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Yamaha Super Ténéré 1200 … avaliamos!

Introduzido em 1980, a Super Ténéré e seu irmão de único cilindro, encontraram o sucesso em competições como o Paris-Dakar.

Após os anos de glória, e da evolução das mais poderosas motos de um cilindro, a Yamaha interrompeu a fabricação da sua bi-cilíndrica.

Mas as big-trail têm uma longa tradição e continuam muito popular na Europa, perfeito para qualquer viagem rodoviária, passeios longos ou simplesmente andar no dia-a-dia.

A nova Super Ténéré se destaca em todos estes ambientes, mas também incorpora avanços tecnológicos como o controle de tração, ABS com acionamento combinado e acelerador-by-wire (sem cabos).

Nosso contato com a Super Ténéré nos levou a uma viagem até a cidade de Campos do Jordão, uma viagem de aproximadamente 460 km (ida e volta). A viagem foi muito prazerosa e pudemos avaliar todas as qualidades (e defeitos) da motocicleta.

Vamos começar com o novo motor. Um bi-cilíndrico paralelo de 1199cc, DOHC e injeção de combustível, potência máxima de 110 cv a 7.250 rpm. Possui uma ampla e suave curva de torque, o que proporciona uma aceleração rápida. O consumo médio de toda a avaliação foi de 15,7 km/l com autonomia teórica de 361 km proporcionada pelo grande tanque de 23 litros.

O motor incorpora também veios de equilíbrio para minimizar a vibração. O projeto de cárter seco permitiu uma colocação mais baixa do motor. Apesar do tamanho e do peso da Super Ténéré, ela parece muito mais leve do que realmente é.

Surpreende a ergonomia ajustável, em forma de duas alturas do assento (845 mm e 870 milímetros), que atende em parte a dificuldade dos pilotos com menos de 1,70 m em apoiar os pés no chão. Eu com 1,85 m consigo apoiar os dois pés inteiros no chão com o banco na posição mais baixa.

Como as superesportivas R6 e R1, a Super Ténéré tem o sistema YCC-T (acelerador-by-wire), que monitora a posição do acelerador a cada milissegundo. Com isso temos uma melhor resposta da aceleração, que sempre trabalha de forma otimizada.

O sistema incorpora um controle de tração avançado que conta com três modos selecionáveis. O primeiro impede praticamente todas as derrapagens da roda traseira mesmo com a moto enclinada, ótimo para uso na chuva, enquanto outro permite uma derrapagem moderada, ideal para o dia a dia com tempo seco e o fora de estrada, e finalmente o terceiro que é o controle desligado por completo.

A Super Ténéré também apresenta o mapeamento selecionável do motor, o D-MODE ,incluindo o “S” (para o esporte) e “T” (para turismo). O modo Sport proporciona resposta de aceleração e potência máximas, enquanto que o modo de turismo é um pouco mais relaxado e suave. Pessoalmente, eu prefiro a modalidade do esporte que, combinado com o sistema de controle de tração, permite uma experiência segura e divertida.

O sistema de freios com ABS combinado é realmente excepcional. Um programa de computador monitora constantemente a velocidade da motocicleta, a desaceleração e as taxas de derrapagens, além da velocidade da roda para determinar o ponto em que elas estão prestes a perder tração.

O sistema também atua como um distribuidor de força de frenagem entre os freios dianteiro e traseiro, quando o manete do freio dianteiro é utilizado (usando primeiro o freio traseiro o sistema combinado é desativado e permite que o piloto controle os dois de maneira independente). Em geral, um sistema muito complexo que realmente funciona bem e transmite confiança ao piloto.

A Yamaha manteve uma curta distância entre eixos para este tipo de motocicleta, aumentando a agilidade, tendo também um grande esforço para baixar o centro de gravidade e centralizar as massas.

A Ténéré usa em sua estrutura o aço ao invés do alumínio, isso para um melhor controle no uso severo, tendo em vista que o aço é mais maneável e absorve melhor a vibração e os choques no fora de estrada.

A suspensão teve um bom desempenho em todo o trajeto. O garfo dianteiro invertido com 43 milímetros fizeram o trabalho de absorver as irregularidades do asfalto, principalmente as do trecho da serra em direção a Campos do Jordão.

Ele é totalmente ajustável na pré-carga e compressão, e utiliza uma roda dianteira de 19 polegadas – melhor para off-road do que a de 17 polegadas usada nas esportivas.
O amortecedor traseiro é ajustável na pré-carga através de um botão localizado na lateral e ao alcançe das mãos.

Seu painel é completo e possui computador de bordo que indica o consumo imediato e médio, além de todas as informações “comuns” como hodometros, combustível, relógio, etc, faltando somente o indicador de marchas. Uma boa surpresa é a presença de uma tomada para ligar o GPS. Os punhos tem os botões nas posições “normais” e todos eles tem fácil acesso incluindo o lampejador de farol alto e um útil pisca-alerta.

