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Kawasaki Vulcan Custom … avaliamos!

Durante a apresentação da Versys City (que em breve avaliaremos) realizada no Centro de Treinamento da Kawasaki uma motocicleta me chamou muito a atenção naquele “mar verde-Kawasaki”.

Estava ali, no canto, meio sem destaque uma Vulcan Custom laranja e preta. Conversei com a assessora de imprensa e perguntei se aquele modelo (e cor) estava disponível para avaliação, por sorte estava disponível e melhor ainda, não havia fila para testar.

Bom… ao contrário de muitos conhecidos, eu gosto de pilotar motos de todos os estilos. Não tenho preferência por nenhuma categoria, algumas são mais polivalentes e outros tem a utilização mais específica. Já fui proprietário de motos vários destes estilos e posso afirmar com propriedade: Com toda e qualquer motocicleta é possível se divertir, basta achar o ambiente e incorporar o espírito que combine com ela.

E com o espírito custom incorporado fui buscar ainda naquela semana este belo exemplar laranja e preto com vários detalhes que valem a pena um olhar (ou seria uma contemplação?) mais apurada.

A Vulcan é uma moto que chama muita a atenção. Rodei apenas um quarteirão e parei em um posto de gasolina para abastecer. Neste momento vi que teria muito trabalho nesta avaliação.

Uma aglomeração já se formou para elogiar a beleza da moto e fazer as perguntas básicas como preço, consumo, cilindrada, se é boa de curva, e no dia a dia, etc… uffa, só queria sair dali para poder rodar e responder cada uma delas.

Como um bom paulista, mal deixei o posto de gasolina e enfrentei um congestionamento básico, corredores estreitos e muito mal humor… dos motoristas dos carros, por que eu estava com um grande sorriso passando por eles tranquilamente e com grande desenvoltura; a adaptação foi muito rápida. Em menos de um quilometro já pilotava a Vulcan como uma velha conhecida.

O desempenho da Vulcan na cidade foi surpreendente, quando montamos parece que ela emagrece de tão bem que ela enfrenta os corredores. A posição confortável do guidão, seu cambio com relações longas em conjunto com o motor de bom torque já em baixas rotações a tornam muito agradável de pilotar no ambiente urbano, exigindo poucas trocas de marchas.

São 903 cc que geram 50 cv a 5700 rpm e 8 kgf.m a 3700 rpm, sem aquecer exageradamente as pernas e com pouca vibração. As suspensões fizeram um bom trabalho e absorveram bem as irregularidades do péssimo pavimento de São Paulo.

A Vulcan Custom utiliza pneu de 21 polegadas na medida 80/90 na dianteira, que a torna muito ágil na mudança de direção e facilitou as manobras quando estacionamos. A moto ficou mais leve e fácil de pilotar quando comparado com as suas irmãs a Vulcan Classic e a Classic LT que utilizam pneu dianteiro aro 16 na medida 130/90.

Após rodar dois dias na cidade finalmente chegou a hora de ir para a estrada.

Ao contrário do que o estilo sugere, escolhi a Estrada dos Romeiros como caminho para o interior de São Paulo. Um caminho cheio de curvas fechadas de velocidade reduzida mas muito divertida com qualquer estilo de motocicleta (lembra-se do espírito que você deve incorporar para cada estilo de moto?).

Neste ambiente mais uma grata surpresa; a Vulcan Custom se mostrou muito ágil neste ambiente tortuoso, também pudera, além do pneu dianteiro mais estreito ela usa pedaleiras convencionais (que poucas vezes rasparam no asfalto) ao invés das enormes e limitantes plataformas.

As suspensões mesmo com curso reduzido (característica das Custom) fizeram um bom trabalho e “copiou” bem o asfalto. Também merece destaque o quadro que não apresentou torções dignas de nota.

