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Novo Honda Civic 2014 Flex One … motor 2.0 flex que dispensa o tanquinho

Sabe aquela história de atirar no que viu e acertar no que não viu? Pois é mais ou menos o que a Honda acaba de fazer ao lançar o Civic 2014 (isso mesmo, 2014) com motor 2.0 flexível batizado de Flex One. O alvo não era exatamente dar mais potência (15 cv) para o sedã, mas permitir que o utilitário esportivo CR-V pudesse ser o primeiro do seu segmento a contar com motor abastecido com etanol e gasolina. De quebra deixou o Civic mais potente e ainda com caixa de seis marchas nas versões automáticas e manual.

Uma das características do novo motor é a eliminação do sistema de partida a frio, com tanquinho extra, que representa um problema de conforto e segurança. Mas permanece na versão 1.8. O sistema usado pela Honda, desenvolvido pela Bosch é o chamado “vela aquecida”, porém nada tem a ver com a vela de ignição. Não é exatamente uma novidade, porque em 2005 eu estava no Salão da Moto e um engenheiro da Bosch me mostrou o sistema de partida a frio para um motor V-2 da Harley-Davidson que estudava a produção de motores flexíveis para o mercado brasileiro. Nos automóveis surgiu primeiro no VW Polo, e depois no Peugeot e Citroën.

Interessante que esta solução – desenvolvida pela Bosch – aproveita o gerenciamento geral do carro e o acionamento dispensa botões. Basta o motorista acionar a abertura das portas pelo controle remoto da chave para que o sistema de aquecimento entenda que o carro será ligado e dê início ao processo. No curto período entre abrir a porta, se posicionar no banco e girar a chave de ignição o injetor já estará pronto para ligar o motor se estiver abastecido 100% com etanol sem pestanejar. Simples, mas consumiu mais de 30 anos de pesquisa.

Coincidentemente a apresentação do Civic 2.0 se deu no dia seguinte ao anúncio do aumento do preço da gasolina, que fez a proporção do custo de abastecimento gasolina/etanol ficasse favorável ao combustível da cana. O que levará muitos donos de carros com motores flexíveis ao uso 100% do etanol. Felizmente isso veio no verão!

Mais torque

Um dos dados surpreendentes foi a revelação do peso do sistema de partida a frio. Contabilizados todos os componentes, como o tanque suplementar (cheio), mangueiras, injetores extras, chicote elétrico etc, o peso total era de 45 quilos! Ao se livrar dessa carga extra, o novo Civic pôde compensar em outros itens de peso, como uma bateria de maior capacidade (de 50Ah para 60Ah) e o próprio câmbio que ganhou uma marcha a mais, passando de 5 para seis marchas nas duas versões, automático e manual.

O grande destaque é o motor, que passou de 1.798 cm3 para 1.997 cm3 com o aumento no curso dos pistões, sem mexer no diâmetro, o que permitiu um ganho de torque em baixa rotação. As paredes dos cilindros foram redesenhadas para aumentar a capacidade de arrefecimento e isso também trouxe uma redução de um quilo no peso total do motor em relação ao 1.8. Os pistões mantiveram diâmetro, mas perderam a altura da saia o que deixou mais leve e trouxe como benefício a maior velocidade na retomada de rotações. Em suma, ganhou mais torque em baixa e respostas mais ágeis em alta.

Ainda comparando com o motor 1.8, esta versão de dois litros teve como principal mudança o torque maior e em rotações mais baixas. O aumento foi de quase dois quilos no torque mas com apenas 2.000 RPM já apresenta 80% do total máximo. A potência foi para 155 cv (com etanol) e 150 cv (gasolina) em uma faixa do rotação de 200 RPM a menos.

Em termos práticos isso significa um motor que trabalha mais suave, em rotações mais baixas para manter a mesma velocidade. Mantendo 120 km/h constante o motor 2.0 (automático) trabalha a 2.500 RPM enquanto o motor 1.8 (manual) está a 3.200 RPM. O resultado é um consumo de combustível igual ou menor, mantendo regimes de baixa de rotação, porém maior quando passa de 5.000 RPM. É um conceito já conhecido dos especialistas, no entanto ainda desconhecido da maioria dos motoristas que tendem a acreditar que um motor “maior” será sempre menos econômico. No nosso primeiro contato com o Civic 2014 ainda não foi possível avaliar o consumo, que será feito em uma futura ocasião.

O que também contribuiu bastante para uma rodagem mais “solta” é a nova caixa de marchas de seis velocidades. A relação de transmissão teve mudanças apenas na quinta e sexta marchas. A engrenagem da quinta foi “encurtada” e a sexta se tornou mais longa, naquilo que se apelidou de super over drive. Tive a chance de dirigir as duas versões com câmbio automático e seletivo e a única ressalva ficou por conta do câmbio manual que exige um pouco de atenção nas reduções porque é fácil errar uma marcha. Em duas ocasiões saltei marcha quando o câmbio foi solicitado de forma mais esportiva.

No aspecto externo não houve mudanças em relação ao 2013, o 2.0 ganhou um logotipo Flex One na traseira para identificar o novo sistema inteligente de partida e nas versões top as maçanetas são cromadas. Em termos de acabamento, finalmente todos os modelos receberam uma forração interna na tampa do amplo porta-malas, que na versão mais sofisticada ainda tem revestimento nas alças.

Obviamente que a Honda foi discreta na forma de apresentar o sistema de partida Flex One porque os motores 1.8 ainda manterão o tanque suplementar, mas ficou evidente que em um futuro muito breve todos os motores flex contarão com a partida automática, não só pelas vantagens evidentes, mas pela segurança e controle de emissões.

Para completar, o esportivo utilitário CRV também recebeu novidades para 2013/2014. A principal delas é a unificação do motor 2.0 Flex One que exigiu uma mudança na capacidade do tanque. Para compensar o uso de etanol o tanque teve de ser aumentado de 58 para 71 litros, que corresponde aos quase 30% a mais no consumo do combustível vegetal. Também foi criada uma versão top com tração apenas em duas rodas, já que a maioria absoluta deste tipo de veículo não trafega em estradas de terra aqui no Brasil.

Os novos modelos Civic estavam previstos para entrar nas concessionárias já neste fevereiro. Já o CRV que vem do México deve chegar em abril e deverá ser um forte concorrente na categoria graças ao novo motor flex.

Os preços públicos sugeridos incluem o frete e a pintura metálica ou perolizada e são unificados para todas as regiões do país.
MT=>Transmissão manual AT=>Transmissão automática
Pintura metálica e perolizada incluídos. Os veículos Honda possuem Assistência 24 Horas em qualquer ponto do País pelo telefone 0800 702 5188.

Para mais informações http://www.honda.com.br/automoveis/Paginas/new-civic.aspx

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Um comentário

  1. Civic é um ótimo carro, mas esse preço tá bem salgado, não?

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