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Novo estudo do CESVI aponta a baixa oferta de ABS para motos no Brasil

Levantamento analisou 357 versões de 199 modelos vendidos no País.

Na categoria entre 125 e 300 cilindradas – opções que representam mais de 55% de emplacamentos no mercado, nenhum modelo entres os 10 mais vendidos sai de fábrica com o equipamento de série.

Após realizar um estudo detalhado sobre o uso do sistema antitravamento de freios (ABS) para automóveis, O CESVI BRASIL – Centro de Experimentação e Segurança Viária, dando sequência ao seu objetivo de fornecer informações técnicas de qualidade ao mercado, agora volta suas atenções para o mundo das duas rodas. E por uma boa razão.

Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP) revelam que, só no município paulista, no ano de 2012, foram registradas 438 mortes, uma média de 1,2 mortes por dia. O pior é saber que quase metade destes óbitos poderiam ter sido evitados se as motocicletas tivessem ABS instalado, como afirma um estudo realizado pelo IIHS (Insurance Institute for Highway Safety).

Segundo o instituto americano, que analisou diversos acidentes envolvendo esse tipo de veículo, os acidentes fatais poderiam ser 37% menores em motocicletas com ABS se comparadas com os mesmos modelos sem o dispositivo. Já no caso de colisões, o número de acidentes seria 23% menor. E as vantagens não param por aí. Além das possibilidades de redução nos acidentes e na redução do espaço de frenagem, o ABS evitaria a queda dos motociclistas, sendo eles com experiência ou não na condução de motos.

O problema é que no Brasil a taxa de instalação do sistema é de apenas 17% – e ele só pode ser encontrado em modelos com motorização superior a 250 cilindradas que em 2012 representavam menos de 13% do total de motos vendidas no País.

Por isso, visando a identificar a situação das motocicletas brasileiras quanto ao uso do ABS, o CESVI fez um levantamento dos modelos vendidos no Brasil e a disponibilidade do sistema para cada um. Foram analisadas 357 versões de 199 modelos produzidos por 38 fabricantes. Desse montante, 16 modelos são movidos a eletricidade.

As motos foram divididas em três categorias e apenas as dez mais vendidas de cada categoria foram analisadas: City, Scooter/Club e Trail/Fun. Juntas, elas representaram 95,5% dos emplacamentos de 2012 e mostraram que o cenário ainda tem muito a melhorar.

Dos dez modelos mais vendidos da categoria City, que representaram quase 55% dos emplacamentos realizados no ano passado, apenas 5% possuem ABS como opcional. Os demais não possuem o dispositivo nem como opcional. Estão inclusos no grupo das City motocicletas de 125 a 300 cilindradas de cinco montadoras.

Já entre as Scooters e Clubs, representadas por motonetas e ciclomotores entre 50 e 125 cilindradas, dos dez modelos mais vendidos, nenhum tem ABS, seja opcional ou como item de série. Os dez mais vendidos deste grupo, composto por sete empresas e 14 diferentes versões, representaram quase 25% dos emplacamentos de motocicletas, motonetas e ciclomotores em 2012.

Por fim, na categoria Trail/Fun, composta pelas máquinas com apelo aventureiro, e com motorização entre 125 e 700 cilindradas, os dez modelos mais vendidos representaram, no ano anterior, cerca de 16% das vendas. Desse total, 85% não possui o ABS como opcional e não há nenhuma versão com o item de série. O grupo Trail/Fun é representado por cinco montadoras, que oferecem 13 versões de motocicletas.

“Assim como já verificamos com os automóveis, as motocicletas de preço mais elevado são aquelas que mais oferecem o sistema antitravamento. Até por conta das altas cilindras, que variam entre 650 e 2300, os valores destas máquinas podem alcançar até R$ 109 mil, tornando o impacto do custo do ABS quase imperceptível e mais viável economicamente para os fabricantes”, diz Almir Fernandes, diretor executivo do CESVI.

Ainda segundo o executivo, apesar de o Brasil não pactuar com as metas europeias, cuja obrigatoriedade do ABS para motos passa a vigorar em 2016, a disseminação do equipamento nos automóveis deve refletir positivamente para o campo das duas rodas. “O consumidor vai perceber o benefício e cobrará o uso do dispositivo também nas motos. Por isso, informações como as elaboradas por este estudo almejam orientar os consumidores na hora da compra, oferecendo a ele dados de qualidade e que colaborem para a proteção de seu bem maior, que é a vida.”

O CESVI BRASIL

Fundado em 1994, o CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) é o único centro de pesquisa brasileiro dedicado à segurança viária e veicular e à disseminação de informação técnica para o setor e também para a sociedade. Foi o primeiro centro da América Latina e é membro do RCAR (Research Council for Automobile Repairs), um conselho internacional de centros de pesquisa com os mesmos objetivos.

Para conhecer as atividades do CESVI, acesse www.cesvibrasil.com.br, e também acompanhe as novidades pelo Twitter ou Facebook em: www.twitter.com/cesvibrasil  e www.facebook.com/cesvibrasil.

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INFORM Comunicação / Luciano Zafalon

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