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R6 Sobrevivi … um vídeo e um relato para fazer a diferença

Carregar a bandeira de SEGURANÇA é fácil, viver SEGURANÇA também nos é fácil … o problema é conseguir transmitir isso aos outros.

Reuniões, fóruns, textos, palestras, são sempre bem vindos, mas neste momento, o Facebook fez a diferença!

O vídeo abaixo foi compartilhado em um dos grupos que fazemos parte, e o texto que nele existe; depoimento real, sincero e corajoso do acidentado; nós nunca conseguiremos fazer similar …

É realmente para se pensar, já que sempre sonhamos em encontrar um motociclismo sustentável. Não queremos julgar ou forçar ninguém a nada pois as escolhas são individuais … aqui fica apenas o nosso obrigado ao corajoso Gustavo, pois sabemos sim o quão duro é reconhecer os próprios erros..

E ae galera! Estou aqui para compartilhar com vocês um acidente que tive, em meu ponto de vista e de muitas pessoas que acreditam em Deus, foi um milagre o que ocorreu comigo.

Sou um cara humilde, comum, de 35 anos, trabalhador casado com uma linda e companheira esposa e uma maravilhosa filha, apaixonado por adrenalina e com isso, fui atrás de uma R6.

Como na maioria de todos nós, trabalho a semana inteira e ficava louco para chegar o fim de semana ou um feriado prolongado, para logo montar na “espetaculosa” R6 É uma sensação única que só quem anda sabe o que é.

Moto em geral sempre esteve presente em minha vida, mas depois que eu adquiri uma moto esportiva, foi sinônimo de fazer amizades, passei a me relacionar e conhecer pessoas maravilhosas em minha vida, nunca fiz tanta amizade tão fácil, chegava em um lugar que tinha mais de uma moto, e logo estávamos falado de casos e casos de moto, no final do papo, ia embora e nem sabia o nome do cara, o importante era compartilhar os assuntos das duas rodas. 

Hoje agradeço a Deus por depois que tudo que me aconteceu, as amizades continuaram. 

E os tempos foram passando, as hora de condução foi só aumentando com isso a confiança veio junto,  fazíamos vários passeios e íamos em muitos encontros, na maioria dos finais de semana, íamos tb como a maioria da galera conhece como AIM, subia e descia aquela serra no limite, achando o Maximo, todos falavam de mim: “Vc é de mais cara” Então depois desta experiencia, digo aos leitores, “Ser o maior, ser o cara, ser a referencia”, isso não vale de nada se for usar isso sem ser para beneficiar de alguém, ser isso tudo para poder salvar vidas ou ser uma pessoa melhor , mais humana ai sim vale apena. 

Mas ai chegou mais um fim de semana no dia 12 de Fevereiro de 2012 me ocorreu a bomba relógio, da forma como eu andava, com certeza ela ia explodir , e veio o inevitável, a queda, estava a 230km quando joguei duas marchas para baixo e entrei na curva a 180km quando peguei uma nuvem de chuva, com isso a frente saiu e eu fui jogado em um guard rail, conseqüência: Hemorragia interna, perfuração no Baço, 12 fraturas na coluna, quebra da bacia, esmagamento de um osso que se chama sacro.

Fiz 2 graves cirurgia, fiquei uma semana deitado de barriga para cima sem se mexer, 3 dias sem poder beber uma gota de água, nunca senti tanta dor em minha vida, pela forma que cheguei lá os médicos falavam que eu podia morrer ou ficar paraplégico a qualquer momento, fiquei uma semana correndo risco de morte, mas pela gloria e honra de Deus, estou vivo e sem sequelas.

Deixo para os amantes das duas rodas e de adrenalina, que por vaidade ou momentos de emoção, não vale apena arriscar a vida.

Após o acidente, Nunca havia prestado atenção em coisas da vida tão bobas, como: pisar no chão após levantar da cama, tomar um café da manha com a família, e coisas do cotidiano. Hoje me tornei um homem mais maduro e sei dar valor no que realmente vale apena (Família).

Acredito que Deus tenha um propósito em minha vida, e um deles e ser um testemunho vivo e poder compartilhar com vocês, esta terrível experiência, para alertar a muitos amantes do esporte, a antes de sair de casa pensas se vale apena colocar a sua própria vida em risco por momentos de adrenalina. 

A minha intenção não é que parem de andar de moto, mas que pare de colocar a sua vida e a dos outros em risco. Acredito que Deus quer a nossa alegria, que sege em sima de uma moto, mas temos que ser ponderado com as coisas. Eu Gastava a maior parte do tempo da minha vida infiltrado com tudo que tinha moto no meio, e perdendo momentos especiais, como ver minha filha crescer, passar um final de semana com minha esposa é algo tão simples, mas tão grandiosa, para família e para Deus.

Espero ter conscientizado a muitos, com este depoimento, pois fiz apenas um resumo do que passei, pois aqui, não esta nem 1/3 do que eu e minha família passamos.

Primeiramente, agradeço a Deus pelo milagre, pois Sou um cara abençoado, por passar por um acidente desta proporção, e continuar vivo, e reconhecer os verdadeiros valores da vida.

Agradeço muito, mas muito mesmo, do meu coração e falo emocionado, para minha Esposa que esteve ao meu lado e cuidando de mim a cada momento:
_Obrigado minha VIDA! TE AMO!!!

Obrigado Tb a meus Pais que seguraram uma barra terrível por causa do ocorrido.
Obrigado aos meus familiares, que oraram e torceram pela minha recuperação, Tb vocês meus amigos que choraram por mim e estiveram e estão ao meu lado ate hoje. Me desculpe por tentar me visitar, mas minha cabeça não estava boa, mas hoje estou legal, pode vir beijar abraçar, pois estou bom de mais, KKKKKKK. Amo todos vocês. 

Um beijão para minha filhinha linda, que hoje tem 3 anos e não entende a total gravidade do que ocorreu,mas quando ela crescer e entender o que aconteceu, esta ai tb a homenagem, “TE AMO FILHA”!!!

Gustavo Augusto Lopes

Sobre * Equipe MOTONAUTA

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Um comentário

  1. Tinha uma Ninja 250R. Fiz curso de pilotagem, comprei equipamentos.
    Fiz os “famosos” caminhos de Morungaba. Também fui garupa do Leandro Mello e Corri em autódromo pra valer.

    Passei apuros nessas estradas. Parei de ir com tudo pois NÃO SE COMPARA com o autódromo. Tanto em segurança, como no limite que você pode impor.

    Esse limite joguei no ECPA e caí feio. Tive um arranhão leve.
    Se fosse na estrada, talvez não estivesse aqui pra contar.

    Hoje tenho uma bela G650GS que uso pra viagens. É outra coisa.
    Pra melhor. Pois faço curvas, tenho bagagem e conforto.
    Correr esportivamente? NADA se compara com um autódromo. Um dia quem sabe terei uma moto dedicada a isso.

    Quem corre em estrada é amador. Nessa velocidade, criminoso.
    Ponto.

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