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Kawasaki Versys … avaliamos!


Lançada na Europa em 2006 e no Brasil em 2010 já em sua segunda geração, a Versys é uma moto que faz jus ao nome … versátil.

A Versys é classificada pela Kawasaki como uma Dual-Purpose, mas nem pense em enfrentar um fora de estrada pesado.

Esta motocicleta mesmo com as suspensões melhores e com mais curso que suas irmãs (ou primas) ER6n e Ninja 650R tem pneus esportivos aro 17” na dianteira e traseira e que limitam o seu uso em estradas de terra.

Ela tem elementos de todo o tipo de motos, como aventureira, estradeira, esportiva e street; características compartilhadas por todas, mas perfeitamente adequada para a categoria de ninguém. A classificação que julgamos ser a mais correta é a fun-bike, ou moto para diversão.

Suas suspensões trabalharam de forma bem efetiva durante a avaliação. A frente invertida (upside-down) com regulagens no retorno e pré carga de mola tem 41 mm de diâmetro e 150 mm de curso.

Atrás temos uma balança de alumínio assimétrica e bem acabada, presa a um amortecedor disposto horizontalmente na lateral direita; possibilitando um fácil acesso à regulagem de compressão do amortecedor que tem curso de 145 mm.

O motor da Versys é praticamente o mesmo usado na ER6 e Ninja 650R, mas enquanto nestas duas são idênticos, a Kawasaki alterou os cames de admissão e escape e diminuiu a compressão para 10.6:1 (ante 11.3;1 de suas irmãs), a faixa vermelha também está 500 rpm mais baixa em 10.500 rpm, gerando uma potência de 64 cv a 8 mil rpm e 6,2 kgf.m a 6800 rpm.

O resultado é uma faixa de torque mais ampla com uma entrega mais suave de potência. Ainda assim, basta virar o acelerador para que a frente da moto tenda a apontar para o céu.

O cambio de 6 marchas do tipo cassete tem engates precisos, mas na unidade avaliada os engates estavam um pouco duros.

Interessante é o sistema – presente em todas as motos da Kawasaki – que quando a moto está parada e com o cambio no neutro, não permite que seja engatada as marchas para cima, somente a 1ª (para baixo) ou neutro. Eliminando assim a dificuldade de se encontrar o neutro, mesmo com o motor quente.

Com um design bonito e limpo a Versys chama a atenção. Seu farol duplo empilhado, a estrutura de aço de alta resistência adornado pela carenagem com o painel fixo, a saia do radiador, tampa do motor e pára-lama traseiro, tudo bem encaixado e em harmonia, sem exageros.

Bloqueando o vento há um pára-brisa regulável em três vias, que protege o piloto surpreendentemente bem, mesmo com seu tamanho relativamente pequeno.

Os espelhos, piscas e uma lanterna traseira iluminadas por LED são semelhantes a encontrada na naked Z1000.

Para diminuir a vibração característica dos motores bi-cilindro, o motor foi montado sobre suportes de borracha, as pedaleiras também utilizam inserções ocas de borracha para sufocar ainda mais as vibrações.

Os freios – mesmo sem ABS na versão avaliada – possuem grande poder de frenagem e progressividade no acionamento e param a moto com segurança. Na dianteira são dois discos de 300 mm e pistões duplos, na traseira um disco simples de 220 mm e pinça de pistão único, ambos são do tipo margarida e da marca Tokico.

Seu painel possui fácil leitura e é completo em informações (seria bem vindo um indicador de marchas). Sua posição alta permite a visualização sem desviar a atenção da estrada.

On the Road

Na avaliação realizada no percurso padrão do Motonauta a Versys agradou, mostrando um bom equilíbrio em todas as utilizações. Neste percurso misto o consumo médio foi de 18,2 Km/l, sendo 19,8 Km/l na cidade, 20,3 Km/l na estrada e 14,8 Km/l quando pilotada esportivamente. Seu tanque de 19 litros oferece uma autonomia teórica de 345 Km, uma boa quilometragem para viagens.

Auto Estradas

A pequena bolha e carenagem da Versys – que desviam o vento acima de 100 km/h, aliado ao banco largo e macio com bom apoio lombar trazem muito conforto para o piloto. Em viagens longas alguns pilotos podem sentir falta de espaço para deslizar para trás e para frente buscando novo posicionamento.

O garupa também conta com um acento largo e comprido – em comparação com a ER6n – e macio além de duas alças bem dispostas e de bom tato.

Aos 120 km/h o motor está com a rotação entre 5,5 mil e 6 mil rpm (abaixo da rotação de torque máximo) o que a deixa com muita disposição para ultrapassagens e não necessitando de reduções de marchas para isso.

Estradas de Serra

A performance em estradas de serra com suas curvas fechadas e mudanças rápidas de direção foi tão boa quanto a da sua irmã ER6n. Não parece que estamos pilotando uma moto de uso misto. Claro que se levada ao extremo, as suspensões se mostrarão um pouco macias.

Os freios não mostraram fadiga mesmo quando solicitados seguidamente, e a “falta” do ABS – na unidade avaliada – permite algumas derrapagens controladas trazendo mais emoção a pilotagem.

Não é um absurdo pensar em participar de track-days, tendo em vista o equilíbrio oferecido pelo conjunto.

Cidade

O guidão posicionado mais alto e recuado que o da ER6n trás mais conforto no uso urbano por deixar o piloto em uma posição mais ereta. O guidão também é mais largo que o da ER6n e os retrovisores não refletem os ombros do piloto.

Os pneus esportivos de aro 17” deixam a Versys com a mesma agilidade que as motos street, auxiliados pelo motor com bom torque já nos 3 mil rpm que deixam as outras motos para trás facilmente.

Conclusão

Eventualmente, os pilotos brasileiros podem achar que a Versys é uma moto para pessoas mais “maduras” mas nada poderia estar mais longe da verdade.

Se confrontado com os valores de uma moto street de médio porte, um monte de pilotos, em qualquer faixa etária,  talvez queiram dar uma olhada mais a fundo na Versys.

Isso combinado com a satisfação de uso na cidade nos levam a crer que a Versys possivelmente seja uma moto que agradaria a uma boa parcela dos pilotos.

Maiores detalhes :
http://www.kawasakibrasil.com/produtos-detalhe.asp?ID=9

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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4 comentários

  1. vendi a minha v-strom dl1000 ano 2007 com 40mil comprei a versys 2011 OKM estou super contente com a moto tando pra cidade qunto para viagens estou com 3 malas instada a moto se comporta muito bem e a v-strom não dexou nenhuma saudade já foi tarde suzuki nunca mais, kawasaky está de parabens nota 1000 pra moto.

  2. Ricardo Camargo

    Pessoalmente, gosto muito da versys, acho ela ideal para uso urbano e estradeiro, porém a bmw nacionalizou a montagem da f800 gs, que também é uma ótima opção apesar de ser mais estradeira…só o preço que diferencia um pouco as duas…um comparativo cai bem certo?

    Ricardo Camargo
    Jaú – SP

  3. Ozzy Renato

    Bom, eu q uso moto diariamente e pra viagens longas vejo na versys uma ótima opção.

  4. Carlos Roberto Olczevski

    Bela análise e reportagem sobre a moto em que estou de olho faz um ano já, quando puder substituir minha Falcon vai ser por uma Versys. Parabéns para a Kawasaki ….e para os pilotos que já estão como uma Versys nas estradas……..

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