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GoldWing … uma moto ou um case de sucesso?

Em 1972, a Honda cria uma nova equipe liderada por Soichiro Irimajiri que desenvolveu um protótipo chamado de M1 que tinha a finalidade de explorar ao limite o conceito de Grand Turismo.

Com a primeira aparição em outubro de 1974 no Cologne Motorcycle Show, e comercialização somente no ano seguinte, com seu motor boxer de 4 cilindros de 999 cilindradas refrigerados a água, surgia mais um grande ícone da Honda, sob o nome de GL 1000 GoldWing.

Mesmo sendo um lançamento de peso, esse primeiro ano de vendas não se traduziu como um marco, pois o modelo não tinha uma definição de categoria junto ao mercado.

Seu elevado peso e ergonometria demonstravam que ela não tinha vocação para ser uma esportiva; mais ainda quando observado o trabalho da suspensão traseira em trechos sinuosos.

Uma má posição estratégica da Honda junto ao público pela promessa de um kit turismo como acessório original em seu lançamento, que realmente só ocorreu em 1979, não foi bem vista pelos consumidores, abrindo assim uma fatia do trabalho nesse período para a indústria paralela de acessórios. A Honda somente se redimiria definitivamente no lançamento da GL 1100 Interstate em 1980!

A impressão dos proprietários é que a Honda estava muito preocupada em liberar velocidade em linha reta, e que para as estradas a moto deveria ser revista. Esse era um dado importante, haja vista que os anos 70 se definiram várias categorias, e a guerra comercial por esses novos modelos não era pequena; porém as exigências e necessidades dos consumidores não poderiam ser variáveis descartáveis.

Confortável e confiável, a GL 1000 marcava pontos como uma moto realmente estradeira pela constância que o motor conseguia imprimir em longos percursos. Essas foram as marcas profundas para o sucesso e para a definição da categoria TOURING junto ao mercado.

Nessa fórmula, a comunicação com o cliente, e a crença do fabricante (mesmo estando com vendas muito aquém do esperado), além de uma postura inovadora, foi um ponto determinante para o crescimento de adeptos, e, evidentemente, crescimento de vendas. Cores: Candy Red, Candy Blue

Em 1976 a GL 1000 não apresentou mudanças, porém se adicionou somente neste ano uma versão limitada (LTD) com detalhes de perfumaria estética e preço mais elevado. Cores: Candy Red, Yellow

Em 1977 as alterações sugeridas pelos consumidores começaram a ser agregadas, como manoplas, escapamento,  detalhes cromados, além de uma importante alteração técnica na caixa de direção. O tanque de gasolina recebeu um novo tratamento interno para se evitar a corrosão. Cores: Red, Black

Já em 1978, mudança nos carburadores, no avanço, e outros pequenos detalhes técnicos, reduziram sua velocidade final, mas aumentaram o torque que traduzia o maior anseio dos consumidores na pilotagem em estradas. Comando de válvulas redesenhados favorecendo o desempenho em velocidades baixas engordava as alterações.

Foram adicionados novos marcadores de combustível, temperatura d’água e de voltagem no topo do pseudo tanque, removido o pedal de partida, novo modelo de banco (que se tornaria uma marca), e esses modelos receberiam ainda rodas COMSTAR de alumínio no lugar das raiadas, além de um novo sistema de escape totalmente cromado que produzia um som mais harmonioso, e que pela disposição, facilitava o acesso à manutenção da embreagem. Cores: Maroon, Blue, Black

1979 foi um ano que a GL 1000, em alguns mercados, tiveram bons descontos para desova de estoque, pois os consumidores já aguardavam profundas alterações para o próximo modelo. A linha das CBX era inspiradora aos novos clientes, e estes esperavam a incorporação de alguns detalhes nas novas GLs.

Esse foi um ano em que o modelo perdeu peso e resgatou desempenho! Foi a hora que a Honda reviu o projeto para não perder o mercado … tinha que resolver todos os problemas que cercavam o modelo junto ao seu público alvo e manter a credibilidade do produto até a mudança do próximo modelo. Cores: Black, Candy Blue, Candy Burgundy

Mantido como um segredo fechado a sete chaves, a Honda anuncia os novos modelos de 1980 … a GL 1100 e a GL 1000 Interstate . Com uma precisão cirúrgica, o novo modelo incorporava mudanças definitivas para a consolidação da categoria e do modelo. Foi a primeira moto japonesa produzida em massa totalmente equipada para o turismo!

Carenagem frontal, baú, caixas laterais de plástico injetado e acabamento primoroso, estavam no modelo Interstate. Novo quadro desenhado para suportar a força do novo motor de 1085cc, também de 4 cilindros boxer, mais macio, porém com muito mais torque que o modelo anterior. A assistência da suspensão a ar conferiu ao modelo maior conforto e facilidade no manuseio.

Na prática, a aceitação desse modelo foi quase unânime tanto pelo publico, quanto pela imprensa especializada começando, aí, uma corrida aos revendedores … um sucesso que fez o mercado americano ver o abalo aplicado à Harley-Davidson Electra Glide, pelos novos conceitos industriais aplicados.

Desta vez, sem hesitar, a Honda lança e mantêm uma linha exclusiva de acessórios para o modelo, com uma lista considerável de opções. Luxo é tudo ! …. mas a linha do mercado paralelo também cresceu de maneira rápida, fazendo que esse modelo contasse com muito mais opções que as originais. Cores: Candy Burgundy, Black

Desse ponto em diante, não temos como errar em declarar essa fórmula de sucesso que acabou buscando fórmulas para outros fabricantes, e apaixonando uma legião de entusiastas em todo o mundo.

Fica também a referência até 1980 para aqueles que se preocupam com a merecida “placa-preta” …

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ps. fotos de arquivo

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2 comentários

  1. * Equipe MOTONAUTA

    Ola

    Você chegou no ponto … essa matéria está antecedendo nossa avaliação da nova … o passado reforçando o presente!

    Temos que ainda esta semana estará publicada

    Obrigado pela participação … abraço

  2. Jose Cleudomar Rebouças

    Sensacional a materia sobre a Gold Wing.
    Parabens! Só faltou finalizar com fotos da nova Gold Wing e um telhamento técnico do que tem nela hoje.

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