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Girls, dirt bikes and pizza with everything!

Nada foge ao crivo do dito “valor de mercado”.

Ele é o reflexo, o resultado, o sumário, das contas, análises e comparações, que todo mundo faz. Um índice formatado pela composição de resultados, exaustivamente investigados pela maior e melhor equipe de profissionais que se pode agrupar.

Milhões de pessoas trabalhando incessantemente, amparadas pelo histórico de todas as experiências em conjunto, motivadas, hora pela paixão, hora pela necessidade.

Esse “trabalho” é o comércio. Esse movimento é o “mercado”. Esta equipe, somos todos nós.

O “valor de mercado”, é a expressão maior da lei. A lei da oferta e procura.

No mesmo momento em que você pensa em comprar ou vender determinado bem ou serviço, milhões de outras pessoas estão analisado o mesmo produto, sob diferentes óticas, nos mais diversos contextos.

Passei a semana pensando em trocar de moto.

Um objetivo repleto de significados. Dentre eles, e de maior peso na decisão, aquele popularmente conhecido como “desejo”. Mais ou menos como animais do sexo oposto. Vontade.

Esse seria um carimbo que não tenho no passaporte. Um projeto italiano de tecnologia exclusiva. Brinquedo bruto. Sexy. De certa forma, excêntrico.

O negócio estava quase feito.

Tava sonhando com a “moça”. Ou melhor, tava perdendo o sono com ela. Mas  no ultimo minuto, literalmente, uma notícia na internet, me fez reavaliar.

Diz-se que  dinheiro, é uma das três coisas na vida que não agüentam desaforo. Eu acredito. Tive que dizer adeus à italiana, antes mesmo de nos conhecermos.

Voltei pra garagem frustrado e me abracei a Sra. Razão.

Vestida de taiêr cinza, essa senhora usa meias grossas cor da pele, calça sapatos pretos baixos, prende os cabelos e cheira naftalina. A Sra. Razão, é sempre justa, coerente, quase desumana; ao contrário da Srta Emoção. Cheirosa, gostosa, colorida, mas, por vezes, traiçoeira.

Era sábado à noite. Procurando não pensar mais no assunto, carreguei a Penélope Cruz e arrumei meus arreios.

Acordei domingo ainda com o pensamento na Europa. Larguei mão das frutas, granolas e congêneres. Fui direto pra padaria, pedi uma canoa na chapa com bastante manteiga e um café com leite, ao qual, adicionei uma generosa porção de mascavo.

Chega de sofrimento! Cheguei à pista antes do dono. Acionei o modo de operação “automático” e fiz o que faço, desde que me conheço por gente.

O circuito estava perfeito. Classic hard pack track.

Ainda inconformado, me concentrei no traçado, e esqueci da vida. O Nino é uma pista “rápida”. Uma seqüência de curvas, pequenas retas e múltiplas transições. O negócio, literalmente, hipnotiza.

Há uma faixa curta de solo duro, compactado e exposto. Quase um pavimento. Nas laterais, o mesmo “hard pack”, coberto por uma “sujeira” de terra solta. Pra quem consegue se concentrar e manter um ritmo no traçado “limpo”, o céu, rolando “Full for your loving”, é a recompensa!

Uma seqüência deliciosa de segundas e terceiras. Esquerdas e direitas. 450cc em tons graves como o baixo de Rudy Sarzo, cadenciando o “rolê”. Long live Whitesnake!

Oito da manhã. Frio.

Sem nada pra tirar minha concentração, louco de vontade de esquecer de tudo, acelerei. Tesão, é a melhor expressão para resumir o que senti nos 83 minutos que se sucederam.

Freud e seus discípulos que me desculpem, mas nesse mundo corrompido e distorcido, às vezes, tenho a nítida impressão de que, só a potência bruta é a salvação para nossas almas. Quem tem uma 450 (ou uma outra moto qualquer que apite), é feliz e não sabe. Nada substitui a força desmedida destes maquinários.

Com todo o respeito às demais opções, técnicas e utilizações. É sabido que potência não é fator determinante de velocidade. A session acabou e eu já nem mais me lembrava da italiana.

Em retribuição, passei a pensar em alguns agrados pra Penélope. Carreguei-a  nos braços até a caçamba e fiquei ali, olhando pra ela. A caçamba de uma pick up qualquer, é propícia a observação de uma motocicleta. É como olhar uma bela dona, de vestido, subindo escadas … com todo respeito e descrição que a ocasião demanda.

Minha intenção primeira era observar e decidir sobre a troca da relação. Historicamente, tenho dificuldade para determinar este momento.

Talvez por isso o conjunto de corrente e engrenagens que compõem a transmissão de uma motocicleta, seja popularmente denominado, relação. Discutir e analisar a relação, sucks!

Se você é piloto profissional, esta às vésperas de uma prova ou de uma longa viagem, a resposta já vem pronta. Simplesmente substitua tudo por um novo conjunto.

O papo é capcioso e pior, ao contrário da relação conjugal, não se pode simplesmente resolver o “problema” da forma mais……, “excitante” e “efetiva”. Ou seria….., afetiva?!?!

Relações não são como pneus e, pouco afetam o rendimento do conjunto até que o nível de desgaste atinja o limite. Toda vez que troco uma relação, uma pergunta paira no ar: Será que não dava pra andar mais um rolê…?

