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Honda CBR 250R … avaliamos!

Completar a dominação do mercado. Esse é o objetivo da Honda aqui no Brasil e algo raro de acontecer nos dias de hoje no capitalismo selvagem que vivemos.

A Honda neste ano de 2012 começa a atuar em quase todos os nichos em que estava de fora, basta ver os últimos lançamentos como a Crosstourer 1200, NC700X, Falcon 400i, BIZ 100 e CBR 250R. Analisando seu line-up praticamente não existe categoria em que a Honda não esteja com o “pezinho” nele. Não é difícil imaginar daqui a pouco tempo a Honda seja líder não só no quadro geral, mas sim em todas as categorias.

Após deixar a categoria de motos esportivas de baixa cilindrada ser dominada por anos pela Kawasaki Ninja 250R, a Honda lança a CBR 250R, uma moto de visual e tecnologia moderna capaz de incomodar ou mesmo roubar a liderança da Kawa (que já se mexeu e lançou a nova Ninja 250R).

A CBR 250R é uma moto totalmente nova, não é uma variação ou evolução de nenhum produto existente. O motor tem 249,4 cc, refrigeração líquida, um único cilindro com quatro válvulas DOHC e taxa de compressão de 10,7:1. O contra balanceamento é acionado por engrenagem para reduzir a vibração e fica tão próximo do eixo de manivela que acaba por reduzir o tamanho do motor e ajuda a centralizar as massas.

A injeção eletrônica com corpo de 38mm utiliza vários parâmetros para entregar a mistura ar/combustível de maneira a otimizar e entrega de potência e também ajudar na economia de combustível. O sistema PGM-FI também incorpora uma válvula de controle de ar ocioso (IACV) projetado para minimizar a torque em desaceleração e capacidade de resposta suave ao fazer pequenas mudanças na posição do acelerador.

No cambio de 6 marchas, as cinco primeiras são mais curtas para oferecer uma boa aceleração e a sexta marcha mais alongada para economia em rodovias.

Junto com o novo motor, o chassis é igualmente novo e projetado especialmente para a CBR. Fabricado em aço, apresenta um desenho de losango com dupla longarina que usa o motor como parte estrutural.

As suspensões apresentam garfos de 37mm não ajustáveis e convencionais enquanto na traseira utiliza o Pró-Link ajustável somente na pré carga da mola.

Os pneus ambos de 17 polegadas são calçados por pneus 110/70 na dianteira e 140/70 na traseira. Uma dimensão adequada para a proposta e potência da motocicleta.

Um único disco 296 milímetros e pinça de pistão duplo na dianteira e um disco de 220 milímetros com pistão simples na traseira são responsáveis por parar a CBR 250R. Este conjunto mesmo parecendo “ser pouco” para uma moto esportiva, é ajudado pelo baixo peso da CBR 250R. A versão ABS (com C-ABS) é opcional e acrescenta nove quilos ao peso da motocicleta, mas o ganho na segurança durante as frenagens são nítidas.

O bonito painel da CBR é multi-função e inclui velocímetro, tacômetro, indicador de temperatura do motor, medidor de combustível , hodômetro total, hodômetro parcial e relógio.

Com uma altura de assento de 774 mm e distância entre eixos de apenas 1369 mm, a nova CBR permite que os pilotos de todas as formas e tamanhos, bem como diferentes níveis de habilidade possam tirar o máximo proveito na pilotagem.

Vamos rodar…

Ao subir na CBR 250R com meus 1,84 metros consegui me posicionar de maneira confortável. O tronco ficou ligeiramente inclinado para frente devido aos semi-guidões posicionados avançados (como deve ser em uma moto esportiva) e as pernas ficaram bem posicionadas e não exageradamente dobradas.

Boa surpresa foi o posicionamento dos retrovisores que permitem uma boa visão do que está atrás e não dos ombros como ocorre normalmente.

Tudo pronto, chave no contato e com um pequeno toque no botão de partida o pequeno motor entra em ação de maneira bem silenciosa por conta do controle de emissões.

Engatada a primeira marcha (uma manteiga por sinal) arranco com a CBR, ela ganha velocidade facilmente e como esperado não há a mínima tendência de a frente sair do chão (sem queimar embreagem). As marchas seguintes são trocadas com a mesma facilidade da primeira e rapidamente chegamos ao limite de velocidade da via (120 km/h).

A motocicleta é dócil e de pilotagem fácil. Seu motor bem contrabalanceado vibra pouco e o som emitido pelo escapamento quando o motor ultrapassa os 6 mil rpm agrada pelo ronco. O motor também se mostrou “elástico” e é possível pilotar sem a necessidade exagerada de trocar as marchas.

Quando cheguei ao trecho de serra com suas curvas de ângulos variados, a CBR mostrou um ótimo equilíbrio e facilidade para contornar mesmo as curvas fechadas. A CBR é tão fácil e leve de fazer curvas que em alguns casos você tem que entrar com mais velocidade porque facilmente você consegue “fechar” ainda mais nas curvas. E se você conseguir manter a rotação acima dos 6 mil rpm nas saídas de curvas o desempenho vai lhe agradar.

Essa característica vai muito bem para os pilotos menos experientes, em nenhum momento a moto lhe dá um feedback falso.

A posição do assento da CBR é um meio termo entre conforto e esportividade. As pedaleiras são altas o suficiente para não raspar com facilidade, mas baixa o suficiente para não dar cãibra mesmo nos pilotos mais altos, enquanto os semi-guidões estão em uma posição que não chega a sobrecarregar os punhos, mas também estão colocadas de forma que você possa se “esconder” atrás do para-brisa quando aumentar o ritmo.

É por todas estas razões que a CBR 250R fornece uma opção perfeita para os pilotos mais novos que procuram entrar na categoria das motos esportivas ou para os pilotos mais experientes que querem uma moto leve, esportiva e urbana.

 Ficha Técnica

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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