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Mercado inviabiliza carro elétrico no Brasil, diz estudo

Estudo da consultoria Maksen, em parceria com o Insper e com o Lisbon MBA, revela que o mercado brasileiro para o veículo elétrico (VE) é insignificante, o que torna a sua produção, em pequena escala, extremamente cara. Segundo a pesquisa da consultoria Maksen, seriam necessários, pelo menos, R$ 3,5 bilhões de investimentos apenas para aquisição de carros.

O estudo analisou quatro das principais motivações que poderiam justificar a produção de carros elétricos no País – ambiental, mercado, matriz energética e liderança tecnológica – e concluiu que apenas a última, ainda que com considerações, poderia justificar a entrada do Brasil na corrida global de implantação dessa nova tecnologia.

No aspecto ambiental, o Brasil não tem motivação para optar pelo veículo elétrico. Apesar de ser a sexta potência econômica, o País ocupa o 105º lugar no nível de emissão de CO2 per capita.

O mercado também não estimula a introdução dessa nova tecnologia. Mesmo com a previsão de redução de custos na produção de motores dos VE a análise da Maksen mostra que o valor absoluto dos motores será ainda entre 2 a 3 vezes superior ao dos veículos a gasolina, em 2020.

“Muito se tem falado sobre investimentos e implementação do modelo de carro elétrico, porém não há clareza sobre qual a tecnologia que seria utilizada. Temos carros híbridos, híbridos plug-in e várias tecnologias de puramente elétricos. Isso, certamente, prejudica a escala de produção, o que por consequência impacta no custo e na propensão ao consumo”, alerta Sérgio do Monte Lee, Head da Maksen no Brasil.

A baixa utilização do VE ao redor do globo comprova essa tese. No mundo, apenas 0,3% das frotas são de carros elétricos ou híbridos. Nos Estados Unidos, 250 milhões de carros são a gasolina e apenas 57 mil elétricos, na França 32 milhões são a combustão, enquanto somente 15 mil são elétricos. No Brasil, existem apenas cerca de 100 carros elétricos e 64 milhões a combustão.

Mesmo sem impostos, o VE é mais caro, o que é um grande obstáculo à adoção do modelo. A pesquisa mostrou que aproximadamente 65% dos consumidores que considera a aquisição de um VE, apenas o fará se ele tiver o preço igual ou inferior ao já utilizado. Atualmente, a diferença de preço entre um veículo elétrico e um flex, de gamas semelhantes, é de 12 mil reais. Esta diferença é muito elevada, tendo em conta que apenas 5% dos colaboradores que ponderam adquirir um VE é que estão dispostos a pagar mais de 5.000 reais pelo mesmo.

Sob o ponto de vista da matriz energética, o veículo elétrico faz pouco sentido também. “Considerando que o Brasil não depende da importação de petróleo e vem construindo novas refinarias para disponibilizar cada vez mais combustível para o país, é inconsistente pensar em substituir o modelo atual no curto prazo”, analisa Lee.

Liderar a corrida pela próxima tecnologia automóvel seria o único motivo que justificaria o Brasil entrar nesse mercado nos dias de hoje, de acordo com o estudo da Maksen. O Brasil, com o etanol, já deu provas que pode sair na frente, sendo líder mundial na produção de veículos de combustível flex e, além disso, possui um amplo mercado consumidor.

Porém, não se pode esquecer que países como China, França e Canadá também estão entrando no segmento e o Brasil perde muito em competitividade. “Os custos de produção no Brasil são em média 60% maiores que os da China”, lembra Lee.

Para o executivo, a alternativa de curto prazo para a evolução da tecnologia do setor de automóveis, indústria que tem grande peso no Brasil, seria a introdução do carro híbrido elétrico, que não requer infraestrutura adicional para o seu funcionamento e tem a tecnologia mais madura com cases de sucesso em outros países.

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Advice Comunicação Corporativa / Fernanda Dabori e Thais Franco

Sobre * Equipe MOTONAUTA

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