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Kawasaki Ninja 250R … avaliamos!

Parece uma Superbike, mas a posição de pilotagem é confortável como uma moto urbana. O nome Ninja traz à mente as poderosas superesportivas, porém ela é tranquila para os iniciantes. Seu bom custo/benefício/qualidade é seu maior atrativo.

A “Ninjinha” não se parece com uma moto 250 e é facilmente confundida nas ruas com suas irmãs maiores, principalmente quando você sai dos grandes centros. Com sua pequena bolha, banco em duas peças e escapamento 2 em 1, mostra grande esportividade.

Graças ao seu banco baixo em relação ao solo (790 mm) e de formato estreito, possibilita que pilotos de 1,70m apoiem os dois pés no chão (até o calcanhar). Essa característica traz muita segurança e conforto aos pilotos iniciantes durante as manobras, o que também é ajudado pelo baixo centro de gravidade da motocicleta que tem peso de 169 kg em ordem de marcha.

Uma vez montado na motocicleta, percebe-se que a posição de pilotagem é mais urbana do que esportiva, as costas ficam praticamente eretas graças à altura elevada dos dois semi-guidões fixados sobre a mesa. Os comandos são acessíveis e tem bom tato. Sentimos falta de um lampejador de farol alto, item muito útil no quesito segurança.

O padrão de qualidade e acabamento é muito bom, com encaixes perfeitos e com uma pintura de ótima qualidade, o mesmo que encontramos em suas irmãs maiores.

Seu farol duplo tem um desenho um pouco ultrapassado no meu entendimento; ele faz parte de um mesmo conjunto e tem boa iluminação. Algumas pessoas que desconhecem a motocicleta me alertaram que um dos faróis estava queimado, quando na verdade um dos lados é o farol baixo e o outro somente o alto.

O painel tem fácil leitura, de dia e de noite, conta com conta-giros, velocímetro, marcador de temperatura, luzes espia, hodômetro parcial e total, tudo analógico, e mais uma vez, tenho que um misto digital/análogo seria muito bem vindo. Falando em bem vindos, acrescentaria também o marcador de combustível e relógio; itens existentes nas concorrentes.

O banco do piloto “tem cara” de esportivo, porém é bem confortável, é largo na parte de trás e vai afinando próximo ao tanque, o que deixa o piloto bem acomodado e as pernas bem posicionadas (com meus 1,85m, as pernas se encaixaram perfeitamente no tanque).

Já quem não gosta da namorada basta andar com ela na garupa durante um bom tempo e dar adeus aquele fim de semana romântico. Como toda a moto esportiva com bancos individuais ele só serve para pequenos deslocamentos sem incomodar. A falta de alças de apoio da garupa reforça ainda mais a ideia de moto para só uma pessoa.

Teste dinâmico

O site Motonauta, buscando sempre inovar, a partir deste teste e além de fazer o uso diário e em viagens, utilizará as motos de teste em um percurso padronizado para medições de consumo e comportamento dinâmico, facilitando com isso a uniformidade entre as avaliações com todas as outras motocicletas.

O trajeto, até por uma questão de segurança, foi desenhado para contemplar motos a partir de 250 cc, vislumbrando um motociclista que utiliza a moto no deslocamento diário e/ou àquele que faz viagens nos finais de semana.

Mapa do teste

Clique aqui e voce poderá ver no Google o detalhamento do trajeto !

No dia do trajeto, o tempo estava ensolarado e a temperatura variando entre 22 a 25 graus, as pistas estavam secas e foi escolhida uma quinta-feira para sentirmos com exatidão o desempenho da Ninja em um dia de trânsito normal na cidade São Paulo.

Nas vias expressas e marginais, a Ninja se comportou bem e trafegou com agilidade nos largos corredores acompanhando facilmente as motos utilitárias. Neste cenário foi possível testar os freios em situação de emergência, já que fechadas de carros ou mesmo de outras motos ocorrem o tempo todo. O freio traseiro a disco tipo margarida com 220 mm e pistão duplo é muito potente e trava a roda traseira com facilidade.

O freio dianteiro, mesmo contando com um único disco de 290 mm também do tipo margarida e pistão duplo, tem grande poder de frenagem. Foi possível observar em uma freada insana e controlada que as bengalas dianteiras sofrem uma levíssima torção por contar com um único disco de freio dianteiro, mas nada que traga riscos à pilotagem.

