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Kawasaki ER-6 … a polivalente

Essa é o tipo de moto que funciona bem em várias situações

O mercado brasileiro de motos chegou naquele nível de maturidade capaz de deixar um motociclista em desespero. Se 20 anos atrás sofríamos por falta de opção, hoje sofremos por excesso.

Fazer uma escolha muitas vezes implica em abrir mão de alguma característica. Se a moto é boa para cidade, pode não ser tão eficiente na estrada. Se é confortável na estrada, pode ser um elefante no meio dos carros.

Por isso, dentro da categoria 600 cc começamos a receber opções de motos muito versáteis. O grande exemplo é esta Kawasaki ER-6, com motor de dois cilindros e exatos 649,3 cc, capaz de desenvolver a potência de 72,1 cv a 8.500 rpm.

Do ponto de vista estético ela tem um apelo muito interessante, bem atual, inspirada na Yamaha MT-03. O amortecedor traseiro é deslocado com a mola pintada em cores fortes (como na Yamaha). Para reforçar a vocação urbana, o banco segue a tendência de prolongar até quase a lanterna traseira, abrigando duas pessoas com sobra. Completam o estilo street-fighter os piscas dianteiros colocados em uma falsa tomada de ar, o painel com instrumentos de formato aerodinâmico e o spoiler sob o motor.

Ainda no apelo visual, mas também com eficiência mecânica, o escapamento sai praticamente embaixo no pé direito do motociclista. Essa solução ajuda a equilibrar as massas da moto e resolve a dificuldade em colocar o catalisador, que nessa moto fica escondido sob o motor. O detalhe fashion fica para o intencional tratamento da chapa dos tubos do escapamento. Por pura opção a fábrica utiliza cano simples o que provoca uma coloração azulada nas curvas dos tubos. Dessa forma fica semelhante às motos esportivas e de competição.

(cadê o escape que estava aqui?)

Nas motos bem acabadas as curvas são feitas com tubos duplos, assim o interno fica azulado e o externo se mantém cromado. O que faz azular a saída dos escapes é superaquecimento, rodando em baixa velocidade ou graças a estúpida e antiquada mania de “esquentar” o motor pela manhã, antes de sair de casa. Alguns motociclistas sem coração passam todo tipo de polidor para retirar esse tom azulado, algo inútil, porque volta, e desnecessário, pois a idéia original era ficar azul mesmo!

A posição de pilotagem é bem confortável, com as pedaleiras não tão recuadas como nas esportivas. Até motociclistas mais altos se sentirão à vontade. O guidão estreito tem boa altura que permite pilotar com o corpo bem ereto.

Quem se lembra dos motores de dois cilindros da Honda CB 400/450 e 500cc perceberá uma certa semelhança ao ouvir o funcionamento dessa Kawasaki. Todo motor de dois cilindros paralelos têm ronco e vibração parecidos. Tem-se a impressão de que está falhando, quando na verdade é uma conseqüência dos pistões defasados para eliminar uma parte das vibrações. Mas por dentro ele é bem diferente das velhas CBzonas. Tem cabeçote de quatro válvulas por cilindro e arrefecimento e líquido. Também tem desempenho melhor, chegando a quase 190 km/h (declarado).

Para ser bem sincero, acho o funcionamento desses motores de dois cilindros horrível, porque está sempre com a impressão de que algo está desequilibrado. O ronco do escapamento é um pouquinho melhor, mas também não ajuda muito. Prefiro o funcionamento e ronco do motor de um cilindro a estes de dois.

Na prática

Ao pilotar, a semelhança com os motores de dois cilindros são ainda maiores. Apesar dos esforços da engenharia boa parte das vibrações passa para o piloto. Contra essa realidade não há solução: quanto menos cilindros, mais vibrações. As respostas em médias rotações são bem suaves e percebe-se claramente que a Kawasaki fez um motor para uso urbano, que exige poucas trocas de marcha. Em viagens, a vibração excessiva começa a incomodar, sobretudo nas mãos e pés.

Estranho mesmo é o funcionamento dos freios, de acionamento meio borrachudo, apesar dos dois discos de 300 mm e formato “wave”. Uma dica aos donos e pretendentes dessa ER-6 é substituir as mangueiras de freio por especiais de competição, genericamente chamadas de “aeroquip”, como forma de reduzir esse efeito. Esta moto avaliada, de propriedade do fotógrafo Claudinei Cordiolli (o baleado), estava equipada com essa mangueira aeroquip e melhorou muito a frenagem.

Para uma pilotagem mais esportiva a ER-6 também mostrou certa limitação. O quadro tubular de aço provocou bastante oscilação nas curvas de alta velocidade, até esperado, uma vez que não se trata de um modelo de caráter esportivo.

Outro sinal de sua pouca vocação para grandes viagens é o tanque de gasolina com capacidade para 15.5 litros. Com consumo médio de 18 km/litro, a autonomia chega a aproximadamente 280 km. A pequena altura do banco ao solo (78.5 cm) contribuiu mais para o uso na cidade.

