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Kawasaki ZX-10R … primeiras impressões

O Motonauta, mais uma vez esteve presente em um lançamento de peso (ou leve e potente neste caso), onde foi possível dar algumas voltas na nova Kawasaki ZX-10R no circuito do ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo). Uma pista travada, cheia de curvas de baixa e com retas curtas onde foi possível testar a agilidade da nova Kawasaki ZX-10R 2011.

É difícil imaginar que a quase três décadas se passaram desde que a primeira Kawasaki Ninja passou a inspirar os motociclistas com a GPZ900R lançada em 1983. Essa moto ajudou a inaugurar a geração de motos esportivas que apreciamos hoje. Agora a equipe verde está de volta, envolvendo os aspectos técnicos de motocicletas de alta desempenho com o lançamento do modelo 2011 da Kawasaki Ninja ZX-10R .

Esta nova superbike integra uma série de novas tecnologias que a tornaram mais fácil de pilotar do que nunca.

Uma das características mais marcantes na nova ZX-10R está ligado à eletrônica, que se resume a uma pequena caixa preta e de onde saem dois sensores, estes anexados um em cada roda e é responsável pelo S-KTRC (Sport-Kawasaki TRaction Control) ou simplesmente controle de tração.

O sistema é um dos mais avançados que existe em motocicletas em produção. Ele permite que os pilotos consigam chegar mais facilmente ao limite da motocicleta por meio da otimização da rotação da roda traseira e aceleração do motor adaptando-se aos mais variadas condições de condução. O sistema faz cálculos constantes com base na posição do acelerador, aceleração do motor, carga exercida nas engrenagens de cambio e as velocidades das duas rodas, prevendo o que poderia acontecer e ajustando a curva de ignição em tempo real e não com pulsações como os utilizados por outros fabricantes.

O controle de tração tem três curvas de atuação. O nível 1 é projetado para uso em autódromos e pneus racing, o nível 2 é para uso geral em ruas ou mesmo pistas e o nível 3 é para uso em piso molhado ou escorregadio. Para quem não gosta de ajuda, o sistema pode ser desativado totalmente. Minha recomendação é sempre utilizar os níveis 2 ou 3 a não ser que você seja um piloto profissional ou quase isso. Esta opção é selecionada no punho esquerdo (com o acelerador fechado) na hora, o modo aparece no LCD do painel e uma característica bacana é que ele memoriza a última seleção, portanto ao religar a moto o modo anterior já entra em ação. Na pista do ECPA onde as motos de 1000cc andam praticamente em primeira e segunda marcha o controle de tração se revelou salvador já no primeiro contato.

O motor da nova Ninja ZX-10R a deixou mais fácil de pilotar, mesmo que a arquitetura básica do motor tenha permanecido igual, com muitas peças retrabalhadas incluindo os quatro cilindros em linha, novo eixo balanceador para diminuir a vibração, injeção com novos bicos e posicionados a 90º, corpo de borboleta, caixa de ar, filtro de ar entre outros itens. Foi claro o aumento de potência (agora são 201 cv contra 188 cv do anterior), mas a forma de entrega é diferente, mais linear no novo. O escapamento tem um som contido, mas ainda assim empolga ao acelerar.

Como em todas as novas superbikes a ZX-10R agora incorpora três modos de curva de potência, desde o “F” (modo de potência máxima), “M” (75% da potência máxima, menos agressiva. Além disso, neste modo a força máxima pode ser alcançada de acordo com a posição do acelerador), e “L” (60% ??da potencia máxima, com uma curva suave, bom para iniciantes e uso na chuva). Semelhante ao sistema S-KTRC estes módulos podem ser ajustados em tempo real também com o acelerador fechado por meio de um botão no punho esquerdo.

O modo selecionado é exibido logo acima do S-KTRC no painel de instrumentos e a definição é mantida quando a moto é religada. Fiz pelo menos uma volta com cada um dos níveis e eles realmente ajudam na adaptação durante o primeiro contato.

A posição de pilotagem e ergonomia teve uma grande melhoria frente ao modelo anterior, várias alterações foram feitas com a intenção de diminuir e centralizar o peso e ainda baixar o centro de gravidade (chassis, escapamento mais curto e catalisador embaixo do motor, novas rodas, disco de freio, etc). O resultado foi uma moto 10 quilos mais leve e muito mais maneável que o modelo anterior. Essa diferença é clara e nos faz ter vontade de pilota-la o tempo todo.

Os freios continuam ótimos e progressivos, seus dois discos de 310 mm na dianteira e 220 mm na traseira param com segurança e em um curto espaço. Uma pena a Kawasaki do Brasil não oferecer a opção de ABS no nosso mercado, uma opção bem vinda tendo em vista toda a tecnologia embarcada.

A suspensão dianteira agora é do tipo Big Piston Fork e é semelhante a usada na ZX-6R 2010. O garfo tem 43 mm e ficou mais corpulento, a promessa é um melhor desempenho e minimização da criação de bolhas em uso extremo. Não foi possível sentir a melhora por causa do pouco tempo disponível.

Na traseira o amortecedor agora é do tipo Back-Link posicionado na horizontal, o que coloca o amortecedor ligado acima do braço oscilante. Esta nova configuração promete uma melhor centralização de massas, uniformidade e estabilidade com uma ação mais suave mesmo com o acerto mais firme e ainda uma melhor refrigeração.

A moto ficou mais estreita e o tanque de combustível (agora com 17 litros) melhorou e o encaixe das pernas ficou melhor para meus 1,84 metros, vale citar que o banco foi rebaixado em aproximadamente 2 cm, o que contribuiu para que eu me encaixasse corretamente.

A carenagem ficou mais afilada e com curvas mais suaves, os paralamas são menos pronunciados, principalmente o traseiro. A bolha está mais larga na parte de cima e protege melhor.

Outra novidade é a utilização de LED´s nos piscas e lanternas e agora é possível desmontar rápido e facilmente retrovisor, piscas e para-lama traseiro para uso em autódromos. Isso deixa claro o lugar desta máquina.

Agora a melhor surpresa para o final, além de trazer a ZX-10R para o Brasil, nos foi oficializado que a Kawasaki pela primeira vez no mundo fabricará suas superbikes fora do Japão ainda em 2011.

Por isso as pouco mais de 90 unidades da nova ZX-10R vindas diretamente do Japão já serão comercializadas com o valor da nacional R$ 59.990,00 (sem frete) enquanto a fábrica finaliza os preparativos para o início da produção.

 

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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Um comentário

  1. Eu nunca vou ter uma dessas. Ser pobre é fogo!

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