Os freios a disco em ambas as rodas mostraram boa eficiência e modularidade; parando a moto sem sustos ou reações inesperadas. O consumo médio do teste foi de 19,2 km/l projetando uma grande autonomia de 384 km com seu tanque de 20 litros.

A Vulcan é muito confortável para o piloto graças à boa altura do guidão e comandos acessíveis, um ponto negativo fica por conta da falta do lampejador do farol alto. O banco agrada por ser largo e ter uma boa e generosa espuma para o piloto, já a garupa tem um banco bem menor e menos confortável.

As pedaleiras, como já mencionamos, são convencionais e estão em posição avançada mas quando aumentamos a velocidade o vento faz com que os pés sejam forçados para trás, literalmente tirando os pés das pedaleiras e acaba cansando com o tempo.

A qualidade da moto em geral é excelente, do encaixe das peças à colocação das presilhas que prendem os cabos no guidão. A pintura especial em laranja metálico e o grafismo são de muito bom gosto. A combinação do motor com aletas em aço escovado e outras partes em preto também foram muito felizes.

Um único detalhe incomodou na pintura. O grafismo do para-lama traseiro é colado sobre o verniz e pode literalmente ser arrancado com as unhas, ao contrário do grafismo do tanque que fica sob o verniz totalmente protegido. Com o tempo o Sol e mesmo as lavagens da motocicleta vão desbotar este adesivo antes que o localizado no tanque.

Enfim, a Vulcan Custom é uma motocicleta para quem procura uma moto para o dia a dia, não se preocupa em chamar a atenção por onde passa, e que gosta de viajar nos finais de semana (de preferência sozinho).

O preço sugerido de R$ 31.990,00 não parece alto dado à imponência do conjunto, e em comparação com suas concorrentes.

Ficha Técnica

Motor 4 tempos, 2 cilindros em V, refrigeração líquida
 Cilindrada 903 cc
 Diâmetro x curso 88,0 x 74,2 mm
 Taxa de compressão 9,5:1
 Sistema de válvulas SOHC, 8 válvulas
 Potência máxima 37 KW (50 CV) / 5.700 rpm
 Torque máximo 78 N•m (8,0 kgf•m) / 3.700 rpm
 Sistema de combustível Injeção eletrônica
 Sistema de ignição Bateria e bobina (ignição transistorizada)
 Sistema de partida elétrica
 Sistema de lubrificação Lubrificação forçada (cárter úmido)
 Transmissão 5 velocidades
 Sistema de acionamento Correia dentada
 Relação de redução primária 2,184 (83/38)
 Relação da 1ª marcha 2,786 (39/14)
 Relação da 2ª marcha 1,889 (34/18)
 Relação da 3ª marcha 1,360 (34/25)
 Relação da 4ª marcha 1,107 (31/28)
 Relação da 5ª marcha 0,963 (26/27)
 Relação de redução final 2,063 (66/32)
 Sistema de embreagem Multidisco, em banho de óleo
 Tipo de quadro Dupla trave tubular em aço
 Inclinação / Trail 33° / 182 mm
 Suspensão dianteira Garfo telescópico de 41 mm
 Suspensão traseira Uni-Trak com pré-carga da mola ajustável em 7 níveis
 Curso da suspensão  dianteira 150 mm
 Curso da suspensão traseira 100 mm
 Pneu dianteiro 80/90-21M/C 48H
 Pneu traseiro 180/70-15M/C 76H
 Freio dianteiro Disco simples de 300 mm, pinça com pistão duplo
 Freio traseiro Disco simples de 270 mm, pinça com pistão duplo
 Ângulo de direção (esq. /  dir.) 36° / 36°
 Dimensões C x L x A 2.405 mm x 1.005 mm x 1.065 mm
 Distância entre eixos 1.650 mm
 Distância do solo 140 mm
 Altura do assento 685 mm
 Capacidade do tanque 20 litros
 Peso em ordem de marcha 278 kg
 Cores: Candy Sparkling Orange

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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