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Yamaha XJ6F … avaliamos!


Em 2010 a Yamaha, com uma diferente estratégia de marketing, retirou do mercado suas motos de 600cc Premium, diga-se FZ6 e Fazer 600 que não alcançaram vendas expressivas, e lançou no Brasil a XJ6 naked e a XJ6F carenada, modelos de entrada para quem procura sua primeira tetracilindrica.

Um pouco de história

Sua história começou ainda na década de 80, mais exatamente em 1984 quando era conhecida também como Diversion XJ600S.

Ela foi produzida até o ano de 1991 com um motor de 598cc, refrigerado a ar com 4 cilindros em paralelo, 8 válvulas (duas por cilindro) e 61 cv, grande, confortável e ergonômica como uma sport-touring, quando sua produção na Europa foi encerrada.

Entre 1992 e 2003, ela continuou a ser produzida nos EUA sofrendo pequenas alterações estéticas e com a inclusão do segundo disco de freio no ano de 1998. O fim de produção aconteceu por conta da introdução da FZ6 em 2004 a fim de ser mais competitiva. Esta foi a última vez que se ouviu falar da linha XJ600 até 2009, quando foi relançada na Europa.

A nova XJ6

A versão avaliada foi uma XJ6F com pouco mais de 12 mil quilômetros rodados, portanto já amaciada, e utilizamos, assim, todo o potencial da motocicleta pelos 1750 km que rodamos.

Seu motor é uma versão reeditada da descontinuada Yamaha FZ6, que por sua vez é de uma versão anterior, a Yamaha R6. As alterações começam com uma nova cabeça de cilindro, comando de válvulas de desempenho mais suave, válvulas remodeladas, novos pistões forjados, entre outras alterações.

Alimentada por um novo sistema de injeção de combustível de menor diâmetro (32 mm ante os 36 mm da FZ6), utiliza ainda um escapamento com catalisador de três vias.

Uma embreagem nova e um novo escalonamento de marchas fazem com que ela tenha trocas mais suaves e mais fáceis quando comparada com a FZ6. Todas estas alterações foram realizadas para tornar a Yamaha XJ6 mais dócil e fácil de usar.

Sua potência e torque também são menores que a da FZ6 (98 cv e 6,44 Kgf.m contra 77,5 cv e 6,09 Kgf.m), mas a faixa útil é entregue um pouco mais cedo, entre 2000 rpm e 1500 rpm, o que facilita sua utilização urbana.

Em velocidades muito baixas usando a sexta marcha a resposta do acelerador é lenta, porém progressiva quando se “abre o gás”, mas com o aumento da velocidade e o motor girando mais alto ela embala e mostra bom fôlego. No geral, o motor é bom, equilibrado, silencioso e tem muita energia se você souber aproveitar a sua faixa útil que está entre 8500 rpm e 10 mil rpm.

A suspensão proporciona um rodar suave, mas bem controlado; porém em ruas e estradas em má conservação, a traseira tende a “quicar” por conta do retorno um pouco brusco da suspensão traseira que conta somente com ajuste na pré-carga. Os garfos dianteiros (sem regulagens)  tendem a comprimir muito durante as frenagens fortes, embora os freios pudessem ser um pouco mais modulares.

Ela é um pouco menos ágil que a XJ6 naked já que exige um pouco mais de força no guidão por conta do maior peso concentrado à frente, o que pode influenciar na escolha de uma ou outra versão.

O farol de 55/60 watts ilumina muito bem o caminho e tem boa dispersão lateral. A carenagem desvia o vento de forma eficaz e gera pouca turbulência, o que favorece o piloto que busca uma moto para viagem.  Seu painel é bonito e completo e parecido com o da FZ6. Já os punhos de luz têm boa ergonomia e acabamento com lampejador do farol alto, pisca alerta, além dos comandos usuais.

Chama a atenção seu escape dobrado ordenadamente e fora de vista, passando por baixo do motor, um estilo sofisticado. O quadro tubular de aço e a balança traseira quadrada não mostram a mesma sofisticação, indicando que o projeto também queria contemplar uma fatia de custos mais baixos.

Pilotos mais baixos, homens ou mulheres irão apreciar o banco, que é estreito na frente, além de ser baixo, o que possibilita “plantar” os dois pés no chão com facilidade. Por outro lado, os pilotos altos ficarão com os joelhos doloridos depois de muitas horas de pilotagem seguidas.

Avaliação Dinâmica

Em nosso circuito de avaliações (clique aqui e conheça) a XJ6F obteve um consumo médio de 22 km/l, o que é uma excelente marca para uma tetracilindrica de 600cc. Seu tanque de 17,3 litros proporciona uma autonomia teórica de 380 km sem abastecimentos.

Veja como ela se comportou nas mais variadas condições:

Serras

A XJ6F teve sua ciclística levada ao extremo neste ambiente, o chassi não sofreu nenhuma torção que trouxesse desconforto ou perigo, somente uma leve tendência a sair de frente, mas facilmente controlada. O bom posicionamento do piloto permitiu fazer o pendulo rapidamente de um lado para o outro para compensar o peso excessivo da motocicleta. Já o freio traseiro se mostrou pouco sensível e trava com facilidade nas frenagens mais fortes.

