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Kawasaki Z750 … avaliamos!


Em 2003 a Kawasaki lançou a Z750 na Europa, sendo a primeira naked de 750 cc. Até então estavam disponíveis apenas motos de até 600 cc.

A Z750 seguia a mesma fórmula das concorrentes. Um motor forte derivado da ZX-9R reduzido para 748 cc e que foi trabalhado para disponibilizar um bom torque já em médias rotações.

A partir de 2010 quando a Kawasaki iniciou oficialmente sua operação no Brasil, a Z750 teve um bom desempenho de vendas. Vendas tão convincentes que fizeram dela o terceiro modelo a ser nacionalizado, seguido da Ninja 250R e ER6N.

O destaque na Z750 foi sua suspensão dianteira de acerto duro. Isto pode ser positivo ou negativo dependendo da sua utilização. Se você é um piloto menos experiente, uma suspensão dura pode ser mais difícil de interpretar o feedback que você está recebendo e, portanto, mais difícil de construir a confiança. Para um piloto experiente, se você confiar na suspensão você saberá exatamente o que está acontecendo.

Andamos em sinuosas estradas com asfalto do ótimo ao ruim. A dianteira se comportou exemplarmente e transmitiu segurança em todo o tipo de curva, principalmente nas de médio e grande raio. Os freios são incrivelmente poderosos e aumentam ainda mais a confiança para se andar cada vez mais rápido. O modelo dotado de freios ABS faz com que pilotos menos experientes freiem praticamente como profissionais. É a tecnologia proporcionando maior segurança.

No entanto, nas curvas bem fechadas (famosos cotovelos) a dianteira não passava a extrema segurança das curvas de média/alta. Senti a suspensão com a ação um pouco direta demais, faltando progressividade. Mas devemos lembrar que a suspensão dianteira invertida tem regulagens de compressão e retorno e basta solicitar o acerto na concessionária da marca.

A suspensão traseira também tem um acerto duro. Nas curvas de baixa chegava a afetar um pouco a dirigibilidade principalmente quando encontramos irregularidades onde a traseira “repicava”. Mas estamos falando de uma pilotagem agressiva (máxima inclinação e máxima velocidade). Em uma condução mais civilizada sempre foi transmitido segurança. O problema é que a Z750 com suas linhas agressivas nos convida (quase obriga) a andarmos sempre forte, buscando limites.

Em curvas de média e alta velocidade a moto se mostrou bem diferente, plantada no asfalto e suave na condução, realizando as curvas sobre trilhos sem qualquer balanço, realmente impressionante.

Para arrancar com vontade o motor da Z750 deve estar acima dos 5 mil rpm, abaixo se mostra um pouco apática (mas bem superior às nakeds de 600 cc). Usando bem a embreagem é possível fazer arrancadas memoráveis e que vão lhe arrancar suspiros, e será bem fácil ver seu farol apontado para as nuvens. As retomadas proporcionadas pelo motor de exatos 748 cc, 106 cv a 10500 rpm e torque de 8,0 kgf.m a 8300 rpm minimizam muito a troca de marchas principalmente se estiver acima de 6 mil rpm. Realmente a Z750 não tem o desempenho fraco das motos de 600 cc e nem o exagero das naked´s de 1000 cc. Tudo está na medida certa.

Quem gosta de pilotar à noite terá a disposição uma boa iluminação, os faróis baixo e alto realmente iluminam bem o caminho. A lanterna traseira de leds é bem visível no dia ou noite e formam um conjunto bem harmonioso com as linhas da motocicleta.

O painel com conta giros analógico e um grande display digital, bem completo e legível. Os comandos dos punhos são os mesmo utilizados por quase toda a linha da Kawasaki e tem bom tato e posição.

O tanque de combustível é bem largo nas pernas, mas a “pegada” é boa, sendo possível se posicionar de maneira esportiva e deixando o piloto se deslocar facilmente nas curvas. Com 18,5 litros e um consumo médio de 16,2 km/l oferecem uma autonomia próxima dos 300 km, muito boa para uma naked de proposta esportiva.

