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Yamaha XT660R … avaliamos!

Nos últimos anos temos visto diversos lançamentos na categoria de scooters e de uso misto.

As motocicletas de uso misto foram feitas lhe levar até o fim do mundo e voltar. Como um “burro de carga” deve levar tudo o que você precisa para sobreviver em qualquer ambiente com nenhuma falha mecânica.

A gama de motos de uso misto nunca foi tão grande e todos têm algo a oferecer. BMW, Honda, Kawasaki, Suzuki, Triumph e agora a própria Yamaha com a Família Ténéré.

Na categoria off-road (ou menos on mais off) a Yamaha tem estado tranquila há algum tempo. No Brasil a XT660R reina praticamente sozinha, tendo mais concorrentes pela faixa de preço do que na categoria.

Seu estilo satisfaz o gosto off-road e muita gente gosta de parar as motos nos “points” para mostrar que gosta de rodar por caminhos difíceis.

O moderno motor tem um som forte e abafado, transpira torque e parece sempre pronto para subir uma parede. Eu particularmente gosto.

O painel de LCD é pouco atraente, mas parece muito robusto. O para-brisa é pequeno demais para ser de alguma utilidade e o vento sempre bate de frente no peito.

As pedaleiras e descanso lateral não passam muita robustez em sua qualidade de construção, mas o resto da moto é bem robusto.

Os escapes duplos permanecem com visual moderno mesmo depois de tantos anos sem grandes alterações. Eles são responsáveis pelo som agradável quando viramos o acelerador.

Principalmente quando estamos parados conseguimos apreciar melhor o seu assento largo e macio. Ele realmente é o seu melhor amigo ao rodar e a moto é bastante confortável no geral.

O tanque é grande entre as pernas, mas sem exageros e, embora o banco suba no tanque em um ângulo que parece hostil você ainda pode ficar muito mais à frente sem ele ficar desconfortável.

Vamos rodar…

O motor injetado da XT660R tem funcionamento suave e muita força já a baixos giros. Ele não atinge altas rotações e o motor “acaba” rapidamente, entretanto é muito divertido em sua faixa útil e é suficiente para manter boa velocidade de cruzeiro. Uma queixa sobre o motor é que quando você atinge altas rotações a moto começa a vibrar em todo o chassi e guidão incomodando nos trechos mais longos.

A moto é estável na estrada quando guiada dentro dos limites, se forçado o ritmo a frente fica leve, nada que traga perigo, somente a sensação de que a frente está boba.

Na terra ela consegue absorver muito bem os buracos e somente nas maiores crateras a suspensão se mostra muito macia e devemos evitar abusar. Mesmo assim ela é fácil para ser domada e muito divertida de pilotar em estradas de terra e cascalho.

Ela não é uma moto 100% off-road e tem apenas 210mm de distancia do solo, portanto não abuse e nem faça saltos com ela, com 172kg a seco ela bate no final da suspensão e pode levar você ao chão.

Subir e descer alguns morros é fácil e divertido, mas pude sentir o peso da motocicleta principalmente das frenagens. Falando em freios, o dianteiro mostrou uma boa “pegada”, já o traseiro mostrou-se um pouco borrachudo.

Na cidade o largo guidão bate nos retrovisores dos carros, os comandos estão bem dispostos e tem fácil acesso. Os retrovisores são bem posicionados e oferecem uma ótima visão. O grande ângulo de esterço possibilita costurar pelos corredores sem nenhum problema.

É possível trafegar na cidade sem se preocupar com nenhum buraco, lombadas e até mesmo alagamentos que atinjam a altura do eixo da roda. Também não é exagero dizer que a motocicleta sobe e desce escadarias (como já presenciei com algumas unidades utilizadas pela polícia).

Enfim, uma ótima motocicleta para o dia a dia urbano tendo o único incomodo no calor produzido pelo motor quando em congestionamentos.

O consumo durante todo o teste foi de 20,3 km/l, sendo 19,4 km/l na estrada e chegando a 22,6 km/l na cidade.

Em resumo a XT660R é perfeita para quem trafega em estradas de terra regularmente, utiliza no dia a dia urbano e ainda para pequenas e médias viagens.