Estradas Secundárias

Neste ambiente, as pequenas retas e curvas de raio médio foram contornadas com firmeza e sem sustos. Somente nas curvas rápidas com asfalto em más condições, a suspensão traseira chegou a perder contato com o asfalto e fez a adrenalina disparar.

Auto Estradas

Aqui a XJ6F mostrou grande diferença em comparação com sua irmã naked. É possível manter uma boa velocidade de cruzeiro por longos períodos por conta da boa proteção aerodinâmica, sem forçar os braços, e auxiliados pelo bom conforto proporcionado pelo banco.

Cidade

Mais uma vez a XJ6F se saiu bem. Mesmo com os retrovisores presos à carenagem, eles passam por cima dos retrovisores dos carros e com sua carenagem delgada consegue enfrentar até corredores estreitos. A única ressalva é quanto ao arranque um pouco lento por conta do pouco torque abaixo dos 5 mil rpm.


Garupa

Em uma viagem de 360 km no estilo bate e volta, minha garupa reclamou da pouca espuma do seu banco além de ter um formato triangular, o que gerou um desconforto nas partes baixas no uso prolongado.

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Veredicto Geral

A nova Yamaha XJ6 F é mais prazerosa, mais fácil de pilotar e mais bonita do que a boa e velha versão do final dos anos 80 e início dos anos 90. Mas, assim como a original, oferece diversão, é prática e, acima de tudo, é acessível.

É fácil de pilotar, por isso é perfeita para novos pilotos à procura de sua primeira moto “grande”, confortável o suficiente para fazer viagens sem cansar ou mesmo buscar uma serra sinuosa e ter um pouco de diversão.

Ficha Técnica

Comprimento total

2.120 mm

Largura total

770 mm

Altura total

1.185 mm

Altura do assento

785 mm

Distância entre eixos

1.440 mm

Altura mínima do solo

140 mm

Peso seco

196 Kg

Peso (ordem de marcha)

215 Kg

Motor

4 tempos, DOHC, refrigerado a água

Quantidade de cilindros

4 cilindros, 4 válvulas

Cilindrada real

600 cc

Cilindrada usual

600 cc

Diâmetro x curso

65,5 x 44,5 mm

Taxa de compressão

12,2+ 0,4 ; 1

Potência máxima

77,5 CV a 10.000 rpm

Torque máximo

6,09 Kgf.m a 8.500 rpm

Sistema de partida

Elétrica

Sistema de lubrificação

Cárter úmido

Capacidade do óleo do motor

3,4 litros

Capacidade do tanque de combustível

17,3 litros

Sistema de Alimentação

Injeção Eletrônica

Sistema de ignição

TCI

Vela

CR 9E

Bateria

12V x 10Ah

Transmissão primária

Engrenagens

Transmissão secundária

Corrente

Relação de redução primária

1.955 (86/44)

Relação de redução secundária

2.875 (46/16)

Embreagem

Úmida, disco múltiplo – mola helicoidal

Câmbio

6 velocidades, engrenagens constante

Relação da marcha 1

2.846 (37/13)

Relação da marcha 2

1.947 (37/19)

Relação da marcha 3

1.556 (28/18)

Relação da marcha 4

1.333 (32/24)

Relação da marcha 5

1.190 (25/21)

Relação da marcha 6

1.083 (26/24)

Quadro

Tubular em aço – tipo “diamond”

Ângulo de cáster

26º00’

Trail

103,5 mm

Pneu dianteiro

120/70 ZR17M/C (58W)

Pneu traseiro

160/60 ZR17M/C (69W)

Freio dianteiro

Disco duplo hidráulico / 298 mm

Freio traseiro

Disco hidráulico / 245 mm

Suspensão dianteira

Garfo telescópico

Suspensão traseira

Braço oscilante, monocross

Curso da suspensão dianteira

130 mm

Curso da suspensão traseira

130 mm

Lâmpada do farol

60/55 W

Lâmpada da lanterna traseira

21W/5 W

Lâmpada do pisca

10W

Painel de Instrumentos

Painel digital – velocímetro, hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), mais hodômetro do combustível (f-trip), marcador do nível de combustível e relógio digital. Luzes espiãs – conta-giros analógico

Cores

Preto

§

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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18 comentários

  1. Excelente materia porem a quantidade de oleo do carter esta errada sao 2,8 litros incluindo o filtro.

  2. tenho uma xj e coloquei escap velas e filtro posso afirmar com certeza q depois q coloquei o filtro ela perdeu a potencia de velocidade final com certeza esta faltando combustivel pois esta tendo mais ar do q combustivel penso em colocar um rapid bike qual devo usar?? sera q resolveria meu problema??c alguem tiver alguma dica m informe por favor obrigado. wsbogas@gmail.com

  3. Pode até ser uma boa moto mas não vale o preço, e não chega aos pés da Fazer 600, a verdadeira naked da Yamaha!!!

  4. gostaria de saber quantos km faz uma XJ 600 4 cilindro em media de gas,e as peças sao faceis de encontrar e a manunteçao dela como e quie e?