Lembro-me de uma ocasião em Botucatu, há muitos anos atrás. Andava com um grupo de “desconhecidos” que depois vieram a se tornar grandes amigos.

Numa das poucas paradas, ao final de uma daquelas subidas cascudas de pura pedra, um dos caras, enquanto conversa com o grupo, sacou uma allen e substitui o jogo de pastilhas traseiras. Ali, no meio do mato, no meio da conversa, como se estivesse fazendo a coisa mais natural do mundo.

Sem perceber, aprendia ali, uma das maiores lições que o enduro me ensinou. A racionalização do uso dos equipamentos. Aquele cara, já vinha andando com a pastilha na pochete, havia alguns dias.

Chovia e a lama comia. No momento da parada ele concluiu que a aproximação com o disco havia atingido o limite e trocou a pastilha. Pra quem não tá nisso por moda e anda em bases regulares, esta é uma lição valiosa.

Acompanhei este mesmo sujeito em outros tantos rolês e aprendi ainda mais, a este respeito. Certa ocasião, nos encontramos pra um rolê e antes de entrarmos pro mato, percebi que ele estava usando pneus bem gastos. Nos preparávamos pra um rolê travado de topografia acentuada.

Questionado a respeito, ele me respondeu: “Já tenho um jogo de pneus novos, mas, achei que dava pra dar mais este rolê, antes de descartar este par. Gosto de andar um pouco “sem pneu”. Quando coloco os novos, sinto que minha referência muda. Amplio os limites pré estabelecidos”

Verdade incontestável. Experimente treinar “sem pneu” e correr com pneus novos.

Uma lição para aprender. Racionalizar o uso e a manutenção do equipamento é uma das formas de garantir a continuidade do processo.

Posto que não vou levar esta moto muito além dos dez quilômetros de distancia da pick up, nos próximos dias, decidi não substituir a relação e, andar mais um rolê com ela, na condição que esta. Mesmo porque, ela não esta comprometendo, nem pondo nada em risco.

Isto decidido, passei a observar outros aspectos.

Os pneus são, das partes que compõe uma motocicleta, a mais indicativa. Os pneus falam. Eles dizem, pra qualquer um que queira interpretá-los, o tipo de utilização a que vêm sendo submetidos.

Dizem, por exemplo, se você esta perto, longe ou, no limite de inclinação, nas curvas. Esta é uma informação muito confiável e de fácil interpretação. Qualquer um pode checar estes parâmetros, a qualquer momento. Pneus nunca mentem.

Bom seria se todas as gomas perdessem todas aquelas marcas que assinalam o desgaste máximo recomendado, ao mesmo tempo, de forma homogênea.

Bom seria que todos os cravos estivessem desgastados por igual. Isso indicaria que a bike tem sido usada de forma satisfatória. Pneus de dragsters não precisam de cravos nos ombros.

Ainda olhando a bike naquele angulo, notei que as suspensões dianteiras estão percorrendo um curso muito aquém do que o disponível. Num rolê como o que havia feito muito característico do que costumo fazer, utilizei cerca de 3/4 do curso disponível.

Apesar de não ter me chamado a atenção nenhuma característica indesejável na estabilidade, ou no controle e absorção das irregularidades, estou subutilizando o recuso disponível.

Talvez pudesse “soltar” um pouco da compressão, ou, guardar esta informação para que sirva de referência, na composição de um set up mais apropriado, na próxima manutenção.

Namoro a Penélope há poucos meses e, ainda estamos nos … conhecendo.

Andando basicamente em circuitos onde não há saltos e, prevalecendo a velocidade em curvas como foco determinante, estou apoiado num centro de gravidade mais alto do que poderia estar e isso, não é recomendável.

Suspensões são especificas para atender as necessidades para as quais foram elaboradas.

Acredito eu que, o uso da totalidade do curso disponível, seja um bom indicativo, uma referência de uso adequado. Mesmo que este limite seja atingido só numa condição extrema, é recomendado que o sistema o tenha como referência máxima.

Apesar de ter sido obrigado a me despedir da Italiana, antes mesmo de conhecê-la, as motocicletas, mais uma vez, não me desapontaram. Eu e Penélope Cruz já estamos fazendo planos para o futuro…!

Bobo eu de imaginar que ela já havia me apresentado todos os seus dotes. A moça é fugaz…..!

Vou tratar de massageá-la nas partes certas e provê-la do que é necessário para o seu bem estar.

Um protetor de radiador, uma nova relação, uma reprogramação no sistema de injeção (visando mais torque em baixa) e uma manutenção periódica das suspensões, já estão na programação.

A Italiana pode esperar. Até porque, poligamia nunca foi minha praia.

Tô mais é a fim de estar em condições condizentes com a saúde da moça, antes de simplesmente, substituí-la por um par de radiais bem calibrados, montados num quadrinho bonito qualquer…..!!!

Certa ocasião, na Florida, há muitos anos atrás, ganhei uma camiseta onde uma gringa maravilhosa, de biquíni, com seus atributos todos anabolizados, lavava uma então espetacular CR 250R. Ao lado, uma caixa de pizza com uma daquelas “Super Supreme” que os gringos adoram.

Abaixo da foto, lia-se: “Girls, dirt bikes and pizza with everything. That´s all I need”

Algumas verdades não têm nacionalidade e, são atemporais … !

?

Sobre Eduardo MOTOHEAD Aiello

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