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Vendas no 1º semestre caem 13% em relação a 2011

Afetado pela dificuldade na liberação de crédito, segmento desenvolve estratégias para melhorar a qualidade de elaboração das fichas de financiamento e minimizar perdas para o ano

O segmento de motocicletas, que levou três longos anos para se recuperar da crise econômica mundial de 2008, já volta a apresentar duras quedas em vendas e produção. Segundo dados divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), no primeiro semestre deste ano foram comercializadas 897.252 unidades ao mercado interno (atacado), baixa de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. No comparativo com maio de 2012, a retração de junho foi de 8,2%, com a venda de 138.835 unidades, ante 151.316 do mês anterior.

A diminuição na comercialização afeta, consecutivamente, a produção de motocicletas. De acordo com a entidade, em junho foram fabricados 140.920 veículos, um recuo de expressivos 18% em comparação com maio. No acumulado do ano, com 967.901 unidades produzidas no período, a retração foi na base de 10%, em comparação com os seis primeiros meses do ano passado (1.078.761).

Por sua vez, os números que traduzem a real quantidade de novas motocicletas em circulação nas ruas, com 123.946 unidades emplacadas no mês, apresentam queda de 17% em relação a maio, e de 23% em comparação com o mesmo mês do ano anterior (161.766). No acumulado do ano, a baixa fica em 8% – 848.530 ante 918.137 em 2011.

Quedas são Reflexo da Rigidez na Liberação de Crédito

Segundo a Abraciclo, o principal fator responsável pela crise vivida pelo setor é a maior seletividade e rigor enfrentado pelos consumidores para a liberação de crédito.

“O comprador de motocicletas é, em sua grande maioria, das classes C, D e E, muitas vezes com dificuldades para a comprovação de renda. O alto índice de exigências e maior rigor imposto no fim do ano passado pelas financiadoras na aprovação das fichas faz com que apenas 20% dos consumidores aptos a arcar com o financiamento consigam a liberação do crédito. Os outros 80% são recusados e têm a compra vetada”, conta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, que ressalta que estão excluídos dessa amostragem os consumidores que não possuem o valor da entrada (antes dispensada e atualmente estabelecida como em 20% do total) ou das parcelas – reduzidas de 48 para um máximo de 36.

“A Abraciclo tem atuado junto aos bancos privados e redes de distribuição para melhorar as condições de aprovação dos financiamentos. Nossas associadas estão desenvolvendo estratégias para melhorar a qualidade de elaboração e preenchimento das propostas, buscando uma diminuição na recusa das mesmas, muitas vezes desencadeada por falhas e erros simples, como o não preenchimento de alguns dados, além de trabalharmos em ações para fornecer maior segurança para as financiadoras. Se conseguirmos que 40% das fichas sejam aprovadas, já representaria o dobro de comercializações fechadas”, afirma Fermanian. “Ainda assim, o perfil padrão do comprador de motocicleta sofre diretamente o impacto da seletividade, já que as condições atuais de financiamento, com entrada de 20% e parcelas reduzidas, já dificultam, por si só, as vendas”, conclui Fermanian.

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SD&PRESS Consultoria / Allyne Antoni

Sobre * Equipe MOTONAUTA

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