Ficha Técnica

Comprimento total 2.240 mm
Largura total 845 mm
Altura total 1.230 mm
Altura do assento 865 mm
Distância entre eixos 1.505 mm
Altura mínima do solo 210 mm
Peso seco 165 Kg
Raio mínimo de giro 2,40m
Motor 4 tempos, OHC, refrigeração líquida, 4 válvulas
Quantidade de cilindros 1 cilindro
Cilindrada 660 cc
Diâmetro x curso 100,0 x 84,0 mm
Taxa de compressão 10,0:1
Potência máxima 48 cv a 6.000 rpm
Torque máximo 5,95 kgf.m a 5.250 RPM
Sistema de partida Elétrica
Sistema de lubrificação Cárter seco
Capacidade do óleo do motor 2,90 litro
Capacidade do tanque de combustível (reserva) 15 litros
Alimentação Injeção Eletrônica
Sistema de ignição ECU
Bateria 12 V x 8 Ah, selada
Transmissão primária Engrenagens
Transmissão secundária Corrente
Embreagem Multidisco banhado a óleo
Câmbio 5 velocidades, engrenamento constante
Quadro Diamond
Ângulo de cáster 27,25°
Trail 107 mm
Pneu dianteiro 90/90-21 M/C 54 S
Pneu traseiro 130/80-17 M/C 65 S
Freio dianteiro Disco tipo flutuante de 298 mm de diâmetro, acionamento hidráulico.
Freio traseiro Disco de 245 mm de diâmetro, acionamento hidráulico.
Suspensão dianteira Garfo telescópico, mola e óleo
Suspensão traseira Braço oscilante, monocross
Curso da suspensão dianteira 225 mm
Curso da suspensão traseira 200 mm
Painel de Instrumentos Velocímetro, hodômetro total, hodômetro parcial e relógio. Indicador de: sistema de imobilização, temperatura do motor, nível de combustível baixo, farol alto, pisca, pisca alerta, neutro.
Cores Azul e preta

Sobre Claudinei Cordiolli

Analista de Negócios formado pela Unibero, empresário no ramo de ERP´s para o setor Imobiliário. Participação em diversas provas de Enduro no final da década de 1990 e início dos anos 2000 mudou para a pilotagem esportiva onde continua pilotando (mas não competindo) até hoje. Apaixonado por Fotografia fez trabalhos para diversos sites e para o Jornal Diário de São Paulo. Hoje faz fotografia esportiva para a Taça São Paulo de Supermoto e trabalhos de freelancer. Atual colunista do site Motonauta para a seção de Avaliações e alguns editoriais sempre apresentando ao público sua opinião sem ter o "rabo preso" com nenhum fabricante ou marca.

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21 comentários

  1. adel ribeiro

    muito linda quero uma pra minhas viagens acho na medida pra min

  2. Não existe outra moto melhor! Essa é A MOTO!

  3. Parece ser una moto muito confortavel e rapida, potente porem receio que o custo beneficio sje mto caro!!!

  4. Um sonho, uma delícia de moto.

  5. alexandre leite

    vale a pena equipar a motocicleta XT660r para viagens longas com um bolha extendida e com o protetor de carter e de bomba d’agua na pratica? o uso de mata cachorro frances é indicado?

  6. Ocimar Santin

    Boa noite . Preciso encontrar pecas para minha XT . Onde encontro pecas baratas ????

  7. show de bola essa moto tenho uma e sou muito feliz com ela. quem nao gosta porque o guidao é largo, ou o motor vibra entao que compre uma bis!!kkkkkkkkk..

  8. Meu sonho é meter dois boca oito aí, e curti a trilha sonora do barulho.

  9. Gabriel,

    O texto fala claramente que não podemos fazer saltos com a motocicleta sob pena de a suspensão chegar ao final do curso. A XT660R é uma moto enduro e não cross. Ela aguenta saltos? Sim, mas depois o proprietário posta nos fóruns que a moto dele com 20 mil km está com retentores estourados, quadro rachado, etc.

    É possível fazer trilhas com ela também? Sim, desde que você não peque nenhuma grande erosão e enrosque o motor nas cavas. E outra, após alguns pequenos tombos comuns em trilha enlameadas estes 172kg parecerão bem mais pesados.

    Já vi vídeos de R1 com pneus com cravos fazendo trilha. Já vi R1 atravessando o deserto do Atacama nas estradas de rípio. Tudo é possível, mas concorda que está fora da utilização proposta pelo fabricante?

    Quanto a largura do guidão, a altura dele é exatamente na altura do retrovisor dos carros. Não tem nada a ver com a habilidade, só precaução. Em algumas motocicletas como a Kawasaki Versys e a Harley XR1200 o guidão passa por cima e por baixo respectivamente.

    Motores monocilíndrico de média e grande cilindrada vibram por característica, você sabe e eu sei, porém não são todos os leitores que sabem. Nem todos “respiram e vivem” motociclismo.

    Para finalizar, as avaliações do Motonauta sempre presam a utilização cotidiana (cidade) e viagens (estrada) de todas as motos que passam pela redação. Só apontamos as características dos modelos mesmo sabendo que aquele não é o ambiente de sua proposta.

    Obrigado pelas suas observações, elas são muito importantes para que possamos cada vez atender melhor as expectativas dos leitores.

  10. * Equipe MOTONAUTA

    Ola Carlos

    Não observamos isso e te digo mais, temos uma na redação e usamos diariamente !

    Muito obrigado pela participação

  11. Ficou para mim uma questão: esse escapamento alto, saindo nas nossas costas não produz um efeito de “defumação” do piloto e garupa? Vocês ficaram defumados?

