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Dafra Apache RTR 150 … avaliamos!


Como parte da reestruturação iniciada em 2009, a Dafra, em parceria com a indiana TVS, passa a oferecer no Brasil a TVS Apache RTR 150, uma moto urbana com qualidades suficientes para competir de igual para igual com as consagradas motos japonesas.

Prova disso foi a vitória no Moto do Ano 2010 na categoria Street até 150cc realizada pela Revista Duas Rodas.

O primeiro contato com a Apache foi agradável e em nada lembra suas concorrentes a venda hoje no Brasil.

Sua ciclística é convencional, com chassis de berço duplo, simples e eficiente para sua proposta. A posição de pilotagem é um pouco avançada por conta dos dois bem acabados semi-guidões ajustáveis, instalados sobre a mesa, e as pedaleiras em posição recuada.

Os punhos são completos e de acionamento suave e preciso, contando ainda com o útil lampejador de farol alto (item que deveria ser obrigatório, mas que não existe em grande parte das motocicletas vendidas no Brasil).

Novidade na categoria, seu painel é completo com conta-giros analógico e um display digital com dois recursos até hoje inéditos no Brasil. E em se falando de painel, um item muito interessante e que chamou muito a nossa atenção foi o anel fosforescente da chave de ignição … muito útil em locais muito escuros como é o fundo de nossa garagem.

Além do velocímetro, marcador de combustível, relógio, dois hodômetros parciais e um total, ele conta com um indicador de velocidade máxima e tempo de aceleração de 0-60km/h.

Na prática são itens de “perfumaria” que infelizmente podem instigar o motociclista a infringir as leis de trânsito. Uma ressalva ao painel é a difícil visualização das luzes-espia (neutro, piscas e farol alto) dependendo do ângulo de incidência da luz do dia; as demais informações são claras e precisas.

O conjunto visual da motocicleta foi bem concebido e todas as partes se combinam no quesito design.

As linhas das laterais, tanque e aletas têm vincos marcantes tornando a moto bonita e atraente (principalmente a amarela). A traseira conta com lanterna de LED, spoiler abaixo do motor (pintado na cor da moto) e as rodas de liga leve realçam a esportividade do modelo.

A única peça que não tem visual unânime é o farol e sua grande carenagem que deixou a moto um pouco “cabeçuda” (segundo algumas opiniões de motociclistas durante o teste), porém seu refletor usando lâmpada de 35w tem uma boa iluminação.

Seu motor monocilíndrico tem uma aceleração suave e sem buracos. Ele é do tipo OHC com refrigeração a ar e é alimentado por um carburador da marca Mikuni BS-26.

Suas exatas 147,5 cm³, oferecem potência máxima de 14 cv a 8 mil rpm e torque máximo de 11,3 N.m a 6 mil rpm, o que obriga o motociclista a manter o giro alto para ter um bom desempenho, já que a faixa vermelha começa aos 9 mil rpm.

Não foram sentidas grandes vibrações para um mono cilindro e a existência das borrachas nas pedaleiras fizeram o resto do trabalho.

Um item interessante é a existência do pedal de partida (além é claro da partida elétrica), muito útil para quem utiliza pouco a moto e que pode se deparar com uma bateria arriada. Realizei o teste de partida a frio com o pedal pela manhã antes de ir para o trabalho e a moto pegou na primeira tentativa, só foi preciso puxar o bem posicionado afogador, localizado no punho esquerdo.

O câmbio de 5 marchas tem engates macios e com curso da alavanca reduzido que proporciona trocas rápidas e suaves. Bem escalonado, o conjunto motor e câmbio atinge rapidamente a velocidade de 110 km/h indicados sobrando ainda folga no acelerador. A fabricante declara uma velocidade máxima de 118km/h, que por falta de local apropriado, não foi possível conferir.

O conjunto banco/suspensão também tornam a moto confortável para se usar durante o dia todo. Seu banco é anatômico e com grande quantidade de espuma, bem macio e confortável.

Já a garupa, mesmo com um espaço um pouco menor, também desfruta de uma boa posição e conta com alças de apoio bem posicionadas e altura das pedaleiras idem.

A suspensão traseira, mesmo utilizada em ruas esburacadas, absorveu bem as irregularidades não transmitindo as “pancadas” na coluna do piloto e não atingindo final de curso uma vez sequer, mesmo com seu reduzido curso de 50 mm (de múltiplas regulagens). Contribuiu para isso os batentes existentes nos amortecedores traseiros que contam com reservatório de nitrogênio e tornam o conjunto, além de eficiente, visualmente agradavel. Na dianteira se tem o tipo convencional telescópica e 105 mm com boa calibragem no uso urbano.