A posição de pilotagem é confortável e pouco avançada, as pernas não ficam flexionadas em excesso proporcionando rodar por horas sem cansar. O mesmo não podemos dizer do banco que mesmo com bom encaixe é duro e com pouca espuma, situação que piora muito para o garupa.

Enfim, uma grande motocicleta para quem acha pouco a potencia de 600 cc e muito as de 1000 cc. Não quer uma naked de “entrada” com seus conjuntos de suspensões simples e sem apelo esportivo. Que ter boa presença graças a pintura metálica e seu visual diferente das demais. O preço sugerido entre R$ 33.900,00 (sem ABS) e R$ 37.900,00 (com ABS) talvez poderia ser um pouco mais baixo para torna-la ainda mais competitiva frente a grande concorrência.

Ficha Técnica

 Motor 4 tempos, 4 cilindros em linha, refrigeração líquida
 Cilindrada 748 cc
 Diâmetro x curso 68,4 x 50,9 mm
 Taxa de compressão 11,3:1
 Sistema de válvulas DOHC, 16 válvulas
 Potência máxima 77,7 kW (106 CV) / 10.500 rpm
 Torque máximo 78 N•m (8,0 kgf•m) / 8.300 rpm
 Sistema de combustível Injeção eletrônica
 Sistema de ignição Bateria e bobina (ignição transistorizada)
 Sistema de partida Elétrica
 Sistema de lubrificação Lubrificação forçada (cárter úmido)
 Transmissão 6 velocidades
 Sistema de acionamento Corrente de transmissão
 Relação de redução primária 1,714 (84/49)
 Relação da 1ª marcha 2,571 (36/14)
 Relação da 2ª marcha 1,941 (33/17)
 Relação da 3ª marcha 1,556 (28/18)
 Relação da 4ª marcha 1,333 (28/21)
 Relação da 5ª marcha 1,200 (24/20)
 Relação da 6ª marcha 1,095 (23/21)
 Relação de redução final 2,867 (43/15)
 Sistema de embreagem Multidisco, em banho de óleo
 Tipo de quadro Espinha dorsal tubular (com sub-quadro do motor)
em aço de alta elasticidade
 Inclinação / Trail 24,5° / 103 mm
 Suspensão dianteira Garfo invertido de 41 mm com retorno
e pré-carga da mola ajustáveis
 Suspensão traseira Uni-Trak com amortecedor a gás, com
retorno e pré-carga da mola ajustáveis em 7 níveis
 Curso da suspensão dianteira 120 mm
 Curso da suspensão traseira 124 mm
 Pneu dianteiro 120/70ZR17M/C (58W)
 Pneu traseiro 180/55ZR17M/C (73W)
 Freio dianteiro Disco duplo de 300 mm em forma de pétala,  pinça dupla com pistão duplo
 Freio traseiro Disco simples de 250 mm em forma de pétala, pinça com pistão simples
 Ângulo de direção (esq. / dir.) 31° / 31°
 Dimensões C x L x A 2.085 mm x 805 mm x 1.100 mm
 Distância entre eixos 1.440 mm
 Distância do solo 155 mm
 Altura do assento 815 mm
 Capacidade do tanque 18,5 litros
 Peso em ordem de marcha 226 kg/ 230 kg (c/ ABS)
 Cores: Candy Lime Green, Metallic Spark Black, Pearl Blazing Orange

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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2 comentários

  1. Boa noite,

    Conforme à página 123 do manual do proprietário, as suspensões da Kawasaki Z-750 vem ajustadas de fábrica, para um piloto de 68Kg (fora dos padrões brasileiro) e para uma pilotagem confortável, não esportiva. Se regular as suspensões da Z-750 isso muda completamente, a moto fica outra em curvas, difícil buscar, eu tenho uma e normalmente do p* nas curvas, em motos de 1.000cc, Srad, R1, CBR, etc… até agora nunca tomei p* de uma Hornet (moto muito boa).

    Só estou escrevendo isso, por que muitos falam mau desta moto, sem conhece-la completamente !!! E também para ajudar outros proprietários com a sua segurança, pois poucos fazem as regulagens necessárias e corretas, nas suas suspensões.

    Abraços a todos, bons passeios.

  2. nois gostamos de tudo ,sonho de consumo que cera realizado no começo do ano

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