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GRAACC: Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil – 23 de novembro

Diagnóstico precoce do câncer infantil e atendimento em centros especializados são primordiais para o sucesso do tratamento

Talita Lueno Tavares, de 13 anos, e Drielly Evelyn Silva, de 10 anos, têm coisas importantes em comum: há dois anos foram acometidas pelo câncer, mas combateram a doença sobretudo porque foram diagnosticadas precocemente com tempo suficiente de receber todo o tratamento necessário. As pacientes são do Hospital do GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), organização reconhecida pelos expressivos resultados obtidos dentro dos mais avançados padrões científicos, alcançando índices de cura de cerca de 70%, semelhantes aos de instituições europeias e norte-americanas.

“Nós nos preocupamos não só em curar o câncer, mas oferecer todas as condições necessárias para que a criança mantenha qualidade de vida ao longo de todo o tratamento. E para que tudo saia bem, é fundamental o diagnóstico precoce da doença. A partir dele, nosso trabalho é imediato”, afirma o doutor Sérgio Petrilli, superintendente médico do GRAACC e um de seus fundadores.
Em 2009, quando Talita tinha 11 anos, foi diagnosticada com Tumor de Ewing, câncer nos ossos, relativamente raro – cerca de 6% do total dos tumores ósseos malignos. Conforme conta sua mãe, Meire Tavares, tudo começou quando Talita ficou por dias sentindo uma forte dor na coluna que se refletia na perna direita. “Na primeira consulta, o médico do pronto-socorro achou que fosse o peso da mochila que ela carregava da escola e prescreveu um antiinflamatório”.

Após uma semana as dores persistiram e ao voltar ao médico Meire insistiu para que fossem feitos exames mais apurados em sua filha, foi quando Talita passou por uma ressonância e, em seguida, biópsia, e os médicos diagnosticaram o tumor na primeira vértebra sacral (osso grande e triangular, localizado na base da coluna vertebral). Encaminhada ao Hospital do GRAACC, Talita começou a receber quimioterapia imediatamente e paralelamente vieram as sessões de radioterapia.
“Fazer os dois tratamentos juntos – quimio e radio — foi o ideal, porém ficamos atentos as reações do organismo de Talita, pois sua imunidade poderia cair muito. Mas, felizmente, ela reagiu muito bem ao tratamento e, ao final de 10 meses, já tínhamos uma primeira vitória”, conta a doutora Carla Macedo, oncologista pediátrica do GRAACC. “Para nós foi uma grande alegria tudo ter dado certo: a minha pequena nem precisou ser internada, não perdeu ano de escola porque o GRAACC tem um projeto de estudo no hospital e tivemos acompanhamento com psicóloga, o que nos confortou muito”, diz a mãe.

O Tumor de Ewing traz um risco grande de metástase, ao momento do diagnóstico, em média 25% dos pacientes já têm uma disseminação metastática — 40% nos pulmões, 30% nos ossos e 10% na medula óssea. “No caso de Talita ainda bem que isso não aconteceu. Hoje a paciente tem acompanhamento médico e faz exames a cada três meses”, diz doutora Carla.

Outra caso de tratamento bem sucedido é o de Drielly, que há dois anos, então com 8 anos de idade, começou a sentir febre alta e dores nas pernas, sem que os médicos conseguissem descobrir a causa. Mas quando manchas vermelhas começaram a aparecer pelo seu corpo (chamadas de petéquias ou sangramentos prolongados resultantes de pequenos ferimentos), os pais não perderam tempo e correram novamente para o médico para solicitar novos exames, inclusive de sangue. Com isso veio o resultado: leucemia. A paciente foi encaminhada ao GRAACC, onde foi internada por uma semana.

“Ao receber a noticia ficamos muito preocupados, mas a médica nos disse que a doença foi diagnoticada a tempo com boas chances de cura”, conta o pai de Drielly, Carlos Alberto da Silva, que trabalha em casa e teve disponibilidade acompanhar todo o tratamento da filha no hospital. “É difícil diagnosticar a leucemia na sua primeira fase, pois seus sintomas — fadiga, falta de apetite e febre intermitente — são semelhantes aos de outras doenças típicas da infância. No caso de

Drielly ainda bem que seus pais ficaram bem atentos”, explica a doutora Maria Lucia Lee, hematologista do GRAACC.
Drielly recebeu quimioterapia durante seis meses em dias alternados. Depois continuou tomando remédios orais durante um ano. Faz seis meses que ela está livre do tratamento. A princípio, a cura da leucemia requer a erradicação completa das células leucêmicas, o mais precocemente possível. “Na prática, procura-se reduzir o número das células leucêmicas até o ponto em que não mais ocorra a manifestação clínica e laboratorial da doença, tecnicamente definido como estágio de Remissão Clínica Completa (RCC)”, afirma doutora Maria Lucia. “O organismo de Drielly reagiu bem aos medicamentos e ela, agora, só precisa vir ao GRAACC para fazer exames de rotina”.

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fonte: Maxpress

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