Além da bela versão branca avaliada, a Kawasaki oferece a cor laranja, igualmente linda e a preta, meio apagada (não diga!). Com um preço atraente de R$ 26.500 (em SP) é uma boa escolha para quem quer ingressar na categoria 600 cc sem pretensões aventureiras pelo mundo. Mas nem por alucinação pense que será como uma 600 cc quatro cilindros!

Ficha Técnica

PREÇO: R$ 26.500

ORIGEM: Japão

MOTOR: dois cilindros paralelos, 8V, 649,3 cc, alimentado por injeção eletrônica, arrefecido a líquido. Potência máxima de 72,1 cv (a 8.500 rpm) e torque de 6,7 kgfm (a 7.000rpm)

TRANSMISSÃO: Câmbio de seis marchas. Secundária por corrente

SUSPENSÃO: Dianteira com garfos telescópicos e traseira monoamortecida

FREIOS: Dianteiro a duplo disco e traseiro a disco

PNEUS: Dianteiro 120/70-17 e traseiro 160/60-17

DIMENSÕES: 2.100 mm de comprimento, 785 mm de largura, 785 mm de altura do banco ao solo e 1.405 mm de entre-eixos

PESO: 173 kg

TANQUE: 15,5 litros

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Extraido do MOTITE sob autorização; com fotos de Claudinei Cordiolli

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8 comentários

  1. Fernando, da péssima análise
    Existe uma verdade insofismável no jornalismo:
    EU SOU RESPONSÁVEL PELO QUE ESCREVO E NÃO PELO O QUE VC ENTENDE!
    Em qual momento do texto foi escrito que o motor de um cilindro é MELHOR do que o de dois???
    Por acaso não está escrito que eu PREFIRO o de um cilindro.
    Então volta pra escola e depois a gente conversa… e ainda escreve endereço de e-mail falso!

    Carlos Rey, se não fosse para dar opinião pessoal a gente publicava só o release…como fazem alguns veículos de comunicação!
    Tite

  2. péssima análise, achar que um motor de um cilindro é melhor do que com dois. Reveja seus conceitos.

  3. Bom como propietario de uma beleza dessa (a um ano), posso deixar minha opinião.
    Uso a moto 99,9% na estrada (passeio mesmo). Na minha opinião a moto é um espetáculo. Considerando que o limite nas estradas é de 120 Km/h e a moto chega facil aos 200, acho estranho falarem que é mais para uso urbano que estrada. Para mim o uso é bem misto porque pilotando da para sentir isso. Como eu não ando a 200km nas estradas digo que sobra motor (e muito). Tabem acho que para andar mais q 180 é melhor ter uma moto carenada para se ter mais estabilidade (q é o proposito da carenagem ),pois o vento acima de 180 numa Naked desestabiliza muito e tambem correr num circuito fechado (tipo interlagos). Nesse caso, qualquer Naked de 4 cilindro com mais potencia seria puro luxo. Esse é apenas o meu ponto de vista. Considerando esses pontos posso dizar com toda certeza que a moto é perfeita (e muito bonita rsrsr).

  4. O Tite sempre sabe muito bem o que está fazendo e falando, não é um zé mané no assunto, percebe-se o grande conhecimento dele em várias partes do assunto.

    Porém, as vezes fala umas bobeiras na minha opinião, como preferir um motor monocilindrico em vez de um bi.
    E disse que parece a moto estar falhando a todo momento.

    Pura asneira isso, essa moto o que tem de melhor nela é o motor, não é o quadro, freios, suspenção, nada.
    Mas sim o seu belo motor e afinado que dá trabalho para as 4 cilindros.

    Só que com um valor bem abaixo!

  5. * Equipe MOTONAUTA

    Ola Katatau

    Muito obrigado pelo seu depoimento !

  6. Minha opinião de proprietário, é que ela é uma moto pra uso misto (mais urbano do que estrada/pista), é uma moto muito dócil de fácil manuseio, tem retomadas aceitáveis e transmite muita segurança ao pilotar.

    Para o meu propósito está mais do que suficiente, pois 95% do tempo, a utilizo dentro da cidade (200 km/h só na Bandeirantes).

    Ela não deve ser comparada com as de 4 cilindros, pra esse propósito a Kawasaki possui a Z-750 (106 cv/hp) a qual é utilizado nos comparativos de revistas.

    Abraços.

    Katatau – VF

  7. Opiniões de cunho pessoal não deveriam fazer parte de uma análise de um veículo. Dizer que não gosta de motores bicilíndricos, dizendo “Para ser bem sincero, acho o funcionamento desses motores de dois cilindros horrível, porque está sempre com a impressão de que algo está desequilibrado. O ronco do escapamento é um pouquinho melhor, mas também não ajuda muito. Prefiro o funcionamento e ronco do motor de um cilindro a estes de dois.” Gosto é gosto, mas deveria ficar à parte. A moto é muito boa e tem sua proposta, que configura um determinado uso. Pena que você esteja se colocando as suas opiniões desta forma.

  8. Tite, como sempre, ótimo texto e teste!!

    Estava pensando na possibilidade de pegar uma ER-6 mais pra frente (beeeem pra frente), mas com esse teste, fiquei em cima do muro ehhehehe

    abraço!

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