Na hora de parar, o único freio a disco na dianteira com 270 mm e pinça com dois pistões, tem um funcionamento com potência suficiente para parar os seus 136 kg em ordem de marcha. Já o traseiro, a tambor, se mostrou “borrachudo” e pouco potente, mesmo após um ajuste no varão de acionamento.

O consumo em nosso teste 100% urbano (utilizamos vias expressas e corredores apertados), a moto obteve uma marca de 31,60 km/l, ressaltando aí uma certa “mão pesada” aplicada durante o teste, justamente para simular seu uso comercial.

Finalizando

A Dafra Apache RTR 150 mostrou qualidades para enfrentar suas concorrentes nipônicas, e mais ainda suas congêneres chinesas.

É um produto relativamente novo no mercado que conta com a vantagem de ser pouco visada nos grandes centros, o que infelizmente é uma triste realidade.

A Dafra tem a difícil missão de conquistar novos usuários; missão essa que é possível, haja vista as atuais parcerias, melhora na qualidade do atendimento das revendas, e pelo aumento das mesmas.

Desde 2009, a DAFRA vem estabelecendo parcerias estratégicas globais com grandes fabricantes de motocicletas internacionais, como BMW Motorrad, Haojue, TVS Motor Company, e recentemente a SYM; o que nos faz acreditar que em breve ela possa surpreender os fabricantes japoneses.

Maiores informações sobre a moto : CLIQUE AQUI


Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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9 comentários

  1. Nono do Maranhão

    Eu sempre acreditei na dafra. A moto apache 150cc é uma ótima moto, pelo o que eu já observei e os comentários de amigos meu que tem a moto. Nós temos que tirar uma coisa da cabeça qu é só os produto de marcas famosas e conhecidas que prestam, quando chega um produto que ninguem conhece dizem que não presta.
    Nas oficinas eu sempre converso com os mêcanicos de motos e pergunto qual o motor de 150cc que mais fumça…eles sempre dizem que é o Honda, realmente eu quase não vejo fumaçando Yamaha, Suzuki e nem Apache.

  2. queria saber se a moto Dafra Apache RTR 150 e tão fraca assim comparada com a honda qual a diferança entre elas em relação a potencia de motor.

  3. Opa. Tenho uma Apache há dois meses e até agora só alegria . Está com 1500km e utilizo para ir ao trabalho e pego um trecho da Rodovia dos Imigrantes com ela todo dia .Troquei o pneu original traseiro 100/80-18 por um Pirelli Sport Demon 120/80-18 e a estabilidade melhorou ainda mais . Já peguei na estrada com ela na reta 128km/h.

  4. Luciano,

    Realmente no site da TVS, existem os modelos de 160 e 180cc com IE e seria interessante sua vinda para o Brasil (mais modelos = mais concorrência), mas isso depende de um estudo de mercado por parte da Dafra pois esses modelos devem ter um valor final mais altos que a 150cc.
    Somente lembrando que a versão carburada da Apache vendida no Brasil foi especialmente desenvolvida no nosso mercado.

    Não achei que o motor dela seja insuficiente para seus 136kg (eu estava com 98kg no teste). O cambio de 5 marchas é bem escalonado e aproveita muito bem a potência do motor, além de ter acionamento macio e o curto curso da alavanca de cambio faz com que as marchas sejam trocadas rapidamente. A vibração em altas rotações não foge a concepção dos monocilindros e não fica atrás das suas concorrentes.

  5. Luciano da Silva Fontes

    Parabéns pelo site,básico mas eficiente e direto. Gostei da matéria da Apache e gostaria de saber se tem a possibilidade de a Dafra lançar a Apache na versão 160/180cc com I.E aqui no Brasil. Achei ela pesada para o motor q tem,136kg,e tem relatos na comunidade do orkut de q ela vibra muito em alta rotação q não foi constatado no teste. Obrigado.

  6. bem, eu até entendo a posição de vocês mas é que uso a minha 125 por um bom trecho na anchieta e gostaria de saber como ela se comporta, gostei muito do teste, abraço.

  7. Patriarca,

    Obrigado por nos acompanhar.

    Não fizemos uma longa incursão na estrada por conta da proposta urbana da motocicleta.
    Porém é possível manter uma velocidade superior a 110km/h (indicados no painel), suficiente para viagens com total segurança em estradas secundárias.
    Nas auto-estradas é muito comum vermos essas “pequenas guerreiras”, mas devido a sua baixa velocidade máxima e o desrespeito dos veículos maiores (principalmente os caminhões), nós do Motonauta definimos (por questões de segurança) que não faremos testes neste tipo de estrada com motos abaixo de 250cc.

  8. Leandro Regis

    Espero que com esse premio e todo esse prestigio para com a apache, as empresas fabricantes de peças invistam mais na nossa moto, pq vale a pena ter uma apache…

  9. Muito bom o teste Cordiolli, e na estrada como ela se comportou?
    Abraço!!!

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