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Honda Shadow – C-ABS … avaliamos!

A Honda depois de ver a liderança de sua custom média ameaçada, deixou de lado o modelo clássico e apresentou ao público uma motocicleta com apelo mais esportivo e moderno. São estas as armas para voltar aos tempos áureos da Shadow 600.

Estreando em 1983, a Shadow 750 (sim, esta motorização existe no exterior a quase 30 anos) foi a primeira V-Twin a levar o nome Shadow no tanque.

A utilização do motor 750 teve um hiato de 10 anos quando foi lançada com motor de 800cc (também no exterior) e em 1988 retornou com o modelo ACE Shadow (American Classic Edition). Enquanto isso tivemos à nossa disposição somente o modelo VTX 600 que fez muito sucesso por aqui.

O modelo avaliado é conhecido no exterior como Shadow Spirit que foi lançada em 2001 e remodelada em 2007; e agora representa a família Shadow no Brasil.

Praticamente não há diferenças mecânicas entre o modelo clássico (comercializado até 2010) e a versão 2011. O quadro e motor permanecem praticamente os mesmos, porém são 18 kg a menos no novo modelo.

A diferença marcante fica por conta do pneu e rodas raiadas aro 21, que a primeira vista parece lhe tirar a agilidade, mas muito pelo contrario, esta nova configuração com o pneu mais fino mostrou maior capacidade de contornar curvas ou mesmo para executar manobras na cidade.

Equipada com suspensão dianteira convencional de 41 mm de diâmetro e curso de 166,8 mm e na traseira dois amortecedores com 5 ajustes na pré carga e curso de 89 mm, tem boa calibragem e não chega ao fim de curso com facilidade.

Os freios com C-ABS, (opcional ) que incorpora o sistema anti-bloqueio à distribuição de frenagem – e inclui pinça de três pistões na dianteira (são dois na versão básica) e disco de 276 mm com pinça dupla atrás, no lugar do tambor. Este opcional vale cada centavo, não hesite nem por um momento em pedir esse opcional.

A unidade que avaliamos trazia o sistema. O ganho de segurança que o ABS proporciona; ainda mais na versão C (de Combined), que distribui a frenagem entre as rodas dianteira e traseira de acordo com a situação de aderência de cada uma delas. Tanto faz alicatar apenas o manete da mão direita, ou só o pedal do pé direito, ou ambos: a frenagem é sempre idealmente distribuída entre os eixos, eletronicamente.

O motor em V a 52° de exatas 745 cilindradas possui refrigeração líquida. Um V-twin equipado com PGM-FI do sistema de injeção de combustível com 34 milímetros e um único corpo de borboleta, injetores duplos e IACV (Idle Air Control Valve) para um desempenho mais suave, mais forte e mais ágil, melhor economia de combustível e emissões mais baixas

Seu painel tem estilo clássico, vem com velocímetro analógico e um display digital com relógio, hodometros entre outras informações. Ele foi instalado no tanque de combustível – o que lhe rendeu um estilo clássico – mas sua visualização requer que o olhar se desvie por muito tempo da estrada.

Outra diferença está na utilização de pedaleiras no lugar das plataformas. Essa mudança deixou a moto mais leve visualmente, mas com o incomodo do calcanhar raspar no chão prematuramente, o que assusta o piloto e em alguns casos faz com que o pé saia da pedaleira.

On the Road

Fizemos o já tradicional percurso padrão com a Shadow e nele pudemos constatar o equilíbrio do conjunto. Com um tanque de 14,6 litros e consumo médio de 18,33 km/l sendo 17,5 km/l na estrada e 19,2 km/l na cidade. A autonomia teórica de 267 km requer atenção quando a viagem seguir por estradas desconhecidas.

Auto-estradas

Nas auto-estradas aproveitei para aproveitar melhor as marchas e sentir o som do V2, um som forte e agradável quando o giro é elevado e nos dá vontade de andar sempre com uma marcha abaixo (vai ver é por isso que o consumo ficou abaixo dos 20 km/l). Mesmo assim eu prefiro um ronco um pouco mais forte e alto.

As ultrapassagens são feitas com segurança mesmo em quinta marcha, basta virar o acelerador e o torque de 6,5kgf.m a parcos 3.500rpm se apresentam e a motocicleta ganha velocidade rapidamente. A estabilidade da Shadow neste tipo de estrada instiga o piloto a acelerar, mas devemos lembrar que a velocidade máxima no Brasil é de 120km/l em algumas estradas.

Seu banco anatômico conta com pouca espuma e cansou após algumas horas de pilotagem. A garupa conta com um pequeno banco e as pedaleiras são posicionadas um pouco elevadas, desta forma não anima a companheira a fazer longos percursos.

Serras

Aqui devemos lembrar que estamos pilotando uma moto custom. As curvas fechadas podem ser contornadas com uma boa velocidade, mas precisamos ficar atentos à posição das pedaleiras, que além de rasparem facilmente, os pés raspam no chão antes.

A suspensão dianteira, assim como a traseira se mostraram macias e uma pequena torção do quadro foi sentida quando levadas ao limite. Mas não devemos esquecer que as motos custom não são feitas para se andar no limite. Se seu objetivo é este, escolha outra categoria.

As mudanças de direção podem ser feitas de maneira rápida usando o contra-esterço e os freios com C-ABS trouxeram grande segurança nas frenagens em entradas de curva.

Cidade

Na cidade a Shadow surpreendeu, mostrou agilidade acima da média para a categoria mesmo utilizando pneu aro 21” na dianteira.

Estreita e com guidão de bom tamanho trafegou entre os carros com destreza. O ângulo de esterço se mostrou suficiente para mudar de corredor – com alguma restrição – mesmo próximo dos semáforos.

A posição de pilotagem é confortável para deslocamentos de um pouco mais de uma hora e a ergonomia dos comandos ajudam a fazer uma pilotagem instintiva já que todos os comandos estão ao alcance das mãos.

A iluminação do seu farol é boa e permite trafegar por vias não iluminadas durante a noite com segurança e visibilidade.

Conclusão

Se você procura uma moto custom para usar no dia a dia com agilidade, fazer pequenas viagens (de preferencia sozinho), busca uma motocicleta com segurança adicional (na versão C-ABS) compre a Shadow e dificilmente vai se arrepender.

Ficha Técnica

Motor OHC, bicilíndrico em “V”, 4 tempos, arrefecido a líquido
Cilindrada 745cm³
Sistema de alimentação Injeção Eletrônica PGM-FI
Potência máxima 45,5cv a 5.500rpm
Torque máximo 6,5kgf.m a 3.500rpm
Transmissão 5 velocidades
Sistema de partida Elétrica
Capacidade do tanque 14,6 litros
Tipo de chassi Berço duplo
Comprimento x largura x altura 2.430 x 835 x 1.125mm
Pneu dianteiro 90/90 – 21 M/C 54S
Pneu traseiro 160/80 – 15 M/C 74S
Peso seco 229kg
Cores Preto e vermelho metálico
Preço R$ 28.880,00 (STD)*R$ 31.880,00 (ABS)*

*O valor acima refere-se ao preço público sugerido, base São Paulo, para pagamento à vista, e não inclui despesas com frete e seguro.

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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4 comentários

  1. * Equipe MOTONAUTA

    esse endereço é o do Google Maps que mostra o nosso roteiro padrão, e como chegamos a estrada que foi questionada

    um abraço

  2. Ricardo Koraicho

    não entendi mas mesmo assim agradeço.

  3. Ricardo Koraicho

    qual estrada é essa ?

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