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Honda CB1000R 2012 … avaliamos!


A Honda do Brasil lançou no Salão das Duas Rodas de 2011 a grande naked da marca que vem arrancar suspiros a cada acelerada.

Muitos acreditam que uma big-naked precisa de uma gigantesca potência e/ou um design animalesco para fazer sucesso.

Com um design conservador (ou sem exageiros) a Honda CB 1000 R mostrou que usando ingredientes simples, mas essenciais é possível agradar e atender aos pilotos mais exigentes.

A potência é entregue em baixas rotações, de forma imediata e em grande quantidade. Qualquer moto a partir de 600cc atinge 160km/h, mas neste caso a forma como você chega a esta velocidade é que definirá o tamanho do seu sorriso atrás do capacete.

As mãos devem segurar firmes no guidão, o corpo sofre uma grande pressão que lhe joga para trás, o giro vai subindo e a motocicleta vai ganhando velocidade de forma linear com pausas somente nas trocas de marchas. Um deleite que todos deveriam provar.

O chassi de alumínio tem desempenho decente e em conjunto com a suspensão com garfos invertidos na dianteira e um monobraço na traseira transmitem para o piloto exatamente o que está acontecendo com a motocicleta. O acerto das suspensões dianteira e traseira são reguláveis na compressão e retorno mostraram um bom acerto para uso urbano e estrada absorvendo bem as irregularidades.

Os freios equipados com C-ABS mostraram-se muito úteis (senão salvadores) nos dias chuvosos em que utilizamos a CB1000R e param a moto de maneira rápida e equilibrada em qualquer situação.

Vista de longe o visual lembra a Hornet, mas basta se aproximar para perceber que a brincadeira é outra. O painel é dividido em três telas de LCD, a da esquerda com velocímetro e temperatura, o da direita com relógio, hodometros e marcador de combustível e o central com o conta giros analógico.

O tanque de gasolina com capacidade de 17 litros tem uma cobertura plástica próxima à posição dos joelhos e ajudam a manter as pernas bem presas nas acelerações e frenagens fortes.

Seu banco confortável é um convite para rodar por varias horas, mas sozinho. A garupa tem a disposição um banco pequeno que aliado a posição elevada das pedaleiras cansa a companheira.

O grande motor 4 cilindros de 998,3cm³ é derivado da Fireblade 2007 e gera 125,1cv a 10 mil rpm, o torque de 10,1 kgf.m aparece nos 7.750 rpm o que significa uma grande faixa útil a ser explorada, e como já dito anteriormente grande parte desse torque já está disponível a partir das 4 mil rpm.

Cidade

Foi muito agradável rodar com a CB1000R na cidade. Ela chamou muita atenção e varias pessoas perguntavam se ela era a Hornet 2012 que foi lançada também a pouco tempo. O preço de aproximadamente R$ 38 mil agradou a todos mas a preocupação com roubos e valor do seguro se destacou, até alguns “você é louco de rodar com essa moto na cidade…” foram ouvidos. Diria que este é o “maior” problema apontado nas motos da Honda.

No transito o largo guidão toca facilmente os retrovisores e devemos tomar cuidado, já as manobras de farol são muito fáceis graças ao grande ângulo de esterço e também do pequeno escapamento que sai pela lateral da CB.

O motor é elástico e possibilita trafegar em sexta marcha a apenas 2 mil rpm sem engasgar. Se precisar acelerar, sem problemas, o giro e a velocidade sobem sem pestanejar.

Em congestionamentos o motor aquece bem as pernas, o que considero normal por conta da cilindrada e largura do motor. Usa-la diariamente é totalmente plausível.

Estrada

Na estrada rodando a aproximadamente 120 km/h e sexta marcha o motor ainda está “dormindo”, mas basta abrir o acelerador para que aquela sensação do filme Guerra nas Estrelas (quando a Enterprise entra no hiperespaço… coisa nerd!!) seu corpo é jogado para trás tanto pela potência quanto pelo vento. Foi uma surpresa descobrir que, curvando-se um pouco o conjunto farol/painel desvia o vento de forma razoavelmente eficaz.

O consumo de combustível foi em média de 14,5 km/l, até ai tudo bem afinal estamos com um motor esportivo de 4 cilindros e mil cilindradas, mas o problema é a baixa autonomia de menos de 250 km obriga a fazer muitas paradas de abastecimento.

Resumo

Comparando a CB1000R com as concorrentes, algumas pessoas podem argumentar que a suavidade da Honda a deixe sem qualquer personalidade, mas eu discordo.

Ela pode não embalar a emoção como uma Suzuki B-King ou uma Ducati Monster, mas para muitos pilotos, inclusive eu, elas também são um meio de transporte diário. Eu não poderia usar uma B-King ou Monster no dia-a-dia, eles iriam me enlouquecer com a sua resposta agressiva na entrega de potência ou pelas suas grandes dimensões.

