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Fazendo a coisa certa …

Tenho mulher, uma filha e 3 filhos homens. Todos eles já tiveram, em alguma época, sua motocicleta.  Nunca todos ao mesmo tempo, infelizmente. Ou felizmente, vai saber… Mas isso é outra história e por isso vou ao ponto:  acho importantíssimo falar sobre este assunto, literalmente VITAL.

Um dos meus filhos, o José Antonio,  começou sua carreira com uma GS500 e logo em seguida, bem antes de se habituar com ela, passou para uma moto maior. Depois de poucos meses acabou desistindo das duas rodas, mas essa é outra história também. O fato é que ele ficou sem moto por mais de 7 anos, que somado à sua pequena experiência, faz dele literalmente um principiante.

E isso é muito bom, porque desta vez ele está fazendo a coisa certa. Começou com uma moto de pequena cilindrada,  de pilotagem fácil e extremamente prazeirosa, como todas as motos de pequena cilindrada. Poucos comentam sobre isso, mas o prazer de pilotar é grande, já que podemos, depois de alguma pratica, escalonar marchas acelerando até o limite de rotação, precisamos manter a rotação do motor administrando ventos, ultrapassagens de veículos pesados, subidas e etcétera. Sempre digo que para pilotar bem uma moto pequena é preciso algum talento. E tem uma vantagem adicional: as multas por excesso de velocidade nas estradas, desaparecem.

A idéia do José Antonio, Zétó para os íntimos, é dominar absolutamente essa moto, antes de mudar para outra de maior potencia. No que eu concordo 100%, já que a segurança  do motociclista aumenta muitíssimo com freios potentes e cavalos à disposição para sair de situações de risco. Nada como “dar mão” e deixar para tras alguns motoristas que não inspiram confiança. Muitos gostam de ficar acompanhando de perto, sem saber dos riscos.

Gostei da idéia de escrever sobre o Zétó, porque seu caso pode servir de exemplo para muitos motociclistas iniciantes. Depois de escolher uma moto adequada ao seu momento, partiu para a compra de equipamentos de segurança. Ele é bastante cuidadoso. Desde criança, nunca foi de chegar em casa arrebentado, machucado, mesmo andando de skate, jogando paintball ou competindo de Mountain Bike. Ele  gosta e sabe o valor de equipamentos de segurança, porque apesar de ser neo-motociclista, é um ótimo piloto-amador de kart.

Então ele foi às compras e escolheu um macacão de couro, de 2 partes, com ziper, já que pretende andar em pistas quando estiver preparado. Mas como o maior uso do macacão será para viajar ele fez a escolha certa, assim pode usar somente a jaqueta com outra calça. Fez a compra, que tinha uma promoção legal que incluia um par de botas na compra do macacão.  Depois comprou calças jeans com proteções, protetor de pescoço e um Alligator. Essas produtos são fantásticos, depois falarei mais a respeito. Resumindo o enxoval: capacete integral, macacão, protetor de coluna, luvas, botas, jeans protegido, protetor de pescoço, Alligator. É tudo o que um motociclista precisa e pode ser comprado aos poucos.

Aí alguém vai dizer que ” claro, playboy, rico, rasgador de reais…”. Nada disso!

Ela gastou uma grana, que sua bastante para ganhar. E não foi gasto, foi investimento. Vai pagar em muitas vezes e a parcela nem é tão pequena assim, mas vale a pena. Lembro de um tombaço que tomei na Fernão Dias e saí somente dolorido, por estar bem equipado. Mas falando sobre equipamento, ou melhor dizendo, roupas técnicas, claro que produtos melhores são mais caros, mas os de menor custo tem às vezes maior custo/ benefício. Ninguém é obrigado a usar roupas e equipamentos italianos, estar equipado já mostra que você é um motociclista pensante. E a industria brasileira faz produtos de ótima qualidade, a preços bem acessíveis, é só procurar.

Detalhe importante: a maioria das pessoas, quando compra um carro que não é “top de linha”, investe um bom dinheiro em rodas e pneus melhores, som especial, película nos vidros e outros acessórios que deixam o carro do “nosso” jeito. Com moto é diferente, o investimento é em equipamentos que nos deixem mais seguros e menos sujeitos a machucados evitáveis.

Com a moto pronta, equipamento encima, só faltava o principal: fazer um curso de pilotagem. Existem muitos no país e acho que deve ser escolhido com muito critério. Conheço os principais mas escolhemos  o Curso Speedmaster de Pilotagem Preventiva por um motivo principal: trata-se de um curso onde você aprende e assimila os fundamentos básicos para pilotar nas ruas e estradas, a interagir e dominar a moto, a conhecer os limites (seus e da sua moto) e a pilotar com maior segurança. A maioria dos cursos de pilotagem são voltados a pilotos que querem correr como amadores, em campeonatos para iniciantes ou nos famosos Track Days, uma atividade muito saudável, que espero se popularize cada vez mais. Para quem gosta de acelerar forte, a pista é o lugar certo.

Acho que deveria ser obrigatório fazer um curso de pilotagem. Ou melhor, acho que fazer um bom curso de pilotagem É OBRIGATÓRIO, para quem pode pagar. Pena que não estejam ao alcance de todos, mas para quem pode, não existe argumento contrário. Acho mais inteligente economizar no capacete e roupas e investir num curso do que andar todo lindão mas sem saber fazer um contra-estêrço, se é que me entendem…

Gostei muito de ver a diversidade de motos e de pessoas que fizeram o curso. Eu também fiz, para refrescar os conhecimentos, fazer os exercícios de frenagem, de controle e claro, acelerar a Varadero Selvagem sem medo de encontrar alguém na contramão. Puravida.

Como vcs poderão ver no videozito abaixo, tinha gente de todas as idades, com grau de habilidades distintas, motos esportivas e nakeds de baixa, média e grande cilindrada, 2 bigtrails e até customs. Fiquei especialmente feliz ao ver 5 mulheres fazendo o curso, finalmente elas estão assumindo o melhor lugar na família: atras do tanque (de gasolina é claro).

O sabado de março vai ficar nas nossas boas lembranças. Voltamos na estrada de um jeito diferente. Parecia que tínhamos rodado uns 5.000 kms juntos, pilotando com mais…………liberdade.

Valeu, Doctor Tite!

Renzo Querzoli

Sobre * Equipe MOTONAUTA

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