longa descida da Sumaré para desligar o motor e poupar bateria, esta que seria praticamente exaurida na subida do Viaduto Antártica.

Na Av. Marques de São Vicente, plana e sem transito algo me incomodou. Mesmo pedalando o mais rápido possível, na marcha mais pesada e com a assistência do motor a toda, a bike alcançava uma velocidade de 32, 33km/h. O suficiente para que outros ciclistas, com bicicletas de 21 marchas ultrapassarem a ElétriKa 1000 (que conta com somente 7 marchas) com grande facilidade. Eu mesmo com a minha bike “normal” consigo picos de 46 km/h no plano. Bom… melhor ter ajuda na subida do que velocidade em reta.

Faltando aproximadamente 1 km para chegar em casa, finalmente a bateria acabou. A ElétriKa mostrou seu peso e foi preciso fazer força para chegar ao destino.

Este foi somente um dos dias em que utilizei a ElétriKa 1000 para ir e voltar do trabalho. Nos outros dias já com a “manha” sobre como economizar bateria ou mesmo ter uma melhor performance foi possível cansar menos ainda e fazer a bateria durar mais.

Esta semana de aventura mostrou que as bikes com auxilio elétrico estão no caminho certo para atender quem não tem físico atlético (como eu) e gostam e sentem prazer em andar de bike, seja para o lazer, seja para deslocamento diário.

Se eu compraria a ElétriKa 1000 para usa-la no dia a dia? Sim, o custo de R$ 2.540,00 é praticamente o mesmo de uma bicicleta intermediária.

Detalhes e caracteristicas técnicas podem ser obtidas no endereço http://crz-epower.com.br/velle-eletrika-1000.php

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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