O estilo, dirigibilidade e freios da CB1000R estão acima de qualquer suspeita, mas o motor irá causar um debate. Ele tem funcionamento liso e cheio de poder, enquanto os concorrentes são mais brutos e/ou ásperos. Essa escolha só dependerá de você.


Ficha Técnica

Motor DOHC, 4 cilindros em linha, 4 tempos
Cilindrada 998,3 cm³
Sistema de alimentação Injeção eletrônica PGM-FI
Potência máxima 125,1cv a 10.000rpm
Torque máximo 10,1kgf.m a 7.750rpm
Transmissão 6 velocidades
Sistema de partida Elétrica
Capacidade do tanque 17 litros
Tipo de chassi Diamond em alumínio
Comprimento x largura x altura 2.105 x 805 x 1.095mm
Pneu dianteiro 120/70 – ZR17
Pneu traseiro 180/55 – ZR17
Peso seco 204kg (Standard)
208kg (C-ABS)
Cores Verde metálico e preto
Preço R$ 37.800,00 (Standard)*
R$ 40.800,00 (C-ABS)*

 

*O valor acima refere-se ao preço público sugerido, base São Paulo, para pagamento à vista, e não inclui despesas com frete e seguro.

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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14 comentários

  1. augustovvilar@gmail.com

    so que mata ela e o painel por que o velocimetro fica no quadradinho do lado esquerdo deveria ser igual da hornet no centro destacando a velocidade

  2. Sergio Mendes

    A moto é linda e trabalhada em cada detalhe. Fico minutos com ela na garagem admirando-a após uma lavagem. Os italianos capricharam. Mas … meu Deus, o que ela tem de linda tem de desconfortável. Por favor, vocês exageraram. As dores no pescoço, o altíssimo consumo e baixa autonomia; tem que analisar um tiro curto para ver se tem bons postos de gasolina. Mas o terrível mesmo é o calor, 106º C debaixo de suas pernas com quaisquer paradas, pois o motor aquece muito rápido. Meu amigo vc fica molhado desde a cabeça até o grugumilo … vc literalmente assa em cima da moto. Uma pena. É moto para desfile, tiros curtos e sem paradas. Trânsito, nem pense nisso. Quem têm uma sabe do que estou falando.

  3. Esta moto e linda potente e tudo de bom , estou no consorcio dela com abs , e quando sair vou passar minha Hornet para minha esposa e vamos viajar juntos por este Brasil .

  4. Enterprise nao e de starwars ! E star trek! Meu sonho de consumo essa cb1000! Tenho uma 300tinha so

  5. Pare com essa de garupa, é uma moto para acelerar e curtir, quer levar garupa compre uma harley kkkkkkkk por mim nem deveria ter espaço pra garupa!!! a moto é show eu vou comprar uma e curtir um monte

  6. linda a cb 1000r queria ter uma dessa

  7. Augusto Fazio

    Achei a moto muito bonita e com design bem atual, diria até futurista.
    Concordo com o comentário co Carlos (09/03/2012), estou procurando uma moto desse porte e que tenha conforto para o garupa. A proposta não é de uma superesportiva que nem a Fireblade, então acho que as montadoras deveriam repensar seus conceitos para esses modelos.
    No meu caso, isso é decisivo para a escolha na hora da compra.

  8. José,

    O Grip Heater (Aquecimento de Manopla) é um acessório vendido pela Honda na Europa devido ao clima muito mais frio que o encontrado no Brasil. Na matéria utilizamos uma foto de divulgação para o painel e o modelo contava com este acessório.
    Não temos informações sobre a venda deste acessório aqui no Brasil.

    Muito obrigado por nos acompanhar.

  9. PARABENS PELA REPORTAGEM.

    GOSTARIA DE SABER QUE DISPOSITIVO É AQUELE SITUADO ABAIXO DO GUIDOM DA MOTO COM A SIGLA GRP HEALTER

  10. Muito obrigado Roberto, Estou acompanhando seus textos e estão ótimos também.

  11. Roberto Severo

    Claudinei,

    parabéns pelo texto tecnicamente preciso sobre a moto. Tive a oportunidade de testar e escrever sobre ela, e seu texto cobre todos os aspectos da máquina. Claro que li depois de escrever, senão poderia ser influenciado. 🙂

    Abraço,

    Roberto

  12. * Equipe MOTONAUTA

    Ola Leonardo

    Sim … analógico no formato por crescer uma régua e não um numero.

    Obrigado pela participação

  13. A baixa autonomia mostra que essa moto não é para grandes viagens e sim para fazer pose para os outros e outras.
    É de se lamentar o baixo conforto que é dedicado ao garupa1 Pagar quase 40 paus por essa moto e não poder levar a patroa com conforto na garupa é inadmissível para mim.
    O problema da falta de conforto do garupa não é exclusividade da Honda mas sim um mal que assola todos os fabricantes de motocicletas infelizmente…

  14. “…e o central com o conta giros analógico.”

    Não seria um conta giros digital?

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