  12. Muito boa a avaliação de vocês. Nada de textos longos, complexos e cansativos, somente o essencial. Muito bom para dar uma orientação para aqueles que pretendem adquirir este modelo.

  13. * Equipe MOTONAUTA

    Ola novamente Gabriel

    Vamos tentar te deixar feliz … somos pecadores pelas nossas próprias palavras,ok !

    Muito obrigado pela sua participação e um ótimo fim de semana

  14. Então significa que o problema não é o peso e sim a posição do motorista e o número de rodas? Pecando pelas proprias palavras novamente.

  15. * Equipe MOTONAUTA

    Ola Gabriel

    Antes de mais nada, agradecemos sua participação.

    O Motonauta prima em não fazer comparações, e disso não abrimos mão.

    Um Jipe faz sim off road com 2 toneladas mas sobre 4 rodas e com você dentro dele … confere ? … Essa sim foi uma triste comparação.

    Um forte abraço

  16. Se é possivel praticar off road em jipes que pesam quase duas toneladas, o que seria 172kg de uma moto? “o largo guidão bate nos retrovisores dos carros” perai, eu nunca vi guidão bater sozinho nos lugares ou sair voando por ai, o que bate o guidão, ou melhor, quem bate o guidão nos carros é um péssimo motoqueiro. Além disso, achar que uma moto com um cilindro nao vibra, é a mesma coisa do que vestir terno para praticar canoagem. O teste em si peca pelas proprias palavras, ejige de uma moto tais atributos que não são compativeis com sua natureza. Sugiro que vocês a comparem com motos da categoria dela, ao invés de fazer uma avaliação solta como essa.

  17. Karl Henry Veiss

    Poucos colunistas/escritores, têm a coragem de mencionar aquilo que realmente foi observado durante uma avaliação. É certo que trata-se de uma motocicleta bem equilibrada, porém noto, também, algumas falhas de construção e poderia haver maior zêlo em seu acabamento. Sempre se pode melhorar um produto a custo bem razoável. A crítica, bem elaborada, é extremamente salutar para que haja aprimoramentos nos produtos. Temos, por certo, exigir dos fabricantes maior qualidade em seus produtos e não mais aceitar tudo o que nos oferecem a preços exorbitantes. Nosso mercado precisa amadurecer e muito, sob o risco de apodrecer antes disso.

  18. Eu ando numa XT 660R 2008 e posso falar de algumas experiências com essa bruta que eu chamo de mimosa. A Mimosa tem bom torque e arrancada, mas na estrada acima dos 120km/h vibra bastante a ponto de dar trabalho na pilotagem. Em curvas ela pede um traçado diferenciado até pela sua ciclística.

    Independente disso, a XT não é uma moto 100% off ou on road, muito menos uma gran turismo. Na realidade ela é um misto de moto urbana e de asfalto onde preservou as características mínimas de cada estilo de pilotagem e terreno.

    Tem que ter muito cuidado com esta bruta, pois basta um vacilo pra ela assustar vc. No geral a XT660R é uma moto robusta, forte, com bom torque e arrancada, mas sem final.

    Na estrada, em viagens, ela responde bem e permite uma média boa e não é desconfortável quanto possa parecer.

    Eu costumo dizer que a Mimosa (sempre dou nome de mulher nas motos para que elas não me derrubem) que agora está revestida de fibra de carbono é uma moto bem bandida e que responde bem em todo tipo de terreno, menos em areia frouxa… aì ela afunda por conta do peso.

    No geral a Mimosa que já me pôs no chão por conta de um pneu furado ( ser com câmara é um risco para uma moto pesada como essa), a Mimosa pouco se avariou. Creio que se fosse outra o estrago seria bem maior.

    Abraços.

  19. Bernardo,

    Muito obrigado pela sua opinião.

    Os textos de avaliação do Motonauta apontam todas as características da motocicleta, sejam elas boas ou ruins. Sem rabo preso com nenhum fabricante.

    Nenhuma motocicleta é perfeita, caso contrário teríamos somente um modelo no mercado e de um único fabricante.

    Textos que falam somente bem de um modelo são chamados de Press-Release, eles são enviados pelos fabricantes e só apontam os itens positivos. Uma avaliação deve transmitir ao leitor todo o feedback que o tester teve nos ambientes onde a motocicleta foi utilizada.

    Atenciosamente,

  20. * Equipe MOTONAUTA

    Obrigado Bernardo pela participação.

    O mundo só é o que é hoje graças as diferenças … e nelas é que nos fortalecemos !

    Um forte abraço de toda equipe lembrando o grande Nelson Rodrigues quando afirmou que “Toda unanimidade é burra.”

  21. Brincadeira esse teste, colocaram defeito em toda motocicleta ,sendo essa uma moto muito equilibrada e com muitas qualidades.Essa e outras materias me fez perder toda credibilidade no site motonauta

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