Nas ruas esburacadas da cidade e em algumas estradas secundárias com má conservação, foi possível sentir o trabalho da suspensão. A dianteira convencional com bengalas de 37 mm, sem regulagens e 120 mm de curso, a traseira mono-amortecida Uni-Trak com amortecedor a gás e com pré-carga da mola ajustável em cinco níveis, são suficientes para absorver as irregularidades, crateras e lombadas com facilidade, sem nunca chegar ao final do curso. Algo inesperado para uma motocicleta com cara de esportiva.

Em estradas de serra com curvas fechadas de baixa velocidade, se realizada de maneira racional, a moto responde muito bem, contornando com firmeza e segurança, mas basta aumentar o ritmo para uma pilotagem mais esportiva e seu conjunto (mais para uso urbano) mostrará suas limitações como pequenas oscilações na traseira, chegando a raspar as pedaleiras, e em casos extremos o próprio escapamento.

Foi possível comprovar que os pneus montados na moto que avaliamos não transmitem segurança em pista molhada onde a moto saiu de traseira sem dar nenhum “aviso”.

O motor bicilíndrico paralelo com exatos 249 cc da “Ninjinha”, gosta de trabalhar em médias e altas rotações, sendo bem preguiçoso até os 5 mil rpm e mostrando a que veio a partir dos 7 mil rpm e até os 11 mil rpm onde é alcançada sua potência máxima de 33cv e seu torque máximo de 2,24 kgf.m é atingido aos 8200 rpm. Na prática, em trechos de serra ou em subidas, era preciso fazer reduções de marcha para sempre manter as rotações lá em cima e conseguir um bom desempenho.

Autoestradas e rodovias podem ser usadas sem medo por quem pensa em comprar uma. A velocidade máxima permitida em algumas rodovias do Brasil é de 120 km/h, marca facilmente alcançada e mantida pela moto mesmo trafegando contra o vento e ainda sobra uma boa folga para ultrapassagens, já que a 120 km/h a moto está rodando a 9200 rpm entre a rotação de torque e potência máxima, bastando girar o acelerador para que a moto responda até maiores velocidades. Não podemos deixar de comentar que alguns pilotos, dentro da Copa Ninja, e trabalhando suas máquinas, ultrapassaram os 160 km/h !

Mas foi no ambiente urbano e de trânsito travado que a “Ninjinha” mais surpreendeu.

Trafegamos com ela em corredores apertados como na Av. Luiz Carlos Berrini e Av. 9 de Julho, conhecidas por ter corredores bem estreitos mesmo para as motos utilitárias e o único cuidado maior foi para não bater os retrovisores que são fixados na carenagem e estão na mesma altura que os retrovisores dos carros (alguns choques foram inevitáveis).

O ângulo de esterço é muito bom para a esportividade da moto, facilitando as manobras de mudança de corredor quando necessário.

Em uma semana utilizando a moto no dia a dia para o trabalho, somente em duas ocasiões me senti uma “rolha” no corredor, atrapalhando o fluxo dos moto-fretistas mais apressados, em todas as outras ocasiões foi possível acompanhar o fluxo dos “apressadinhos”.

No mapa do nosso teste aproveitamos para passar em alguns lugares muitos conhecidos pelos motociclistas, a Rua General Osório (onde por incrível que pareça a moto chamou a atenção das pessoas) e o controverso corredor exclusivo de motos na Rua Vergueiro e Av. Liberdade, onde a sinalização do corredor é boa, porém os tempos dos semáforos devem ser revistos, já que parei “somente” em 14 deles em um percurso de 5 km.

Neste trajeto padronizado de aproximadamente 210 km de uso misto, alcançamos a marca de 23,3 km/l. Vale ressaltar que numeros outros poderão ser alcançados conforme a “mão” de cada piloto !

Copa Ninja

A Kawasaki inovou ao criar uma competição monomarca em seu terceiro ano de vida no Brasil.

Pilotar uma moto em um autódromo é uma experiência única e prazerosa. É um ambiente controlado com áreas de escape, atendimento médico especializado, tudo para garantir a sua segurança e onde qualquer proprietário de uma “Ninjinha” pode utilizar sua moto somente retirando os retrovisores e piscas. Nenhuma preparação adicional é necessária.

