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Suzuki Burgman 400 … uma boa opção

Quem me conhece sabe bem que sempre, desde que me entendo como motociclista, encontro num scooter a evolução natural da motocicleta.

Por definição, ter o motor integrado na suspensão traseira, faz do veiculo de duas rodas um scooter; porem a diferença que aponto como mais importante é que no scooter nos “sentamos”, e na motocicleta nos “montamos”. Esse simples detalhe faz com que o condutor de um scooter tenha a capacidade de rodar de 2 a 3 vezes mais tempo que em uma motocicleta, sem a necessidade de uma parada para descanso.

No caso do scooter Burgman 400, por ser um maxi scooter, encontramos como destaque o conforto.

Seu para-brisa dianteiro protege o condutor contra o pó, contra a chuva e contra a força do vento; e é naturalmente um item de segurança. Este é incorporado a um escudo dianteiro de design com linhas marcantes da marca; e o formato dos potentes faróis lembram outras motocicletas carenadas do line-up da Suzuki.

As rodas de aro 14 na dianteira e 13 na traseira, afastam os temores das rodas pequenas, e suas dimensões são velhas conhecidas nossas encontradas em alguns modelos de autos populares. A largura de ambas transmitem segurança ao condutor, que pode, graças a ciclística, desenhar bem as curvas.

Diferente dos modelos menores, o curso da suspensão é mais generoso, porem voltados mais ao conforto do que para a esportividade. Esse detalhe faz com que sintamos um certo “balanço” nas curvas mas uma maciez nas ondulações do piso.

No projeto, a formação da pedana (nome dado ao local de apoio dos pés) foi projeta no sentido do eixo dianteiro o que contribuiu para um maior espaço das pernas entre o banco e o painel interno do escudo dianteiro. Na verdade, e se buscando uma similaridade, o condutor fica livre para escolher a posição de seus pés como no comando avançado de uma custom, o “plantado” na base pranchada.

Com esse avanço ainda, foi possível ter uma formação maior abaixo do painel onde temos 3 caixas muito uteis para armazenar toda sorte de objetos, dinheiro para pedágio, aparelhos diversos, etc.. Internamente a caixa maior temos uma tomada de energia, muito útil para se carregar celulares ou ainda instalar GPS.

O único cuidado exigido é na observação que só a tampa maior é provida de chaves.

Abaixo do banco temos um habitáculo de boas dimensões onde cabem 2 capacetes integrais, ou uma mochila, ou uma compra no mercado, ou ainda uma infinidade de pequenas cargas.

O painel é completo e oferta um grande numero de informações de fácil leitura, e não observamos, graças a sua posição, reflexos que prejudicariam sua leitura. A noite, a sua iluminação o deixa agradável sem atrapalhar a visão periférica.

Na cidade

Realmente, pelas suas dimensões, não a temos como uma rainha dos “corredores”, mas ela encontra seus caminhos sem perder agilidade.

No cruzamento entre os carros parados, o condutor tem que tomar cuidado com o volume traseiro da mesma forma que deveria ter com uma uma motocicleta com baú. Sua ciclística e seus freios ajudam na maleabilidade.

O cavalete central, o lateral e mais o freio de estacionamento que ela tem faz qualquer plano passível de se estacionar. No mais, o CVT se mostra também como um item de segurança haja vista que o condutor se fixa no transito sem se preocupar nas mudanças de marcha.

Na estrada

Geralmente as pessoas tendem a acreditar que scooters são urbanos e que não foram feitos para as estradas. O Burgman 400 é a prova que esse conceito não procede.

Com dimensões bem visíveis e com uma motorização equilibrada, viajamos até Piracicaba (SP) com muita segurança e conforto tal qual estivéssemos em uma moto touring; e a manutenção dos 120 km/h permitidos foi mantido de modo linear

O banco largo e com encosto regulável não nega uma posição a condutor de várias estaturas; e o do garupa (que tivemos a oportunidade de ter nesta avaliação) simplesmente é cativante. Cuidado ao levar a(o) companheira(o) para um teste drive … voce poderá ter problemas com a inevitável comparação com a garupa de sua moto atual.

Na pista

Quebramos aqui mais um paradigma … tivemos de locação para as fotos a pista do ECPA em dia do curso SpeedMaster ministrado pelo Geraldo Tite Simões.

Claro que esta não é a praia deste scooter mas nos surpreendemos em alcançar na reta maior da pista algo como 160 km/h (no painel) sem todo o acelerador. Não buscamos, mesmo nesse ambiente fechado, alcançar o seu limite pleno.

Concluindo

O “boom” dos scooters ainda não aconteceu no Brasil, mas é um mercado em crescimento porem com poucas opções até este momento. Esse quadro tende a mudar principalmente nos grandes centros, e para atender aquele consumidor que não quer participar da visão negativa do motociclista que temos apresentada a sociedade diariamente.

O custo de fabricação de um scooter, graças a sua carenagem integral, pode ser (em alguns casos) até maior que uma motocicleta na mesma faixa de cilindrada, mas seus benefícios e atrativos vem quebrando essas barreiras.

Agora, se você está procurando um veiculo de duas rodas que te proteja das intempéries, se você é um profissional liberal (ou não) que busque uma forma de rodar sem marcar seus sapatos ou sujar sua roupa, se você procura aliar transporte e laser em um único veiculo e diferenciado; o scooter Burgman 400 pode ser uma boa opção !

Fotos de Claudinei Cordiolli
Mais informações : http://www.suzukimotos.com.br/MOTOCICLETAS/Burgman400.aspx 

Sobre * Equipe MOTONAUTA

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