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Incentivos do governo resultam em expressivo crescimento nas vendas em junho

Redução do IPI para automóveis e comerciais leves, do IOF, das margens da indústria e distribuição automotiva, dos compulsórios e spreads bancários, com consequente redução de taxas de juros e melhor aprovação de crédito para financiamentos resultam em média diária de vendas maior em junho, originando crescimento de 24,18% nos emplacamentos destes segmentos. Em relação a junho de 2011, o aumento nos emplacamentos foi de 18,75%. Já no acumulado do ano, houve estabilidade para automóveis e comerciais leves, que juntos apresentaram queda de 0,33%. Para a Fenabrave, que acaba de revisar as projeções do setor para o ano, sem as medidas, o resultado teria sido de retração.

A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, entidade que representa cerca de 7 mil Concessionários de veículos no Brasil, apresentou o desempenho do setor no mês de junho/2012 e os dados do primeiro semestre do ano. Na oportunidade, o presidente da entidade, Flávio Meneghetti, comentou sobre os resultados após as medidas adotadas pelo governo para o setor automotivo no mês passado e as novas projeções para o setor.

“Houve reflexos positivos sobre as desonerações criadas pelo governo para estimular o setor, que contribuíram para o aumento da demanda de automóveis novos. Apuramos um expressivo aumento da média de vendas diárias, que passou de 13 mil unidades em maio para 16 mil em junho, mas vale considerar que parte das vendas de automóveis realizadas em maio foram licenciadas em junho, impactando mais fortemente no resultado deste mês”, explicou Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave.

Outro fator que evidencia a retomada do mercado de automóveis está relacionado à aprovação cadastral dos consumidores pelos bancos. “O crédito melhorou. A aprovação cadastral passou de 35% para 55% após as medidas anunciadas pelo governo”, comenta Meneghetti. De acordo com o presidente da Fenabrave, o aumento das vendas reduziu, também, os níveis de estoque das concessionárias, que caiu de 39 dias, na média de maio, para 27 dias em junho.

De acordo com o levantamento feito pela entidade, o setor de distribuição de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros veículos, como as carretinhas de transporte) registrou crescimento de 8,46% no mês de junho na comparação com maio (foram emplacados 493.512 unidades no mês passado contra 455.007 em maio). Também houve crescimento de 2,21% na comparação entre os meses de junho 2011(482.850 unidades) e no mesmo período de 2012.

Já no acumulado, o desempenho do primeiro semestre de 2012, em todo o setor, apresentou queda de 3,11%. Foram emplacados, nos primeiros meses do ano, 2.663.114 unidades, contra 2.748.554 no mesmo período de 2011.

“O resultado positivo atingiu apenas os segmentos de automóveis e comerciais leves. Os demais segmentos apresentaram queda, tanto em junho de 2012 como no acumulado”, declara Meneghetti.

Novas Projeções

Apesar do crescimento de emplacamentos de automóveis e comerciais leves em junho, a revisão do PIB, admitida pelo mercado, que passou de 3,5% para os atuais 2%, impactou nas perspectivas do setor da distribuição automotiva. Diante da atual conjuntura da economia, a Fenabrave revisou suas projeções e espera queda de 1,47% em todo o setor para este ano. Nos segmentos de automóveis e comerciais leves, a previsão é de ligeira queda, de 0,40%, totalizando 3.411.784 unidades (a previsão anterior era de 3,50%). “Sem as medidas de estímulo, certamente, as projeções seriam mais negativas. E, mesmo com esta recuperação, não podemos garantir que alcançaremos os mesmos resultados obtidos em 2011. Para se ter uma ideia, para isso, seria necessário crescer 10% linearmente, todos os meses do segundo semestre”, avalia o presidente da Fenabrave.

O setor de caminhões deverá contabilizar 160.702 mil unidades, com retração de 6,93% (2,6% era a previsão no início do ano), enquanto o segmento de ônibus deverá crescer 16,87% – estimando vender 40.611 mil unidades (previsão anterior era de 13,50%). “Com os incentivos do Prócaminhoneiro e PSI e com a normalização do abastecimento de combustível para o EURO5, há tendência de recuperação para este setor que, no entanto, depende, diretamente, do crescimento econômico. Assim, o que falta agora é frete”, declara Alarico Assumpção Júnior, presidente executivo da Fenabrave.

Para ele, a situação do segmento de motos é diferente, e continua baseada no crédito. Segundo as novas projeções da Fenabrave o setor de duas rodas deve encerrar 2012 com queda de 3,2%, com 1.878.520 unidades comercializadas. A projeção anterior para o segmento era de crescimento de 3,1%. “Para este setor, o problema continua sendo a falta de crédito. Atualmente, apenas 17% das fichas cadastrais são aprovadas neste segmento”, sinaliza Alarico.

No geral, o endividamento das famílias ainda é um fator preocupante para o resultado de todo o setor este ano. Segundo dados divulgados pela MB Associados, as Classes D e E usam 88% de sua renda para seus gastos fixos e, como a maioria compromete mais de 30% da renda na parcela de um carro, a situação leva à inadimplência do setor que, em maio, chegou a 6,1%. “Porém, um fato novo e positivo é que a curva da inadimplência já sinalizou uma reversão em junho, que deverá se acentuar a partir de julho”, explicou Meneghetti.

Confira, abaixo, o desempenho do setor em cada segmento:

Automóveis e Comerciais Leves: O volume de vendas de automóveis e comerciais leves somou 340.706 unidades em junho. Os segmentos registraram crescimento de 24,18% se comparados aos 274.368 veículos comercializados em maio. Na comparação com junho/2011 (286.912 unidades), os segmentos registraram 18,75%.

Caminhões e Ônibus:

Os emplacamentos de caminhões apresentaram pequena queda de 0,95% na comparação com maio. Foram licenciados 10.689 unidades em junho, contra 10.792 caminhões no mês anterior. Na comparação com junho de 2011, quando foram negociadas 14.769 unidades, o setor registrou retração de 27,63%.

O segmento de ônibus também apresentou queda no mês de junho. Foram emplacadas 1.806 unidades, contra 2.311 em maio, numa retração de 21,85%. Na comparação com o mesmo período de 2011 (2.638 unidades), o segmento registrou queda de 31,54%.

Os setores de caminhões e ônibus, juntos, apresentaram retração de 4,64%, no comparativo entre maio e junho, e retração de 28,22% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Motos: O segmento de duas rodas registrou queda de 17,29% em junho no comparativo com maio. Foram emplacadas 123.966 unidades contra 149.885 motos, respectivamente. Em relação a junho de 2011, este setor apresentou retração de 23,38%.

Implementos Rodoviários: Foram vendidas 4.059 unidades em junho contra 4.720 em maio. Este setor apresentou queda de 14%.

Outros Veículos: Outros veículos, como carretinhas de transporte, motos, etc, registraram retração de 9,51% em junho. Foram comercializadas 7.280 unidades no mês passado, contra 8.045 em maio.

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MCE- Mazzuchini Comunicação e Eventos S/C Ltda.

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