Hoje a categoria está dividida entre Pró e Light para separar os profissionais dos amadores (ou que não competem a 2 anos).

Tenho que haja um problema nesta divisão. Os amadores mais “endinheirados” estão comprando e preparando as motos com carenagem de fibra, troca das pedaleiras por outras com opções de ajuste (que permitem uma maior inclinação), colocação de semi-guidões (que os deixa em uma postura mais racing e ajudam na pilotagem em autódromo) e a troca do escapamento. Vale ressaltar que para facilitar as curvas do lado esquerdo, temos algumas motos que tiveram seu cavalete lateral com o seu suporte de quadro eliminados.

Tudo isso elimina aproximadamente 13 kg se comparado a uma moto original e deixa a disputa injusta com quem só quer se divertir. Por conta disso poderia se ter mais pilotos que tem uma única moto e querem só se divertir correndo no domingo e trabalhando com a moto na segunda-feira (fato muito comum nos anos 70 e 80 que criaram grandes nomes no motociclismo nacional).

Em minha opinião a Kawasaki poderia criar mais uma divisão para motos 100% standard ou com no máximo a troca do escapamento (item comumente trocado pelos proprietários).

Afinal, quem não sonha em subir ao pódium?

Finalizando

Ninja 250 R é uma moto que chama a atenção por onde passa (principalmente a verde), agradável no dia a dia para ir e voltar do trabalho, divertida para se rodar por estradas secundárias e suficiente para uso em auto estradas, além de ainda poder se participar de uma competição gastando relativamente pouco!

Ficha Técnica

Motor 4 tempos, 2 cilindros paralelos, refrigeração líquida
Cilindrada 249 cc
Diâmetro x curso 62,0 x 41,2 mm
Taxa de compressão 11,6:1
Sistema de válvulas DOHC, 8 válvulas
Potência máxima 24 KW (33 CV) / 11.000 rpm
Torque máximo 22 N•m (2,24 kgf•m) / 8.200 rpm
Sistema de combustível Injeção eletrônica
Sistema de ignição Bateria e bobina (ignição transistorizada)
Sistema de partida Partida elétrica
Sistema de lubrificação Lubrificação forçada (cárter úmido)
Transmissão 6 velocidades
Sistema de acionamento Corrente de transmissão
Relação de redução primária 3,087 (71/23)
Relação da 1ª marcha 2,600 (39/15)
Relação da 2ª marcha 1,789 (34/19)
Relação da 3ª marcha 1,409 (31/22)
Relação da 4ª marcha 1,160 (29/25)
Relação da 5ª marcha 1,000 (27/27)
Relação da 6ª marcha 0,893 (25/28)
Relação de redução final 3,071 (43/14)
Sistema de embreagem Multidisco, em banho de óleo
Tipo de quadro Tubular diamond em aço de alta elasticidade
Inclinação / Trail 26° / 82 mm
Suspensão dianteira Garfo telescópico de 37 mm
Suspensão traseira Uni-Trak com amortecedor a gás e com
pré-carga da mola ajustável em 5 níveis
Curso da suspensão dianteira 120 mm
Curso da suspensão traseira 130 mm
Pneu dianteiro 110/70-17M/C (54S)
Pneu traseiro 130/70-17M/C (62S)
Freio dianteiro Disco de 290 mm em forma de pétala,
pinça balanceada com pistão duplo
Freio traseiro Disco de 220 mm em forma de pétala,
pinça com pistão duplo
Ângulo de direção (esq. / dir.) 35° / 35°
Dimensões C x L x A 2.085 mm x 715 mm x 1.115 mm
Distância entre eixos 1.400 mm
Distância do solo 135 mm
Altura do assento 790 mm
Capacidade do tanque 17 litros
Peso em ordem de marcha 169 kg
Cores: Lime Green, Ebony, Passion Red, Metallic Blue

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Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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15 comentários

  1. Muito bom o teste!

  2. Rick sapuka

    Gostei de matéria, direta e sem rodeios, pretendo comprar a minha em breve e será a minha primeira, pois quero uma máquina de qualidade, preço razoavel e principalmente prazer em pilotar, estou pesquisando muito e me adorei a ninjinha. Abraços !!