Útil também é o cavalete central que ajuda na hora de prender a bagagem na motocicleta. O bagageiro é grande e permite prender facilmente a mochila ou qualquer tipo de mala. Os bonitos baús em alumínio são opcionais e não estavam instalados na unidade testada.

A posição de pilotagem é confortável assim como a do garupa, o banco tem uma generosa espuma e permite rodar por horas sem parar ou cansar, ajudado pelo grande para-brisa que desvia totalmente o vento. Mas um item fez – muita – falta na gelada cidade de Campos do Jordão, o aquecedor de manopla que em conjunto com o protetor de mão manteria as mãos quentes.

A verdade é que a nova Super Ténéré me surpreendeu. Depois de pouco mais de 800 km entre viagens e uso urbano posso dizer que a Yamaha produziu uma ótima big-trail.

por Claudinei Cordiolli

A primeira vista, seu porte imponente impressiona e intimida. Ao nos acomodarmos no assento, tomamos conta dos controles, acionamos o motor e partimos para uma descoberta muito agradável.

Trata-se de uma motocicleta muito potente, com grande torque e muito dócil de se pilotar. O lugar do piloto, regulável, permite que até as pessoas de menor estatura se acomodem bem e fiquem confortáveis.

A surpresa fica por conta quando se anda no trânsito urbano: sempre pensamos, quando vamos ingressar nos “corredores” entre os carros, será que vai dar? Sim, é assustadoramente possível o tráfego nessas condições. Sua altura permite que passemos acima dos retrovisores dos carros de passeio. O cuidado fica por conta quando nos deparamos com veículos SUVs e Vans, pois o guidão certamente atingirá o espelho desses automóveis. Apesar de suas dimensões, é uma motocicleta ágil.

A XT 1200Z tem a proposta de ser uma motocicleta de aventura e, para pilotos que gostam de curtir esse estilo, certamente não irão se decepcionar. Apesar de ter utilizado por um curto período de tempo e poucos quilômetros de estrada, nota-se que é um conjunto com mecânica confiável, uma motocicleta equilibrada que nos proporciona e nos proporcionará momentos de puro prazer,  quer seja em estradas asfaltadas com retas e serras, quer seja em estradas de terra.

Talvez este seja um novo capítulo no desenvolvimento das motocicletas de aventura. A XT 1200Z Super Ténéré, certamente fará parte dessa história. A mim, coube apenas ficar na saudade e aguardar uma próxima oportunidade para avaliá-la por mais tempo e mais detalhadamente extraindo, assim, todo seu potencial.

por Hilwaldo França

 

Ficha Técnica

Comprimento total 2,255 mm
Largura total 980 mm
Altura total 1.410 mm
Altura do assento Ajustável 845-870 mm
Distância entre eixos 1.540 mm
Altura mínima do solo 205 mm
Peso total (ordem de marcha) 261 kg
Motor Tipo refrigeração líquida, 4 tempos, DOHC, 4 válvulas, injeção de combustível, dupla ignição
Quantidade de cilindros 2 cilindros em linha
Cilindrada real 1199cc
Diâmetro x curso 98 x 79.5 mm
Taxa de compressão 11.0:1
Potência máxima 110 cv a 7.250 rpm
Torque máximo 11.6 kgf.m a 6.000 rpm
Sistema de partida Elétrica
Sistema de lubrificação Cárter seco
Capacidade do óleo do motor 4,2 litros
Capacidade do tanque de combustível 23 litros
Alimentação Injeção de eletrônica
Sistema de transmissão Permanentemente engrenada, 6 velocidades
Transmissão final Cardan
Quadro Backbone em aço
Pneu dianteiro 110/80R19M/C 59V
Pneu traseiro 150/70R17M/C 69V
Freio dianteiro discos duplos, hidráulicos tipo “wave” de 310 mm ABS/ Sistema de Frenagem Unificado
Freio traseiro Disco hidráulico tipo “wave” de 282 mm
Suspensão dianteira Garfo telescópico, tubo de 43 mm, pré-carga ajustável, amortecimento de compressão e retorno
Suspensão traseira Mono-amortecedor, ajustável para pré-carga e retorno
Curso da roda dianteira 190 mm
Curso da roda traseira 190 mm
Painel de Instrumentos Computador de bordo onde todas as informações necessárias estarão disponíveis à sua vista. O consumo médio e instantâneo de combustível, temperatura do líquido refrigerante, Temperatura de entrada de ar, Odômetro TCS D-Mode, trip1, trip2, F-Trip, Tomada de 12 Volts. Controle de tração YCC-T, D-Mode (moto touring e modo sporting)
Cores Azul

Sobre * Equipe MOTONAUTA

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2 comentários

  1. ainda eu vo te uma nao se como mais eu vo te

  2. tenho uma bmw gs-800 quero trocar em uma 1200 qual o valor da nova

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