  5. Patrick a moto xj6f é boa na estrada na cidade e no campo e tambem muito bonita.
    um abraço

  6. Tenho uma e assino embaixo!!!
    Avaliação perfeita!!!
    abraços

  7. Gostei muito das infos obtidas, estou com duvidas entre qual escolher xj6f ou suzuki GSX650F …. gostaria de saber de quem possui xj6 F …. na cidade tranquilo manobrar etc ? Obrigado !

  8. Ivan Rodrigues da, Silva

    Olha! Um dos melhores e mais completos comentários à rspeito de um veículo.Comprometimento de A a Z para com quem está comprando,ou já comprou,( vide comentários)e, com quem está vendendo. Parabéns ao comentarista.Quem, com todo respeito, acha que a moto é para rodar somente à 120 Km, tudo bem. Experimente cair dela à esta velocidade…Ou, de uma competente CG. E olhe que a XJ, beira os 230 Km. Tudo bem, estou aqui para agradecer as dicas, como um motociclista de 60 anos, dono de uma Drag Star, por sinal maravilhosa mas, que quer ainda conhecer emoções um pouco mais fortes,sem os exageros,de motos mais compatíveis com a competência e força dessa nossa juventude maravilhosa. Dentro desta proposta modesta acha que, já me decidi.XJ6F. Um abraço!

  9. Fabiano Toledo

    Miguel…não foi muito feliz em seu comentário, pois se fosse para rodar na média de 120km/h eu compraria uma CB300 ou uma Ninjinha, pagaria metade do preço de uma XJ6f.

    Quem compra uma Ferrari ou um Corvete para rodar na faixa de 120km/h ????

    Quem gosta de motos esportivas gosta de velocidade, agora se você falasse em acelerar em locais certos como nos autódromos, ai sim, concordaria contigo.

    —-Fabiano Toledo—-
    Insane Riders Race Team

  10. Comprei uma xj6f, estou aguardando a chegada dela la pra o dia 31-05-2011, estou muito ancioso e a cada comentário que leio fico mais ainda. Serar que ela e bôa mesmo? Fico sempre com essa pergunta dentro de mim
    só quando ela chegar e eu andar um poco nela verei realmento se é mesmo shou de bola como dizem.

  11. EU COMPREI UMA XJ6F. ESTOU AGUARDANDO SUA CHEGADA. ESPERO TER FEITO BOA ESCOLHA. QUANTO A AVALIAÇÃO – FANTÁSTICA! A MELHOR QUE EU VI NA WEB. PARABÉNS PELO SITE.

    GOSTARIA NDE VER UMA COMPARAÇÃO ENTRE A XJ6 E A HORNET.

    ABRAÇO

  12. XJ6F.
    Já rodei 200km com a moto,e espetacular.
    Li o comentário do Luis Vale com relação ao pneu + largo,não sou especialista no assunto,mas a recomendação do fabricante e não trocar os pneus por medidas diferentes,eles poderão estourar em altas velocidades.

  13. AMIGOS, TENHO UMA XJ6 F E GOSTO DE ANDAR FORTE, FIQUEI MUITO EM DÚVIDA SOBRE O PNEU TRASEIRO ( POIS ELA REALMENTE TENDE A SAIR EM ALTA ), MAS ACABEI COLOCANDO UM PNEU MAIS LARGO (180), E ESTOU GOSTANDO MUITO. ME SINTO MAIS PREGADO NO CHÃO NAS CURVAS. MAS ME DISSERAM QUE COM O USO O PNEU FICA QUADRADO E PREJUDICANDO NAS CURVAS, ISSO PROCEDE ? AGRADEÇO A QUEM ME DER UMA OPINIÃO CONSISTENTE.

  14. Acabei de comprar a Xj6f,devo receber a moto na quarta feira 06/04/2011,espero ter feito uma boa compra,30 anos de moto.

  15. REALIZEI MEU SONHO, COMPREI UMA MOTO LINDA, MUITO BOA VALEU A PENA.TENHO 36 ANOS E ESTOU SATISFEITO.

  16. João Conte

    Adquiri uma e posso afirmar que é excelente em todos os segmentos. Valeu a pena…Eu assino e recomendo…

  17. Comprei a xj6F em dezembro, está com 1400 km. Já fiz 1200 na estrada, mas o consumo ainda está alto, não chega a 20 km/l, pode ser porque não está amaciada.
    A moto é fantástica, boa de pilotar. Qto à potência, está ótima, não precisa mais cavalaria, 77 cv está bom, anda com segurança 100-120 e não leva multa nem pontos.
    Nada de loucura no trecho, a morte anda bem perto da velocidade. 30 anos de moto. Aquele abraço.

  18. Avaliação cita variáveis que eu não havia visto em várias outras. Valeu a pena a leitura.

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