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Yamaha Neo AT115… avaliamos !

Mesmo no atribulado mundo das duas rodas, fruto, muitas vezes, do trânsito insuportável e do transporte coletivo de péssima qualidade nas cidades deste país, os scooters têm ganhado, cada vez mais, espaço entre as pessoas que necessitam um deslocamento urbano rápido e prático, quer seja a lazer, quer seja a trabalho.

Inegáveis são as vantagens que esse tipo de veículo oferece para o usuário: praticidade, segurança, conforto, proteção, economia, eficiência. O piloto fica totalmente sentado, e não montado, protegido pelo escudo frontal, dos detritos da pista lançados por outros veículos que vão à sua frente. Embora usuários de motocicletas vêem os scooters com um certo grau de desconfiança, essa impressão é logo desfeita ao se acionar o motor e partir para uma experiência muito agradável.

Lançada no Brasil em 2004 e reestilizada em 2008, onde foram alocados dois faróis no escudo frontal, a Yamaha Neo AT115 possui design moderno e inspirado nos modelos da linha “R”, como a YZF-R1, proporcionando um visual bastante moderno e limpo. A partir desse ano, apenas as cores e os grafismos foram modificados. As peças plásticas e de acabamento possuem encaixe perfeito não ocasionando ruídos desagradáveis no decorrer do percurso.

Disponível nas cores preta, prata e na nova cor vermelha, A Neo AT115 possui um conjunto ótico dianteiro, faróis e sinalizadores de direção integrados e com lente lisa, acabamento na cor azul em sua parte interna e fabricados em policarbonato com multirefletores, lanterna traseira, também com os sinalizadores de direção integrados, os quais possuem boa iluminação e visibilidade.

O painel de instrumentos é de fácil leitura e conta com velocímetro, hodômetro, medidor do nível de combustível, indicador do farol alto, indicador de direção e indicador de anomalia da ignição. Os retrovisores poderiam ter sua haste um pouco mais alta para proporcionar um  maior ângulo de visão aos condutores com estatura um pouco mais elevada. O assento, em dois níveis, proporciona conforto para o piloto mas  não muito para o garupa.

Na parte traseira do escudo frontal, há um prático porta objetos, porém desprovido de tampa, e sob o assento existe um compartimento de carga de 17 litros que acomoda bem um capacete integral, uma capa de chuva e um par de luvas e sua abertura é feita através da chave de ignição. O tanque de combustível, de 4,8 litros,  também está localizado sob o assento, o que dificulta um pouco o abastecimento.

A boa condição de pilotagem deve-se à distância entre eixos de 1.280mm, aliada ao chassis do tipo “Underbone” de aço tubular, garantindo muita rigidez e leveza ao conjunto e baixo centro de gravidade. Contribui, também, as rodas de liga leve com cinco raios, aro de 16 polegadas, pneus 70/90 36P na dianteira e 80/90 43P na traseira e ao ângulo de caster, de 25º e o trail de 112mm, proporcionam uma fácil maneabilidade e segurança. Os comandos estão bem localizados e oferecem bom posicionamento e visualização.

A suspensão dianteira é composta por dois garfos telescópicos com  90mm de curso, e a suspensão traseira possui dois amortecedores com 75mm de curso. Acredito que a calibragem da suspensão dianteira deva ser feita pela fábrica, pois a frente mergulha muito rápido em situações de frenagem forte e o fim de curso chega de forma abrupta.

O motor é um monocilíndrico de quatro tempos, refrigerado a ar, 114cc, OHC ( Over Head Camshaft), duas válvulas,  com potência de 8,3 cv a 8.000 rpm, torque de 0,80 Kgf.m a 7.000 rpm. A alimentação é feita por um carburador BS 25 Mikuni com afogador eletronicamente assistido. A partida é feita por pedal e/ou elétrica. Como em todos os scooters, é necessário acionar um dos freios para que se possa ligar o motor, pois a característica desses modelos é sempre estar “engatado”.

O sistema de transmissão é CVT (Continuously variable transmission) –  transmissão continuamente variável, por polias e correia: é só ligar o motor e acelerar não necessitando, assim, troca de marchas. O bom rendimento do motor deve-se, em parte, a esse sistema que permite maior aproveitamento das rotações nas diversas fases de aceleração.

A Yamaha Neo AT115 é equipada com freio a disco de 220mm de diâmetro na dianteira e tambor de 130mm de diâmetro na traseira. Quando o conjunto á acionado, garante uma parada segura, porém, como em todo scooter, deve-se ter cuidado, pois tem a característica de mergulhar rapidamente a frente.

