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Honda VFR 1200F … primeiras impressões

O Motonauta esteve hoje na Fazenda Itupeva no lançamento da Honda VFR 1200F, e teve a oportunidade de rodar uma tarde inteira com a nova máquina da Honda que vem para competir principalmente com a BMW K1300S mas, também, com a Suzuki Hayabusa e Kawasaki ZX-14.

A VFR é uma moto bem diferente das comercializadas atualmente no Brasil, a começar pela configuração do motor, um 4 cilindros em V de  1236,7 cc, 172,7 cv e 13,2 kgf.m, motor este que tem um som distinto, bem diferente dos quatro em linha.

O motor é forte o tempo todo e a resposta do acelerador ride-by-wire (a primeira da Honda), ajuda o V-4 a despejar potência de forma linear e refinada já a partir dos 2500 rpm.

Disposição dos 4 cilíndros em V. Resultado:
um motor muito compacto

O destaque fica para o câmbio automático de dupla embreagem que diferencia em muito este modelo frente aos concorrentes.

A nova embreagem dupla é semelhante a da caixa de câmbio semi-automática utilizada pela Formula 1 e no World Rally Championship,  permitindo uma perfeita e rápida mudança de marcha sem perder a eficiência ou potência do motor durante as trocas.

Mas por que duas embreagens? Uma das desvantagens da transmissão tradicional é a perda de contato do motor com a transmissão durante a troca de marcha. Isso exige interrupção do poder que está sendo aplicado de modo que as engrenagens podem soltar-se e deslizar sobre a outra. A interrupção não só desperdiça energia que poderia ser utilizado para a aceleração, mas também força o chassi e suspensão devido ao torque que de repente é interrompido e depois reaplicado.

O sistema de dupla embreagem (no caso da Honda), funciona com uma embreagem para as marchas ímpares (1, 3, 5), enquanto o outro trabalha com os pares (2, 4, 6). As duas embreagens operam independentemente e alternadamente para executar as mudanças de marcha. Por exemplo, ao mudar da 1 ª para 2 ª marcha, a ECU do motor detecta a troca de marcha e envolve a 2 ª marcha, em seguida, solta a embreagem controlando a engrenagem da 1ª, ao mesmo tempo que conecta a engrenagem da 2ª. Então, ao invés de perder tempo deixando a engrenagem rodando em falso, o sistema de dupla embreagem, basicamente, já está com a marcha engatada.

Desse modo não há praticamente nenhuma interrupção de energia para a roda e as mudanças de marcha não são apenas perfeitas, mas também são realizadas muito mais rapidamente do que qualquer ser humano é capaz.

A fim de responder às demandas de pilotos em uma ampla gama de situações, a transmissão é equipada com três modos de funcionamento: dois modos totalmente automáticos (D para a uso normal e o modo S para esportivo), e uma de 6 velocidades com modo manual que o piloto opera por botões no guidão esquerdo.

Na prática, o sistema atende bem a todos os pilotos, mas às vezes ele não reage como você queria. Um exemplo era uma curva de baixa onde deveríamos contornar em primeira marcha e no modo D ou S a moto mudava para segunda no meio da curva, mas como a mudança é muito rápida, não passamos perigo. Nesse caso específico, o desempenho foi melhor quando feita as trocas manuais através do punho esquerdo e, diga-se de passagem, de facílima operação.

O sistema “Combined ABS” são bastante poderosos, com pinças de 6 pistões opostos (12 no total)  mordendo dois discos de 320 milímetros na frente e um disco de pistão duplo de 276mm na traseira. Ao acionar o freio traseiro são acionados em conjunto dois pistões – somente de um dos discos dianteiros. Em baixas velocidade nem é preciso acionar o manete de freio. O sistema ABS é agradavelmente discreto e não apresentou trepidação quando solicitado.

A suspensão da VFR tem ajustes na pré-carga de mola e retorno do amortecedor traseiro através de um seletor hidráulico perto do pé esquerdo da garupa. A suspensão regulável acabou mostrando um excelente compromisso entre conforto e esportividade, fornecendo um delicado equilíbrio entre flexibilidade e controle, apesar da sua relativa simplicidade.

Atrás da bolha – moderadamente elevada – um painel de alto nível dispõe de toda a informação que um piloto pode desejar. Na frente está um conta-giros analógico ladeado por telas de LCD para a velocidade, nível de combustível, temperatura do motor, temperatura ambiente, consumo de combustível, um relógio e um indicador de posição de marchas.

O punho tem o local da buzina e indicador de direção invertidos; a Honda diz que deste modo é mais ergonômico, mas prepare-se para buzinar sozinho até se acostumar.

A proteção da bolha agrada por desviar grande parte do vento por cima da cabeça e ombros do piloto. Já a posição de pilotagem é um pouco mais avançada, com semi-guidões mais baixos e pedaleiras mais recuadas que a encontrada nas Sport-touring, porém mais confortáveis que as superbikes.

Em resumo: a concorrência que se prepare, pois terá trabalho para enfrentar a nova VFR 1200F.

A cor preta também estará disponível no Brasil a partir do mês de abril.

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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6 comentários

  1. cara fantastica essa moto muita resistecia super linda cara essa moto conerteza vai entrar pra historia

  2. Fantástica tecnologia,desemprenho,designer,uma moto futurista. Mas o escape não ronca, lembra uma moto de baixa cilindrada, ela veio para brigar com as demais principalmente com a BMW K1300S, que é outra moto fantástica que tem o principal, o ronco de uma super esportiva. E pena que a VFR 1200F não tem mesmo mudando o escape. Fora isso esta 100%.

  3. Cyro Casabona

    Já li alguns reviews sobre essa moto, e me chamou a atenção a questão da autonomia, o que para uma moto sport touring não é grande.Da mesma forma, esse novo câmbio, “a prova de erros”, deve ser muito bem absorvido pelo piloto. Imagino como será andar em baixa rotação, por exemplo no trânsito. Só andando pra ver. Mas de qualquer modo é um lançamento pra sacudir o mercado.

  4. Moto muito bacana. Quem curte enrolar o cabo e não tem muita intimidade com a dupla embreagem/câmbio vai adorar a moto. Espero ansiosamente pela minha vez de andar nela!

  5. Penna, essa é a mesma moto que apresentada no salão. Simplesmente fantástica

  6. alexandre penna

    claudinei sera que essa e a transalp eram as mesmas que estavam no stand da honda no salão do automóvel? cara essa moto é simplesmente fantástica… O sonho meu…

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