  3. Muito boa a matéria, parabéns, mas o rapaz de maceio (jayro) que me desculpe, mas não sentir diferença entre a hornet e a ninjinha…além do que vai sair de uma 600 para uma 250… aí já é demais. Nunca vi isso na vida..rssss

  4. Pessoal,
    Tenho uma ninja 250R vermelha e garanto a vocês que não existe comparação com qualquer moto de 250 cilindradas.
    Quase todos os domingos vamos para a rodovia dos Bandeirantes passear, e acabo encontrado motos com cilindradas parecidas como: CB300, Falcon 400, fazer 250, twister, kasinski comet 250. Nenhuma dessas que eu falei conseguiu me acompanhar, somente a falcon tem uma saída um pouco mais rápida, porém, após 10 segundos ja ficou para trás. a velocidade dela na reta chega em 165KM, atingindo 180km na descida na mesma rodovia. tenho 1,85 e peso 85k.
    Quem estiver com duvida pode comprar a moto sem preocupação, pois não irá se arrepender.
    Abraço a todos

  5. jayro de farias

    recentemente andei numa ninja 250r cara eu tenho uma honda cb 600 hornet e não vi muita diferença”exceto o arraco do motor”…a pilotagem é ainda mais esportiva e ao mesmo tempo confortavel. muito boa e bem mais barata do que a minha fiquei com inveja do meu amigo to vendendo minha honda e vou comprar uma ninja mas fiquei meio sem graça de perguntar o custo com manutenção e seguro. eu pago uma nota na honda mais se for uma importada mais em conta ate que vale apena!! aqui em maceio estão vendendo a ninja no valor de 15900,00 ta uma pechinca” so pelo visual nota mil dar pra pagar de olhos fechados. e ainda com uma taxa muito boa para um financiamneto. muito bem párabens a todos vs!

  6. jayro de farias

    parabens…otima e esclarecedora reportagem.
    eu estou muito interressado nessa maquina…mas gostaria que se possivel falassem do preço da manutenção e seguro( se as peças são faceis de achar e estão no valor de mercado ou se e um problemão como as falidas peugeot motos da decada de 70!!

  7. RODRIGO (Goiania)

    Otimo comentário, eu comprei uma ninjinha verde…
    É SUCESSO!
    pode comprar sem medo, eu jah pequisei muito, e não nada melhor, na faixa de preço….potente para a categoria, 2 cilindros, 33cv, design imcomparável….todos pensam que é moto acima de 600cilindradas, até que entende um pouco de moto pensa!
    kkkkkk
    passo nas ruas e não fico desapercebido, fikei até mais bonito! acho!

    mas é sério….agora acredito, ou melhor tenho certeza q fiz a melhor escolha entre as motos procuradas!

  8. Felipe,
    Obrigado pelo elogio.
    Quanto a velocidade máxima, seria necessário uma pista fechada e um local controlado para isso. O Motonauta tem como diretriz não infringir nenhuma lei de transito e/ou fazer whelling em locais públicos.

    Os números de retomada e aceleração devem ser feitos com equipamentos específicos, usando um piloto de biotipo padrão (o que não é meu caso pois tenho 1,85m e 95 kg) com a pista ao nível do mar entre outras variáveis. Esse tipo de medição deve ser feita pelo próprio fabricante, que fica responsável pela publicação ou não destes números. Não cabe a nós aferir o trabalho feito pelo fabricante.

    Quanto aos concorrentes, aguarde pois em breve novos testes serão publicados.

  9. Muito bom texto. Deu até vontade de comprar outra !

  10. Muito bom o teste. Sou um grande fã dessa máquina!! Parabéns, ótimo trabalho.

  11. O texto está muito bom! Mas gostaria de ver outras informações publicadas principalmente em relação à números de desempenho obtidos (aceleração, velocidade máxima, retomada) e as concorrentes.

  12. Alexandre Torres

    Gostei da matéria, achei muito justo o teste o comentários.

  13. muito legal a reportagem. Parabens

  14. Parabéns. Ótimo teste e avaliação. Não conhecia este site e acabo de me tornar um leitor periódico =)

  15. Adorei o teste. Mais ainda do detalhe do mapa. Abraços,

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