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Harley Davidson Fat Boy 2012 … avaliamos!

Quem anda nesta máquina pela primeira vez sem dúvida lembra-se do filme “Exterminador do Futuro 2” (Terminator 2, 1991) estrelado por Arnold Schwarzenegger mostrava ao público a perfeita ideia de durabilidade e resistência da FatBoy (claro que de um modo um pouco exagerado). Foi com este espírito que avaliamos suas habilidades (quero deixar claro que não fugimos de nenhum caminhão assassino e não saltamos de nenhum viaduto como no filme).

A Fat Boy é surpreendente. Com um enorme motor de 1600cc bicilindrico em V, o cambio de 6 marchas de engates macios e a cor preto fosco no modelo avaliado são uma obra-prima.

O motor tem funcionamento suave e ausente de vibrações (enquanto em movimento), produz um grande torque e potência e permite alcançarmos altas velocidades para a proposta custom.

A eletrônica também está presente e o modelo oferece inclusive um conta giros em seu pequeno display, além dos hodometros parciais e totais e um marcador de combustível em uma de suas tampas de combustível.

Minha única queixa é a dificuldade em encontrar o neutro depois de o motor atingir sua temperatura de operação embora isso seja algo que eu tenho certeza que me acostumaria.

São muitas coisas importantes a se considerar quando você compra uma Harley Davidson. A primeira delas é porque ela é uma Harley Davidson e eles gastaram décadas e milhões para associar seu nome com qualidade, liberdade e estilo. Quando você compra uma Harley Davidson você ganha de brinde um novo estilo de vida, as pessoas lhe param na rua para conversar ou mesmo para somente admirar sua motocicleta, ganha também uma comunidade gigantesca de aficionados que se vestem com o logotipo da marca e até se tatuam. Muita gente que nunca encontrou sua tribo busca e encontra na Harley Davidson seu lugar ao Sol.

Mas, por que você comprar uma moto? Ou mais especificamente, uma vez que você decidiu que quer uma motocicleta, como você escolher qual delas será? Existem motos esportivas, motos utilitárias, turismo, esport-touring, etc e você realmente precisa descobrir que tipo de utilização é o principal objetivo para você.

A razão para o pensamento acima é porque tenho que admitir que a primeira impressão quando olho para uma moto custom de grande cilindrada é que ela é grande como um carro, beberrona, que esquenta exageradamente as pernas e que ela não me serviria no dia a dia.

Felizmente após 20 minutos ao guidão da Fat-Boy esta impressão foi substituída por uma impressão de motocicleta leve, maneável e que enfrenta muito bem o transito. O acabamento da pintura, cromados e encaixes em geral são ótimos e de alta qualidade.

Na estrada seu comportamento é impecável, firme, boa de curvas mesmo quando as grandes plataformas tocam o chão – tenho que admitir que gastei bastante elas – os freios equipados com ABS mostraram boa potencia e “feeling”. Já as suspensões sofrem no asfalto ruim, porém isso é uma característica existente em todas as motos custom. Volto a falar sobre ela na estrada.

No lado técnico a Fat Boy é baixa e longa, o peso de 315 kg a torna interessante nas manobras para dizer o mínimo. Boa parte deste peso vem do motor 1,6 litros V-twin que é … bem … grande. O resto do peso vem provavelmente da falta do uso de materiais nobres no lugar do aço que é utilizado em praticamente toda a moto.

O motor tem aproximadamente 90cv (informação que não consta na ficha técnica), o suficiente para superar a resistência do vento nas estradas mesmo em alta velocidade.

Ela tem outros pontos positivos, a posição de pilotagem é super confortável, com pés e mãos em uma boa posição o mesmo pode-se dizer do acento que proporciona conforto por muito tempo, o guidão estava bem posicionado para meus longos braços, mas pilotos de menor estatura podem achar ele avançado demais. O farol redondo apresenta uma excelente iluminação com sua lâmpada de 55/60w.

Os escapamentos são silenciosos ao extremo fazendo com que as acelerações contundentes proporcionadas pelo motor fiquem sem graça – sem ouvir o motor “encher” –, mas isso pode ser facilmente resolvido comprando outro, afinal existe uma infinidade de peças no catalogo da Harley Davidson.

Voltando para as impressões na estrada. Toda a motocicleta naked (sem carenagem) é menos agradável quando aumentamos a velocidade, mas quem compra uma Fat-Boy não está comprando para andar a altíssimas velocidades e sim com o compromisso de curtir o passeio trafegando entre 110 e 130 km/h sem grandes incômodos.

Se você procura uma moto que lhe dê emoção na pilotagem ou gosta de rodar a altas velocidades, sugiro que procure outro modelo. Agora se você procura estilo, uma comunidade de aficionados, gosta de personalizar a motocicleta para ser única, a Fat-Boy será uma excelente escolha.

Hasta la vista baby

Ficha Técnica

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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4 comentários

  1. LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA

    Adquiri minha Fatboy este mês, e confesso que estou apaixonado pela moto, o único problema que encontrei foi o fato de esquentar muito no transito urbano, alguns amigos me sugeriram um aparelho que controla a injeção e diminui muito o calor. Vocês tem alguma sugestão, ou sabem se esse aparelho funciona mesmo?

  2. Nunca ouvi alguem NÃO reclamar de banco de garupa original de custons. Em todas as motos custom há esta reclamação, seja HD, Honda, Kasinsky, Yamaha, etc. Não sei pq elas já não saem de fabrica com um banco mais confortavel e sissy bar, mesmo que seja cobrado o preço a mais, já que todo mundo vai colocar isso ora ou outra…

  3. Cliff,

    A tem razão, faltou este pequeno detalhe.
    Eu mesmo rodei na garupa da Fat-Boy por um trajeto de aproximadamente 6 km. O banco é muito pequeno e desconfortável, além das pedaleiras que são muito altas para mim fazendo com que as pernas fiquem muito dobradas.
    Se trocar o banco (existem muitas opções) e colocar um sissy-bar (apoio lombar) deve melhorar bastante o conforto.

  4. Cliff Bernaldo

    Você não falou como ela é para o garupa…

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