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Uma brincadeira que pode ser perigosa

Sei que o mês de julho está chegando quando as pipas começam a tomar conta do céu da cidade.

De acordo com os fabricantes, as vendas destes artigos aumentam em até 70% neste período. Porém, o que era para ser apenas uma brincadeira infantil tem se tornado protagonista de tragédias reais.

No mês passado, um adolescente em São Gonçalo invadiu uma subestação de energia para resgatar um destes papagaios. O jovem de 15 anos recebeu uma descarga elétrica tão forte que teve queimaduras em 40% de seu corpo. Por sorte, seu quadro de saúde estabilizou e ele não correu risco de morte.

O episódio poderia ser bem pior e não foi o único neste ano. A concessionária responsável pela administração da subestação de energia informou que outros três acidentes graves foram registrados na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A periculosidade das pipas é uma questão nacional. Segundo dados divulgados recentemente na imprensa, em Fortaleza, Ceará, mais de 200 ocorrências de danos à fiação elétrica foram registradas apenas neste ano. Do Nordeste para o Sudeste, a situação é a mesma. Em Minas Gerais, 500 mil pessoas ficaram sem luz devido a acidentes com papagaios.

Tendo isto em mente, propus o projeto de lei 631/2006, que proíbe que pipas sejam empinadas em logradouros públicos a menos de 500 metros de qualquer ponto da fiação área, seja ela destinada a transmissão telefônica ou de energia elétrica.

O projeto prevê que seja dada uma advertência para o menor e seu responsável na primeira ocorrência. Em caso de reincidência, seria aplicada uma multa no valor de 200 reais. E, caso o episódio se repetisse, o valor a ser pago pela multa iria sendo duplicado. Em todos os casos, os papagaios devem ser apreendidos e, posteriormente, destruídos.

O objetivo do projeto de lei não é punir as crianças e seus pais por causa desta brincadeira tão saudável. Quero trazer ao debate a importância dos jovens serem mais cuidadosos e não empinarem pipas em áreas que tragam risco as suas vidas e a de outras pessoas.

É comum ouvirmos relatos de pedestres e motoqueiros que se enroscaram em linhas de papagaios com cerol e acabaram se machucando.

Este projeto de lei não é nenhuma novidade. Algumas cidades, como Sorocaba, já possuem legislação específica para este assunto. No entanto, acredito que uma metrópole tão importante como São Paulo deva servir de exemplo nesta questão e incentivar esta brincadeira infantil saudável, mas que ela seja livre de acidentes.

por Antonio Goulart – É Vice-Presidente da Câmara Municipal e atual Vereador de São Paulo. Já presidiu CPIs como meio ambiente, foi membro da comissão de Trânsito, Transporte, Turismo Lazer e Gastronomia e proponente de uma subcomissão exclusiva para Turismo, Lazer e Gastronomia

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fonte : Vinícius de Melo / Assessoria de Comunicação

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Um comentário

  1. Claudio Santos

    A fiação deveria ser subterrânea e não há mais espaço para pipas sem ou com cerol nas
    grandes cidades.Esse vereador deveria é se
    preocupar mais com quem fabrica ou comercializa artigos para empinar pipas fazendo cumprir a lei.Criem outras atividades
    prazerosas para desviar a atenção das pipas.
    No Rio de Janeiro se vê um monte de adultos
    irresponsáveis soltando pipa com cerol.

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