Com uma boa ciclística, o pilotar é muito prazeroso. A Yamaha Neo AT115 é um veículo versátil para o deslocamento urbano, o funcionamento do motor e CVT são silenciosos e possui boa estabilidade. A surpresa fica por conta do desempenho do motor que, apesar de possuir apenas 115cc, comporta-se muito bem e não faz feio frente às demais motocicletas de 125cc, garantindo boa arrancada nos faróis e acompanhamento do fluxo de veículos. Nota-se, entretanto, o erro de marcação do velocímetro que indica como velocidade máxima um pouco mais de 120 Km/h, erro de aproximadamente 10%, mas o scooter chega facilmente a 95 Km/h.

Em pisos muito irregulares deve-se tomar cuidado ao trafegar, pois a suspensão dianteira chega facilmente no fim de seu curso e pode-se perder o contato com o solo facilmente pela rigidez da suspensão traseira. Com o garupa a bordo, esse comportamento é compensado favoravelmente. Ainda assim, é um veículo muito ágil e de fácil condução para pilotos inexperientes.

Como item de segurança, o modelo deveria ter sido equipado com dispositivo de corte de ignição quando está apoiado em seu descanso lateral, pois acidentes com scooters ocorrem muitas vezes quando se está parado e com o motor ligado: alguém chega e, inadvertidamente, acelera o motor e fatalmente o veículo dispara sem condutor. Outro ponto seria um dispositivo sonoro quando se aciona os sinalizadores de direção, que por vezes não conseguimos visualizar no painel de instrumentos as luzes de funcionamento dos piscas.

Nossa avaliação durou cerca de dois meses e foram rodados mais de 2.500 quilômetros. O consumo médio foi de 29 km/l. Não foram detectados quaisquer problemas relativos a ruído nas carenagens, suspensões, motor, eficiência dos freios, consumo exagerado de combustível e óleo nem desgaste prematuro dos pneus.

Especificações técnicas

Comprimento total –  1.935 mm
Largura total –  685 mm
Altura total –  1.090 mm
Altura do assento –  770 mm
Distância entre eixos –  1.280 mm
Altura mínima do solo –  117 mm
Peso seco –  103 Kg
Motor 4 tempos, OHC, refrigerado a ar, 2 válvulas
Quantidade de cilindros –  1 cilindro
Cilindrada usual –  115 cc
Diâmetro x curso –  50,0 x 57,9 mm
Taxa de compressão –  8.8:1
Potência máxima –  8,3 cv a 8.000 rpm
Torque máximo –  0,8 kgf.m a 7.000 rpm
Sistema de partida –  Elétrica e Pedal
Sistema de lubrificação –  Cárter úmido
Capacidade do óleo motor – 0,9 litros
Capacidade do tanque de combustível (reserva) –  4,8 litros
Alimentação –  Carburador BS 25 Mikuni
Sistema de ignição –  CDI
Bateria –  12 V x 7 Ah
Transmissão primária –  CVT
Transmissão secundária –  Engrenagens
Embreagem –  Automática
Câmbio –  Automático
Quadro –  Underbone
Ângulo de cáster –  25º
Trail –  112 mm
Pneu dianteiro –  70/90 – 16 36 P
Pneu traseiro –  80/90 – 16 43 P
Freio dianteiro –  Disco de 220 mm de diâmetro
Freio traseiro –  Tambor de 130 mm de diâmetro
Suspensão dianteira –  Garfo telescópico
Suspensão traseira –  Braço oscilante, bi-choque
Curso da suspensão dianteira –  90 mm
Curso da suspensão traseira –  75 mm
Painel de instrumentos –  Velocímetro, hodômetro, medidor do nível de combustível, indicador do farol alto, indicador de direção e indicador de anomalia da ignição
Cores –  vermelha, prata e preta

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5 comentários

  1. carlos alberto carneiro vale

    deveriam voltar a frabricar esta excelente moto e muito eficiente em todos os sentidos e muito segura por sinal e agil…

  2. carlos alberto carneiro vale

    tenho uma 2010 e uma moto expetacular muito boa mesmo excelente nunca vi igual…

  3. Tenho uma a 5anos e nao me da dor de cabeça fiquei triste em saber que não estão fabricando mais.

  4. verdade devia voltar a fabrica essa moto

  5. Essa scooter, pelo que eu lé, teve a fabricação interrompida, por isso que não comprei, mas estou vendo gente comprando mesmo assim, pois ela parece ser uma boa scooter. Porque a yamaha não volta a fabrica-la, e faz propaganda para ser mais conhecida.

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